EWZ dispara 11% após Flávio Bolsonaro liderar 1º turno, diz InfoMoney Relevância4,0
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EWZ dispara 11% no pré-mercado após Flávio Bolsonaro liderar o primeiro turno

O principal ETF de ações brasileiras em Nova York reagiu ao resultado da apuração com foco na redução do risco fiscal e na menor chance de intervenção estatal.

O principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras negociado em Nova York, o EWZ, registrou um salto expressivo de 11% no pré-mercado após a apuração do primeiro turno das eleições presidenciais apontar Flávio Bolsonaro à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, conforme reportou a InfoMoney.

O ETF EWZ disparou 11% no pré-mercado de Nova York após o resultado do 1º turno.Fonte: InfoMoney

Por que o ETF EWZ disparou 11% após o primeiro turno?

O ETF EWZ disparou 11% no pré-mercado de Nova York porque o resultado do primeiro turno, que colocou Flávio Bolsonaro à frente de Lula, reduziu o temor dos investidores estrangeiros em relação ao risco fiscal e à intervenção estatal na economia brasileira, conforme reportou a InfoMoney.

A reação do mercado internacional reflete uma reconfiguração rápida de expectativas. Grande parte dos modelos de risco dos grandes fundos globais precificava um cenário de liderança da oposição de esquerda no primeiro turno. Quando as urnas mostraram a liderança de uma candidatura alinhada a pautas de centro-direita, o prêmio de risco exigido para carregar ativos brasileiros despencou.

Para o investidor estrangeiro, a manutenção de uma agenda econômica de reformas estruturais, privatizações e maior rigor fiscal é o principal motor de atratividade para o país. A liderança de Flávio Bolsonaro foi interpretada como um sinal de que o Congresso e o Executivo podem manter uma postura mais conservadora em relação aos gastos públicos nos próximos anos.

Expectativa de volatilidadeAltaPré-eleição
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Reação do EWZ em NY+11%Pós-1º Turno

O que é o EWZ e por que ele reage antes da B3?

O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) é o principal veículo financeiro utilizado por investidores globais para se posicionarem no mercado de ações brasileiro. Ele replica o índice MSCI Brazil, composto pelas maiores e mais líquidas empresas da B3, mas com suas cotas negociadas em dólares na Bolsa de Nova York (NYSE).

Como as negociações nos Estados Unidos começam antes da abertura do pregão em São Paulo, o EWZ funciona como um termômetro em tempo real de como o capital internacional avalia os acontecimentos políticos e econômicos do Brasil. A alta de 11% reportada pela InfoMoney mostra que o fluxo comprador estrangeiro agiu rápido para garantir posições antes mesmo que a bolsa brasileira abrisse as portas.

Esse movimento de arbitragem internacional costuma ditar o ritmo de abertura do Ibovespa. Quando o EWZ abre em forte alta no exterior, as ações locais tendem a acompanhar o movimento logo nos primeiros minutos de negociação em São Paulo, ajustando-se ao valuation em dólares definido pelos investidores globais.

Quais setores da Bolsa devem sentir o maior impacto?

O impacto de uma sinalização política favorável ao mercado não se distribui de forma igual entre as empresas da B3. As companhias estatais, como Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), são historicamente as mais sensíveis ao resultado das urnas, pois seus modelos de negócios estão diretamente ligados às diretrizes do governo federal.

Sob a perspectiva de uma vitória de uma agenda liberal, o mercado reduz drasticamente a precificação de riscos associados a intervenções em preços de combustíveis, subsídios artificiais ou uso político do balanço de bancos públicos. Isso tende a destravar valor para essas ações, que costumam negociar com desconto devido ao chamado "risco estatal".

Estatais Alívio

Menor percepção de risco de intervenção política em empresas como Petrobras e Banco do Brasil.

Câmbio Queda

Expectativa de entrada de fluxo estrangeiro pode pressionar o dólar para baixo frente ao real.

Juros Futuros Ajuste

Curva de juros pode fechar se o mercado precificar maior compromisso com o teto de gastos.

Além das estatais, os setores ligados ao consumo doméstico, construção civil e tecnologia também podem se beneficiar indiretamente. Se a percepção de risco fiscal do país diminuir, a curva de juros futuros tende a fechar (ou seja, as taxas de juros de longo prazo caem), o que reduz o custo de capital das empresas e estimula o crédito.

Como o fluxo estrangeiro e o dólar se comportam agora?

O comportamento do dólar frente ao real é outro indicador crucial que os investidores devem monitorar de perto nas próximas semanas. Historicamente, períodos de incerteza eleitoral tendem a pressionar o câmbio para cima, à medida que investidores buscam refúgio na moeda americana. No entanto, uma sinalização de vitória de um candidato considerado mais amigável ao mercado pode reverter essa tendência rapidamente.

A entrada de capital estrangeiro não apenas valoriza o real, mas também atua como um combustível para a alta das ações na B3. O investidor estrangeiro detém uma parcela significativa do volume negociado na bolsa brasileira, e suas decisões de alocação têm o poder de sustentar tendências de alta ou de baixa por períodos prolongados.

Portanto, o movimento inicial do EWZ reportado pela InfoMoney pode ser o prenúncio de uma realocação global de portfólios em direção ao Brasil, caso o cenário político continue a agradar o mercado internacional até a definição do segundo turno.

O que isso muda para quem investe na Bolsa

A forte alta do EWZ no exterior sinaliza uma abertura em alta expressiva para o Ibovespa. Se você tem ações de estatais ou de setores sensíveis à economia doméstica, prepare-se para um dia de forte oscilação. No entanto, lembre-se de que o segundo turno ainda está por vir e a volatilidade política continuará elevada até a definição final.

O que acompanhar até o segundo turno das eleições?

Apesar do otimismo inicial refletido no salto do EWZ, analistas alertam que o segundo turno das eleições presidenciais é um cenário completamente novo e que a volatilidade deve continuar elevada. As próximas semanas serão marcadas por intensas negociações políticas e busca por apoios de candidatos derrotados.

O investidor deve manter a cautela e evitar decisões precipitadas baseadas apenas na euforia do primeiro dia pós-eleição. O mercado financeiro tende a reagir de forma intempestiva a notícias políticas, e oscilações bruscas em ambas as direções são comuns até que o resultado definitivo seja consolidado no final de outubro.

1

Alianças políticas — Acompanhe para onde vão os votos dos candidatos derrotados no primeiro turno.

2

Discurso fiscal — Monitore se os candidatos farão acenos de responsabilidade fiscal para acalmar o mercado de juros.

3

Fluxo estrangeiro — Observe se a alta do EWZ vai se consolidar em entrada real de capital estrangeiro na B3.

Veredito Rico aos Poucos

A disparada de 11% do EWZ mostra que o mercado internacional gostou do resultado do primeiro turno, mas a eleição não acabou. O momento exige disciplina na estratégia de investimentos: aproveite o otimismo para reavaliar sua exposição a riscos políticos, mas evite fazer apostas direcionais agressivas antes do resultado definitivo do segundo turno.