Bradesco Carteira Imobiliária Ativa - Fundo de Fundos de Investimento Imobiliário
Segmento: Fundo de Fundos (FoF) — gestão ativa · Cotação R$ 86,8 · P/VP 0,8886 · VP/cota R$ 97,68 · Patrimônio R$ 363 Mi · 19.236 cotistas · 54 ativos
O BCIA11 (Bradesco Carteira Imobiliária Ativa) é um fundo imobiliário do segmento Fundo de Fundos (FoF) — gestão ativa. Bradesco Carteira Imobiliária Ativa - Fundo de Fundos de Investimento Imobiliário
Fundo do Bradesco que não compra imóveis — investe em cotas de cerca de 50 outros FIIs, reunindo galpões, shoppings e títulos imobiliários numa só aplicação. Fique atento: mais da metade da carteira é em imóveis físicos, que pesam mais quando os juros demoram a cair.
Esta página é a ficha do BCIA11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.
Gestão: Bradesco Asset Management (BRAM).
A Bradesco Asset Management (BRAM), gestora de recursos do Banco Bradesco, administra mais de R$ 800 bilhões. Tem tradição em renda fixa e foco crescente em FIIs. A gestão do BCIA11 demonstra processo disciplinado de alocação tática com relatórios gerenciais mensais detalhados (5–9 páginas), narrativa clara de cenário macro e racional explícito para cada movimento da carteira.
Em 2025, a equipe migrou de 48% para 66% em tijolo durante o ciclo de queda de juros esperada, e recalibrou rapidamente para 41% em CRIs em mar/26 diante da escalada geopolítica. Cota patrimonial acumula +173,11% desde o IPO, em linha com o IFIX (+174,31%) e bem acima do CDI líquido (+135,48%) no mesmo período. O ponto de atenção é a tendência reativa — a equipe muda a alocação tática rapidamente em resposta a notícias macro, o que tem mostrado acertos mas adiciona custo de transação.
| Ativo | Localização | % do PL | Ocupação |
|---|---|---|---|
| Pátria Crédito Imobiliário | — | 5,4% | — |
| VBI Prime Properties | — | 4,5% | — |
| RBR Crédito Imobiliário Estruturado (em transição para Pátria) | — | 4,5% | — |
| JS Real Estate Multigestão | — | 4,4% | — |
| Kinea Índices de Preços | — | 4,2% | — |
| VBI Logístico | — | 4,0% | — |
| XP Crédito Imobiliário | — | 4,0% | — |
| Rio Bravo Renda Corporativa | — | 3,9% | — |
| CSHG Real Estate (Pátria) | — | 3,7% | — |
| CSHG Brasil Shopping (Hedge) | — | 3,7% | — |
| Kinea High Yield CRI | — | 3,4% | — |
| XP Malls | — | 3,4% | — |
| RBR Rendimento High Grade | — | 2,9% | — |
| Vinci Shopping Centers | — | 2,6% | — |
| BTG Pactual Crédito Imobiliário | — | 2,6% | — |
| Pátria Plus Multiestratégia Real Estate (ex-RBR Plus) | — | 2,5% | — |
| Vinci Logística | — | 2,2% | — |
| Pátria Recebíveis Imobiliários (ex-CSHG Recebíveis) | — | 2,2% | — |
| Tivio Renda Imobiliária (agências bancárias + lajes) | — | 2,2% | — |
| Kinea Rendimentos Imobiliários | — | 2,1% | — |
| BTG Pactual Corporate Office | — | 2,1% | — |
| HSI Malls | — | 2,0% | — |
| BB Premium Malls | — | 2,0% | — |
| Patria Properties (ex-RBR Properties) | — | 1,9% | — |
| Capitânia Shoppings | — | 1,9% | — |
| Pátria Renda Urbana | — | 1,8% | — |
| BTG Pactual Logística | — | 1,6% | — |
| Kinea Unique HY CDI | — | 1,5% | — |
| Inter Logístico (Banco Inter) | — | 1,5% | — |
| Hedge Top FoFII 3 | — | 1,4% | — |
| Campus Faria Lima | — | 1,1% | — |
| XP Log | — | 1,1% | — |
| Rio Bravo Renda Varejo | — | 1,0% | — |
| Bresco Logística | — | 0,9% | — |
| Valora Renda Imobiliária | — | 0,9% | — |
| Kinea Securities | — | 0,7% | — |
| Tellus Rio Bravo Renda Logística | — | 0,7% | — |
| CSHG Prime Offices | — | 0,6% | — |
| Mauá Capital Recebíveis Imobiliários | — | 0,5% | — |
| Pátria Securities (ex-RVBI) | — | 0,5% | — |
HHI 0,0304 — baixa.
No fechamento de abr/26 a cota de mercado (R$ 96,68) negociava com 6,7% de desconto sobre o VP de R$ 103,64 (P/VP 0,93x). Acrescido do desconto médio de 9,9% dos FIIs em carteira sobre seus VPs subjacentes (P/VP 0,90x), totaliza duplo desconto de 16% — recuou de 19,9% em mar/26 com a alta das cotas de mercado e patrimonial, mas ainda elevado vs a mediana histórica (12-13%). Na cotação spot de 01/06 (R$ 90,21), o P/VP volta a ~0,87 e o duplo desconto reabre. Cenário-base de fechamento adicional do desconto quando a Selic cair tende a elevar a cota para R$ 100-110 nos próximos 12-18 meses.
último fechamento R$ 86,8 · mínima histórica R$ 75,04 · máxima R$ 299,74 · valor patrimonial por cota R$ 97,68.
Volume médio diário (21 pregões) de R$ 548.349 · média de 12 meses de R$ 479.663.
Liquidez baixa-moderada. Posição de R$ 100 mil sai em ~1 dia; R$ 1 Mi em ~9 dias; R$ 10 Mi em ~91 dias úteis sem mover preço. Incompatível com posições institucionais grandes — tamanho típico de carteira individual cabe
Desde o IPO em mai/2015 (R$ 100/cota), o BCIA11 acumula +173,11% na cota patrimonial (em linha com o IFIX +174,31%) e +154,04% na cota de mercado, refletindo o desconto atual relevante. A cota de mercado fechou mai/26 abaixo do IPO (R$ 91,47) — toda a rentabilidade veio via proventos, nenhuma via apreciação de cota. O fundo passou por dois ciclos completos de política monetária e demonstrou capacidade de capturar valorização em ciclos de alívio (2019-2020 e 2025) e preservar capital em ciclos adversos.
A distribuição passou por três regimes: 2017-2018: R$ 0,68/mês médios (R$ ~8,5/ano); 2019-2020: regime com extraordinárias (R$ 14,50 em 2019); 2021-2026: regime estável próximo de R$ 0,84-0,86/mês (R$ ~10/ano). Nos últimos 18 meses o DPS está praticamente flat — coeficiente de variação de 1,2%.
| Período | O que aconteceu |
|---|---|
| IPO a R$ 100 | Constituição como FoF sob gestão da Bradesco Asset, voltado a investidor profissional e geral. Cotas distribuídas a R$ 100,00. |
| 3ª Emissão (R$ 240 Mi) | Encerramento de oferta pública adicional a R$ 118,26/cota, consolidando escala de PL e diversificação da carteira. |
| Extraordinárias R$ 2,50 + R$ 3,60 | Bradesco realizou ganho de capital em janela favorável e distribuiu duas extraordinárias seguidas — total R$ 6,10/cota só nesses 2 meses (vs R$ 0,69/mês de média do ano). |
| PL R$ 411 Mi | Patrimônio líquido atinge patamar histórico com recuperação do IFIX. VP/cota a R$ 110,62. |
| Fim do ciclo de alta da Selic | IFIX encerra 2025 com +21,15% e BCIA acompanha com +21,33% na cota patrimonial. Posição em tijolo sobe para 62% do PL. |
| Choque geopolítico — rotação para CRI | Escalada do conflito EUA-Israel-Irã + fechamento do Estreito de Ormuz força equipe a elevar CRIs de 34% para 41% do PL em um mês (giro de 12,4% do PL). |
| Cotas sobem, duplo desconto fecha para 16% | IFIX +1,53% no mês e BCIA11 +4,47% na cota de mercado (cota patrimonial +1,24%) — duplo desconto recua de 19,9% para 16%. Carteira mantém viés defensivo (tijolo 59% / papel 41%); KNIP passa a ser a maior posição (6,2% PL). DPS mantido em R$ 0,86 pelo 7º mês. Selic em 14,5% a.a. após corte de 25pb. |