(ex-FII Apex Malls)
Recomendação: NEUTRO COM RISCO ALTO · Nota 5,0/10 · Cotação R$ 79,0 · P/VP 0,7487 · DY 12m 6,01%
O Apex Malls (APXM11) é um FII de nicho administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros, com gestão pela BRM Carbyne e consultoria especializada da Apex Nazca. A carteira concentra-se em dois ativos: 15,82% do Shopping Vitória (ES) — fração detida em condomínio pro indiviso, avaliada em R$ 174,75 Mi (12/2025) — e uma participação indireta de 16% no Shopping Catuaí Cascavel (PR), via SPE APXM Cascavel.
Em 2025, o fundo registrou prejuízo contábil de R$ 43,5 milhões, em grande parte pelo ajuste negativo de R$ 58,8 milhões no valor justo da participação em Cascavel, enquanto a receita de aluguéis cresceu para R$ 14,5 milhões e a vacância no Shopping Vitória caiu de 9,30% (12/2024) para 7,34% (12/2025). A cota caiu de R$ 102 em jan/2025 para R$ 75,98 em 01/06/2026 (mínimo de R$ 70 em dez/2025), negociando com P/VP de 0,72.
O desconto patrimonial de 28% é relevante e o ativo principal (Vitória) mostrou melhora operacional, mas a baixíssima liquidez (R$ 266 mil/dia), os 690 cotistas e a exposição minoritária ao Catuaí Cascavel — com ajuste recente de R$ 58,8 Mi no laudo — sustentam recomendação de MANTER para quem já tem posição e cautela para novos aportes.
A tese do APXM11 é a de um FII de nicho, pequeno, focado em dois shoppings regionais, em que o investidor compra com desconto patrimonial de 28% a uma fração do Shopping Vitória + a participação indireta minoritária no Catuaí Cascavel. O upside está na recuperação do valuation da investida de Cascavel (Selic em queda esperada), na maturação operacional do Shopping Vitória (vacância caindo, receita crescendo) e em eventual compressão do P/VP. O downside é uma carteira extremamente concentrada, liquidez baixa, gestora boutique ainda construindo track record e risco de mais ajustes negativos no laudo do Cascavel.
O fundo distribui 100% do resultado caixa semestral por regulamento. O DPS é resultado-driven: oscila com aluguéis recebidos + dividendos da SPE Cascavel. Em Nov/2026, as taxas voltam ao patamar pleno e podem reduzir o DPS em ~R$ 0,01/cota/mês.
A BRM Carbyne Gestão de Recursos S.A. (CNPJ 38.318.963/0001-00), hoje sediada em Vitória/ES, é a gestora de recursos do fundo (transformada de Carbyne Gestão de Recursos Ltda. ao longo de 2025). A consultoria imobiliária especializada é feita pela Apex Nazca Investimentos e Participações (CNPJ 50.732.938/0001-74), casa boutique que empresta o nome ao fundo e atua no mesmo endereço da BRM Carbyne. A administração fiduciária é do BTG Pactual Serviços Financeiros — instituição com escala e governança consolidada no mercado de FIIs.
O diretor responsável pelo fundo no BTG é Gustavo Cotta Piersanti, MD Partner, Head de Fund Services. A auditoria independente é conduzida pela PwC. Como a Apex Nazca é uma gestora boutique com track record relativamente curto e foco restrito em shoppings, o conjunto gestora+consultor tem alcance menor que players como XP, Kinea, Hedge ou Vinci no mesmo segmento.
Ver a análise completa da gestora BRM Carbyne Gestão de Recursos S.A. →
O Apex Malls (APXM11) é um FII relativamente novo (início efetivo em novembro/2022), com patrimônio líquido de R$ 298,5 milhões em 31/03/2026 e 690 cotistas ativos. A carteira está concentrada em dois ativos: fração de 15,8169% do Shopping Vitória (ES), em condomínio pro indiviso, avaliada em R$ 174,75 milhões, e a participação indireta de 16% no Shopping Catuaí Cascavel (PR), via SPE APXM Cascavel, avaliada em R$ 116,82 milhões em 31/12/2025.
O ano de 2025 teve narrativas opostas. No lado operacional, o Shopping Vitória melhorou — vacância caiu de 9,30% (12/2024) para 7,34% (12/2025) e receita de aluguel cresceu 8% (R$ 13,4 Mi → R$ 14,5 Mi). No lado patrimonial, no entanto, a avaliação da SPE de Cascavel foi reduzida em R$ 58,8 milhões (≈33,5% do valor contábil), com a taxa de capitalização do laudo passando de 7,75% para 8,49% a.a., o que produziu prejuízo líquido contábil de R$ 43,5 milhões. Essa assimetria — caixa em alta, patrimônio em queda — é típica de fundos com ativos minoritários que dependem de laudos externos.
Com a cota a R$ 75,98 em junho/2026 contra VP/cota de R$ 105,52 (mar/2026), o P/VP de 0,72 sugere que o mercado já incorpora prêmio de risco para nova reavaliação negativa do Cascavel e para a liquidez muito baixa (R$ 266 mil/dia). O DY anualizado de aproximadamente 7% é modesto frente à mediana de pares (9,5%) e à NTN-B longa. Para 2026, a expectativa base é de distribuição em torno de R$ 5,00/cota, com faixa esperada entre R$ 4,50 (cenário pessimista) e R$ 6,00 (cenário otimista). Em ciclo de queda de Selic confirmado (Focus: 14,75% → 11% em 12m), a convergência do preço para a faixa de R$ 84-90 é cenário-base.