(Fundo de Investimento Imobiliário Green Towers Responsabilidade Limitada)
Recomendação: NEUTRO COM RISCO ALTO · Nota 5,0/10 · Cotação R$ 80,04 · P/VP 0,7893 · DY 12m 13,47%
O GTWR11 é um caso textbook de FII de ativo único monoinquilino premium: 3 torres AAA em Brasília 100% locadas para o Banco do Brasil S.A. Os fundamentos operacionais são impecáveis (zero alavancagem, zero obras, taxa total 0,50% a.a., resultado 100% recorrente). Porém pesam três alertas: (1) o vencimento total dos contratos em 31/10/2028 (~28 meses), com risco de renegociação para baixo dado o ciclo do mercado de Brasília; (2) o resultado caixa, que havia caído para R$ 0,86/cota em mar/26, recuperou para R$ 0,90 em abr/26 — mas o saldo retido segue magro (R$ 0,15/cota, ~1,5 mês de complemento); (3) o reajuste IGP-M concentrado em novembro — se o IGP-M acumulado for baixo, a próxima atualização pode não recompor o resultado caixa.
A cota a R$ 80,16 (01/06/2026) frente ao VP de R$ 101,40 implica P/VP 0,79 (21% de desconto), oferecendo margem de segurança para a renegociação de 2028. O DY anualizado de 13,47% (R$ 0,90 × 12) é robusto e isento de IR para PF, mas reflete em parte o prêmio de risco da concentração e do vencimento próximo. Nota 6,0 absoluta (MANTER COM CAUTELA); peer-to-peer fica em NEUTRO COM RISCO ALTO.
O GTWR11 é um FII de ativo único monoinquilino premium: 3 torres AAA em Brasília 100% locadas para o Banco do Brasil S.A. A tese se apoia em simplicidade operacional (zero alavancagem, zero obras, taxa total 0,50% a.a.) e crédito soberano (BB é controlado pela União). A fragilidade é o vencimento de 100% do contrato em 31/10/2028 e a margem estreita do resultado caixa (R$ 0,90/cota em abr/26, igual à distribuição, com reserva de só R$ 0,15/cota). O P/VP 0,79 oferece margem de segurança e o DY 13,5% é robusto e isento de IR para PF.
O fundo distribui exatamente o que gera (R$ 0,90 em abr/26 = resultado recorrente), com reserva pequena (R$ 0,15/cota) para suavizar meses fracos. A estrutura é saudável enquanto o aluguel se mantém e o reajuste de nov/26 recompuser. Risco real só em 2028 com o vencimento contratual; até lá, a distribuição de R$ 0,90 é sustentável salvo IGP-M muito baixo.
A Tivio Capital DTVM S.A. é a gestora do fundo desde a constituição (2017). Em 28/11/2025 houve troca de administradora: a Tivio (que acumulava administração + gestão) transferiu a administração para a BEM DTVM (Bradesco), mantendo a gestão e a consultoria imobiliária. A operação é vista de forma positiva porque manteve a taxa total em 0,50% a.a. (0,25% admin+gestão + 0,25% consultoria), com escriturador Banco Bradesco e auditoria PwC.
A operação é de simplicidade exemplar: resultado 100% recorrente, zero obras em 12 meses, zero alavancagem ou obrigações futuras por compra de ativos. Rating S&P AMP-1 mantido. O ponto de atenção é que a Tivio tem relação societária indireta com o próprio locatário (via Banco BV/Grupo Votorantim e Banco do Brasil) — divulgada nas notas como parte relacionada, o que merece monitoramento na negociação de 2028.
Ver a análise completa da gestora Tivio Capital DTVM (gestão) + BEM DTVM/Bradesco (administração) →
O GTWR11 é um duration trade com data marcada: 31 de outubro de 2028. Você compra 3 torres AAA em Brasília alugadas 100% para o Banco do Brasil S.A., com isenção de IR para PF, P/VP de 0,79 (21% de desconto) e DY anualizado de 13,47%. Nos 12 meses até abr/26, entregou retorno de +39,4%, superando o IFIX (+15,2%) e o CDI líquido (+12,6%).
O sinal amarelo de mar/26 foi revertido: o resultado caixa recuperou para R$ 0,90/cota em abr/26 (igual à distribuição), depois de cair para R$ 0,86 em mar/26. Ainda assim, o saldo retido é magro — apenas R$ 0,15/cota, suficiente para ~1,5 mês de complemento. E o reajuste IGP-M concentrado em novembro pode não recompor o aluguel se o índice acumulado seguir perto de zero.
Tecnicamente, o GTWR11 é uma máquina de simplicidade: zero alavancagem, zero obras, taxa total 0,50% a.a., resultado 100% recorrente. Mudou de administradora em 28/11/2025 (Tivio → BEM DTVM/Bradesco), mantendo o gestor Tivio Capital e o auditor PwC. O PL é de R$ 1,217 Bi (VP/cota R$ 101,40), com o imóvel avaliado em R$ 1.192,7 Mi pela Consult (taxa de desconto 10,16% a.a.). Vale registrar a relação de parte relacionada: a Tivio tem vínculo societário indireto com o próprio BB via Banco BV.
Recomendamos MANTER COM CAUTELA para quem já possui — o desconto de 21% sobre o VP oferece margem para a renegociação de 2028, mas a concentração total não justifica posição principal. Para entrada nova, o ponto de entrada é razoável (preço justo ~R$ 90), mas o investidor deve aceitar conscientemente o risco binário de out/2028. A distribuição de R$ 0,90 é sustentável no horizonte de 12 meses; o verdadeiro teste vem com o vencimento contratual.