- Volume recorde de 11,7 milhões de toneladas exportadas em setembro de 2026.
- Receita das vendas externas de petróleo saltou 77,3% para US$ 6,5 bilhões.
- Superávit da balança comercial acumulado em 2026 chega a US$ 62,396 bilhões.
As exportações brasileiras de petróleo atingiram um patamar inédito em setembro de 2026, com o avanço da produção no pré-sal e preços internacionais elevados. O movimento robusto impulsiona a balança comercial do país e adiciona fluxo cambial relevante.
Qual foi o volume recorde registrado pela Secex?
As exportações brasileiras de petróleo somaram 11,7 milhões de toneladas em setembro de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Segundo o levantamento reportado pelo portal Money Times, o resultado superou o recorde anterior de 11 milhões de toneladas, registrado em março de 2023.
Na comparação com setembro de 2025, o volume embarcado avançou 42,2%. No mesmo período, a receita com as vendas externas teve um salto de 77,3%, alcançando cerca de US$ 6,5 bilhões, amparada por um preço médio de exportação de US$ 556 por tonelada (alta de 24,7% em um ano).
O que impulsionou o avanço das vendas externas?
A expansão da oferta interna e o ambiente externo apertado sustentaram os embarques. Do lado da produção, campos do pré-sal na Bacia de Santos — com destaque para Búzios e Mero — continuam elevando a capacidade produtiva nacional, que já havia registrado recorde em agosto.
No cenário internacional, tensões geopolíticas envolvendo o Irã e riscos no Estreito de Ormuz elevaram os preços globais da commodity. Esse aperto na oferta de combustíveis e petróleo favoreceu fornecedores alternativos, abrindo espaço para o óleo brasileiro no mercado externo.
Como isso afeta a balança comercial e a economia?
O desempenho do setor extrativo consolida um superávit comercial acumulado de US$ 62,396 bilhões em 2026 até setembro, de acordo com as informações divulgadas pelo portal InfoMoney com base nos dados da Secex. O montante totaliza exportações de US$ 284,654 bilhões contra importações de US$ 222,259 bilhões no período, superando em 34,8% o resultado acumulado até setembro de 2025.
O forte fluxo comercial de dólares proveniente das exportações de commodities atua como suporte importante para o real, ajudando a mitigar pressões cambiais e corroborando a cotação da moeda abaixo de R$ 5,00 no período recente.
O que acompanhar nos próximos meses?
A sustentação dos preços internacionais e o ritmo de extração no pré-sal continuam no radar. Investidores devem monitorar a evolução das tensões no Oriente Médio e os próximos relatórios da Secex para avaliar se o ritmo de embarques recordes se manterá no fechamento de 2026.
Monitorar relatórios da Secex — Acompanhar os próximos saldos da balança comercial para verificar a manutenção do superávit acumulado.
Observar a cotação do petróleo Brent — Acompanhar os desdobramentos geopolíticos no Estreito de Ormuz e o impacto nos preços internacionais.
Acompanhar o fluxo cambial — Avaliar a permanência do suporte ao real decorrente das receitas de exportação.