A cotação do KNIP11 é atualizada em tempo real durante o pregão da B3. O último preço registrado foi de R$ 92,50 (fechamento de 09/06/2026). O valor patrimonial por cota, divulgado mensalmente pela gestora, estava em R$ 93,93 em abril de 2026, resultando num P/VP de 0,98 — leve desconto de cerca de 2% sobre o patrimônio.
A cotação do dia, o gráfico intraday e o histórico de preços estão disponíveis ao vivo na parte superior desta página, atualizados diretamente via B3 durante os horários de negociação. O KNIP11 é um dos FIIs de papel mais líquidos do mercado, com volume médio diário de negociação de aproximadamente R$ 9,3 milhões — o que permite entrar e sair sem fricção mesmo em posições de tamanho relevante.
Para contextualizar o preço atual: a máxima histórica da cota foi de R$ 122,60 em junho de 2019, quando os juros reais estavam baixos e os FIIs negociavam com ágio generalizado. A mínima histórica foi de R$ 83,79 em 5 de fevereiro de 2025, no pico da curva de juros reais. O preço atual, a R$ 92,50, está no segmento intermediário desse histórico — próximo ao VP, sem ágio nem deságio profundo.
O KNIP11 — nome completo Kinea Índices de Preços Fundo de Investimento Imobiliário — é um FII de papel. Diferente dos FIIs de tijolo (que possuem imóveis físicos como shoppings ou galpões logísticos), os FIIs de papel investem em instrumentos de crédito com lastro imobiliário — no caso do KNIP11, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados ao IPCA.
Em termos práticos: o fundo empresta dinheiro (via aquisição de CRIs) para construtoras, shoppings, operadores logísticos e outros empreendimentos imobiliários, recebendo de volta IPCA mais um spread real. Esses juros são a principal fonte de renda que o fundo distribui mensalmente aos cotistas.
O KNIP11 está listado na B3 desde setembro de 2016 (CNPJ 24.960.430/0001-13, ISIN BRKNIPCTF001) e pode ser comprado em qualquer corretora com acesso à bolsa. Ao contrário do que muita gente supõe ao ler nos documentos que o público-alvo é Investidor Qualificado, as cotas são negociadas livremente por qualquer investidor — o fundo tem mais de 72 mil cotistas, a maioria pessoas físicas.
É fundo de papel. Não possui imóveis físicos em carteira — investe exclusivamente em CRIs e equivalentes de caixa. A exposição indireta ao mercado imobiliário existe pelos lastros dos CRIs (shoppings, galpões, escritórios, residencial), mas o risco direto é de crédito e de indexação, não de vacância ou manutenção de imóveis.
A carteira do KNIP11 tem 117 CRIs, com 98% do PL alocado em ativos-alvo e 9,2% em títulos públicos federais e caixa (parte do caixa e as compromissadas reversas somam percentuais que se sobrepõem ao total alocado). Todos os CRIs são de série sênior ou única — a posição mais segura na estrutura de capital dos papéis, com prioridade no recebimento sobre as séries subordinadas.
A distribuição setorial dos CRIs é diversificada:
A concentração por devedor é muito baixa: o maior ativo individual (CRI da Gazit Malls) representa apenas 5,2% do PL; os 10 maiores devedores juntos somam cerca de 28,8%. O índice HHI (medida de concentração) está em 0,012 — nível excepcionalmente baixo, que evidencia uma das carteiras mais pulverizadas do segmento de FIIs de papel.
A taxa média da carteira marcada a mercado é de IPCA + 10,06% ao ano, com duration ponderado de 4,1 anos — significando que, em média, os CRIs vencem em pouco mais de 4 anos. Para chegar a esse carrego, o fundo adquiriu os papéis a taxas históricas menores (em média IPCA + ~6,9%) e a abertura dos juros reais revalorizou implicitamente a carteira — aumentando o retorno esperado para novos compradores.
A gestão do KNIP11 é feita pela Kinea Investimentos, braço de fundos alternativos do Grupo Itaú Unibanco. A Kinea é uma das maiores e mais respeitadas gestoras de FIIs de papel do Brasil, com R$ 27,9 bilhões sob gestão em 8 fundos imobiliários de papel — incluindo o KNCR11 (R$ 11 bi, pós-fixado), KNHY11 (R$ 3,1 bi, high yield IPCA+) e KNSC11 (R$ 1,8 bi, misto IPCA+/CDI). O KNIP11 ocupa o segmento de menor risco e maior qualidade da régua de produtos da Kinea.
A administração é responsabilidade da Intrag DTVM Ltda (CNPJ 62.418.140/0001-31), também do Grupo Itaú, com encerramento de exercício em 30 de junho. Em maio de 2026, o regulamento do fundo foi adequado à Resolução CVM 175/2022, que determina a segregação formal das taxas de administração, gestão e distribuição — mudança regulatória sem impacto no custo total para o cotista.
A taxa de 1,00% ao ano é competitiva para um fundo com R$ 7,52 bilhões de PL e equipe robusta de originação, crédito e riscos. A ausência de taxa de performance alinha o interesse da gestora ao cotista — não há incentivo para assumir risco excessivo em busca de resultados que acionem a cobrança.
Com R$ 7,52 bilhões de patrimônio líquido (dado de abril de 2026), o KNIP11 é o maior FII de papel indexado à inflação do Brasil e um dos maiores FIIs em geral. Esse porte traz vantagens concretas: custo de captação mais baixo, capacidade de acessar operações de grande porte com devedores premium e liquidez de mercado muito superior à média dos FIIs menores.
São 72.303 cotistas distribuindo posse sobre aproximadamente 80,1 milhões de cotas. A base ampla e pulverizada de cotistas indica que o fundo não tem cotista dominante que possa influenciar as decisões de gestão — a governança permanece nas mãos da Kinea, que responde ao regulamento e aos órgãos reguladores.
Para quem busca mais informações sobre os dividendos mensais e sustentabilidade dos rendimentos, há uma página específica dedicada ao histórico de proventos. Para análise completa de valuation, riscos e recomendação de compra ou venda, consulte a seção de análise — onde a nota de 8,5/10 e os critérios que levaram ao veredicto de COMPRA são detalhados.
KNIP11 é o Kinea Índices de Preços FII, um fundo de investimento imobiliário de papel que investe em CRIs indexados ao IPCA. É o maior FII de CRI IPCA+ do Brasil, com R$ 7,52 bilhões de patrimônio líquido e 117 CRIs em carteira, gerido pela Kinea (Grupo Itaú Unibanco).
É um FII de papel. Investe em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados ao IPCA — não possui imóveis físicos. A exposição ao setor imobiliário é via crédito (lastro dos CRIs em shoppings, galpões, escritórios e residencial).
O P/VP do KNIP11 é de 0,98 (cota R$ 92,50 frente ao VP de R$ 93,93 em abril de 2026), indicando leve desconto de aproximadamente 2% sobre o valor patrimonial.
A gestão é feita pela Kinea Investimentos, braço de fundos alternativos do Grupo Itaú Unibanco. A administração é da Intrag DTVM, também do Itaú. A taxa total é de 1,00% ao ano, sem performance.
O KNIP11 não possui imóveis — é um FII de papel. A carteira tem 117 CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), lastreados em shoppings, galpões logísticos, escritórios, residencial e outros segmentos.
Ambos são da Kinea, mas o KNIP11 investe em CRIs indexados ao IPCA (protege contra a inflação) e o KNCR11 em CRIs pós-fixados (% CDI, protege em juros nominais altos). São complementares: muitos investidores carregam os dois para diversificar o indexador.