A cotação do KNCR11 é atualizada ao vivo durante o pregão da B3, que funciona das 10h às 17h30 em dias úteis. O último fechamento registrado foi de R$ 106,41 em 09 de junho de 2026. O preço que você vê no topo desta página reflete o valor mais recente disponível — em tempo real durante o pregão ou o fechamento do último dia negociado.
O KNCR11 é um dos FIIs mais líquidos da bolsa brasileira: o volume médio diário nos últimos 21 pregões foi de R$ 22,4 milhões (março/2026), o que coloca o fundo entre os cinco mais negociados do mercado. Isso significa que o spread entre compra e venda (bid-ask) é mínimo e que posições de R$ 1 milhão ou mais podem ser negociadas em poucas horas sem impacto relevante no preço.
Historicamente, a cota do KNCR11 navega num corredor estreito. A mínima histórica foi de R$ 85,50 em março de 2020, no auge do pânico da pandemia. A máxima histórica foi de R$ 117,00 em novembro de 2016. Nos últimos 24 meses, a cota oscilou principalmente entre R$ 97 e R$ 108, com volatilidade anualizada de 7,3% — baixíssima para um FII, reflexo do perfil pós-fixado e high grade da carteira.
O KNCR11 — cujo nome completo é Kinea Rendimentos Imobiliários FII Responsabilidade Limitada — é um fundo de investimento imobiliário de papel, focado na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados ao CDI. Em termos simples: em vez de comprar imóveis físicos, o fundo compra dívidas lastreadas em imóveis, recebendo juros mensais que são repassados aos cotistas como rendimento isento de IR para pessoas físicas.
Fundado em agosto de 2012 e listado na B3 desde outubro do mesmo ano, o KNCR11 é hoje o maior FII de papel pós-fixado do Brasil, com patrimônio líquido de R$ 10,96 bilhões e 542.237 cotistas (março/2026). O fundo captou recursos em 12 emissões públicas ao longo de sua história, a maior delas em fevereiro de 2026, quando levantou R$ 3,2 bilhões para aquisição de novos CRIs.
O CNPJ do fundo é 16.706.958/0001-32. O código ISIN é BRKNCRCTF000. O público-alvo é investidores em geral — não há restrição de investidores qualificados.
O P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) do KNCR11 é de 1,04 com base no valor patrimonial por cota de R$ 102,36 (março/2026) e na cotação de R$ 106,41. Isso significa que a cota negocia com um prêmio de aproximadamente 4,3% sobre o valor contábil dos ativos do fundo.
Esse ágio não é aleatório. Ele reflete a percepção do mercado sobre três atributos difíceis de replicar: a gestão Kinea/Itaú — com 13 anos de histórico impecável e acesso privilegiado à originação de CRIs corporativos —, a liquidez superior de R$ 22,4 milhões por dia, e o track record de zero default em todos os ciclos econômicos desde o IPO.
Para efeito de comparação, a mediana do P/VP entre os sete fundos de papel high grade comparáveis é de 0,98 — ou seja, o KNCR11 é o único do grupo a negociar consistentemente com ágio. Isso não significa que o fundo está caro de forma absoluta, mas indica que não há margem de segurança patrimonial para quem entra agora. Nossa análise de preço justo estima a cota em R$ 110,54, o que sugere uma subvalorização de cerca de 3,6% em relação ao valor justo calculado — confira a seção de análise completa para mais detalhes.
O coração do KNCR11 é uma carteira de 88 CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) com taxa média de CDI+2,05% (MTM) e prazo médio de 4 anos. Em março/2026, esses ativos representavam 77,9% do patrimônio líquido — R$ 8,84 bilhões alocados em crédito imobiliário de alto padrão. Os 22,1% restantes estavam em LCI (14,3%) e caixa em Títulos Públicos Federais (7,8%), posições transitórias da 12ª emissão em processo de alocação.
Por setor econômico dos devedores, a distribuição é:
A granularidade da carteira é exemplar: o maior CRI individual (JHSF Malls II) representa apenas 3,9% do PL. O índice HHI de concentração é 0,0395, caracterizado como baixo. Em 13 anos, nenhum dos CRIs registrou inadimplência — track record que resistiu à pandemia (2020), ao ciclo Selic 13,75% (2022-2023) e ao ciclo Selic 15% (2025-2026).
A Kinea Investimentos Ltda. (CNPJ 08.604.187/0001-44) é a gestora do KNCR11. Fundada em 2007 como o braço de gestão de recursos do Grupo Itaú Unibanco, a Kinea é considerada uma das maiores e mais respeitadas plataformas de gestão de fundos imobiliários do Brasil. Em FIIs de papel, a Kinea gerencia R$ 27,8 bilhões distribuídos em 7 fundos, com o KNCR11 sendo o maior deles.
A administração é responsabilidade da Intrag DTVM Ltda. (CNPJ 62.418.140/0001-31), também do Grupo Itaú Unibanco. A custódia é feita pelo próprio Itaú Unibanco S.A., e a auditoria independente é realizada pela PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes — um dos escritórios de auditoria mais respeitados do mundo.
Essa integração vertical Kinea + Intrag + Itaú Custódia gera um acesso privilegiado à originação de CRIs em operações de grande porte do mercado imobiliário corporativo — o que explica por que a carteira do KNCR11 tem acesso a devedores como Brookfield (grupo internacional com portfólio de mais de R$ 2 bilhões no fundo) e JHSF (operador dos shoppings mais premium do Brasil).
A estrutura de custos do KNCR11 é competitiva para seu porte e segmento. A taxa total é de 1,00% ao ano, que inclui a gestão pela Kinea, a administração pela Intrag e o escriturador. Não existe taxa de performance — o gestor não cobra percentual adicional sobre rendimentos acima de um benchmark, o que é uma vantagem importante em ciclos de Selic alta como 2022-2026. A custódia está inclusa na taxa e é realizada pelo próprio Itaú Unibanco.
Para o cotista pessoa física, os rendimentos mensais são isentos de Imposto de Renda, desde que o fundo tenha mais de 50 cotistas (o KNCR11 tem 542.237) e as cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa (condição cumprida). Ganhos de capital com a venda das cotas são tributados a 20% de IR.
O fundo não possui alavancagem financeira — o LTV (Loan to Value) no nível do veículo é 0%. Os CRIs individualmente têm garantias imobiliárias com LTV entre 40% e 70%, mas o fundo em si não toma dívida para investir.
Para informações sobre dividendos e rendimento mensal, confira a página de dividendos do KNCR11. Para análise de valuation e se vale a pena comprar agora, veja a análise completa.
O KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários FII) é o maior fundo de investimento imobiliário de papel CDI+ do Brasil, com patrimônio de R$ 10,96 bilhões e 542 mil cotistas. Investe em CRIs (dívidas lastreadas em imóveis) indexados ao CDI, gerenciados pela Kinea Investimentos (Grupo Itaú Unibanco) desde seu IPO em outubro de 2012.
É um fundo de papel. O KNCR11 não possui imóveis físicos — investe em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), que são títulos de dívida lastreados em imóveis. A renda vem dos juros pagos pelos devedores (Brookfield, JHSF, Allos, etc.), não de aluguel.
O CNPJ do fundo KNCR11 é 16.706.958/0001-32. O administrador (Intrag DTVM) tem CNPJ 62.418.140/0001-31 e é a fonte pagadora para fins de Imposto de Renda.
O KNCR11 cobra 1,00% ao ano de taxa total (gestão + administração + escrituração). Não há taxa de performance. A custódia é incluída na taxa e realizada pelo Itaú Unibanco.
O KNCR11 possui 88 CRIs ativos na carteira, distribuídos em aproximadamente 30 grupos de devedores distintos. Os principais setores são escritórios (45,6%), shoppings (27,3%), galpões logísticos (11%) e residencial (10,3%). Todos os CRIs estão adimplentes.
É um dos FIIs de papel com menor risco de crédito do mercado brasileiro. A carteira está 100% adimplente desde o IPO em 2012, os devedores são de primeira linha (Brookfield, JHSF, Iguatemi) e a gestão Kinea/Itaú tem 13 anos de histórico impecável. O risco principal é a sensibilidade ao CDI — os dividendos caem quando a Selic cai.