Fundo de Fundos da Hedge Investments com 22 FIIs em carteira (~50% Hedge, ~50% externos). Pioneiro em recompra de cotas na indústria de FIIs.
Recomendação: ACUMULAR · Nota 6,9/10 · Cotação R$ 6,55 · P/VP 0,8218 · DY 12m 10,5%
O DPS de R$ 0,060 é sustentável: FFO de R$ 0,058 cobre quase 97% do dividendo, e a reserva de R$ 0,108 representa quase 2 meses de DPS. O risco é se a Selic ficar acima de 14% por mais 12 meses — comprime FFO dos FIIs investidos e pode forçar gestão a voltar para R$ 0,055-0,058.
O HFOF11 chega a maio/2026 em forma melhor que há 12 meses. Em 2025 entregou retorno patrimonial de 26,96% (vs IFIX 21,15%), foi pioneiro no programa de recompra de cotas da indústria (~8,6 mi cotas canceladas até abril/26, com a recompra acelerando para 2,69 mi cotas em um único mês em abril) e em janeiro/2026 elevou o DPS de R$ 0,056 para R$ 0,060/cota — a primeira alta desde nov/2024. O FFO crescente (R$ 0,054 em 2024 → R$ 0,058 em mar/26) e a reserva de R$ 0,108/cota dão sustentação real ao novo patamar. O VP/cota subiu de R$ 7,92 (mar) para R$ 7,97 (abr), apesar do PL recuar — efeito direto da recompra de cotas com desconto.
Com a cota a R$ 6,21 e VP a R$ 7,97, o desconto sobre VP saltou para 22,1% (era 13,3% no fechamento anterior do RG). Somando o desconto médio de ~14% dos FIIs investidos, o duplo desconto agora gira em torno de 32% — cota potencial de R$ 9,13 contra mercado de R$ 6,21 (upside de 47%). Esse upside só se materializa se o IFIX recuperar — com Selic ainda em 14,75% o mercado de FIIs continua descontado. Quem entra hoje aposta na virada do ciclo de juros como gatilho, e tem o conforto adicional de saber que a gestão está usando o desconto a favor dos cotistas via recompra.
O ponto crítico continua sendo a concentração de ~50% do PL em fundos da própria Hedge (HLOG, HREC, HAAA, HGBS, HDOF, HGBL, HPDP, HJCT, HDEL, HGCR/CEOC). É conflito de interesse estrutural, somado à criação do Hedge Opportunities em jul/25 (estrutura coligada que adiciona alavancagem disfarçada). Os mitigantes são: taxa de adm de 0,60% (a menor do segmento), gestão ativa real (R$ 377 mi negociados em 12m), pioneirismo em recompra (que reduz a receita do gestor para alinhar com cotistas), e desempenho consistente acima do IFIX por 8 anos. Trade-off claro: qualidade da gestão Hedge × dependência da Hedge.