BMLC11 — BM Brascan Lajes Corporativas FII

(BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada — CNPJ 14.376.247/0001-11)

Segmento: Lajes Corporativas (Tijolo) · Cotação R$ 99,45 · P/VP 0,9032 · VP/cota R$ 110,11 · Patrimônio R$ 110 Mi · 1.187 cotistas · 1 ativos

O que é o BMLC11

O BMLC11 (BM Brascan Lajes Corporativas FII) é um fundo imobiliário do segmento Lajes Corporativas (Tijolo). (BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada — CNPJ 14.376.247/0001-11)

Dono de andares e vagas na Torre Rio Sul, edifício AAA em Botafogo (RJ), com locatários de primeira linha e ocupação plena. Fique atento: um cotista pediu assembleia para votar a venda do prédio e o fim do fundo, num veículo que já é pequeno, concentrado e de baixa liquidez.

Esta página é a ficha do BMLC11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.

Números do BMLC11 em 2026

  • Patrimônio líquido: R$ 110 Mi
  • Valor patrimonial por cota: R$ 110,11
  • Número de cotistas: 1.187
  • Ativos na carteira: 1
  • Ocupação: 100,0%

Taxas

  • Taxa de Administração: 0,20% a.a.
  • Taxa de Gestão: 0,20% a.a.
  • Consultor Especializado: 0,95% a.m.
  • Performance: Não há

Gestora

Gestão: Argucia Capital Gestão de Recursos.

A Argucia Capital Gestão de Recursos Ltda. (CNPJ 07.221.832/0001-87), com sede em Botafogo (RJ), é a gestora do fundo desde sua origem, atuando em conjunto com a FG/A Consultoria e Gestão de Ativos como consultor especializado (remuneração de 0,95% a.m. sobre a receita de aluguel) e com a BTG Pactual Serviços Financeiros DTVM como administradora, custódia no Banco BTG Pactual e auditoria da Ernst & Young.

O fundo opera desde jan/2012 com taxa de gestão + administração de 0,40% a.a. sobre o PL, dentro da média do segmento. A gestão tem demonstrado capacidade comercial — fechou novo contrato com Supermed em 2025, renovou três contratos representando ~38% da ABL com preço 7,2% acima da média e levou a ocupação a 100%. O ponto fraco é a falta de ambição de escala: o portfólio nunca foi expandido para fora da Torre Rio Sul e o fundo segue pequeno e com emissão única desde 2012. O Diretor Responsável pelo FII na administradora é Gustavo Cotta Piersanti (BTG).

  • Tipo: Gestora independente
  • Sede: Rio de Janeiro/RJ (Botafogo)
  • CNPJ: 07.221.832/0001-87
  • Consultor especializado: FG/A Consultoria e Gestão de Ativos

Ver a análise da gestora Argucia Capital Gestão de Recursos →

Concentração e diversificação

QuebraParticipação
Por estadoRio de Janeiro (Botafogo) 100,0%

Preço, P/VP e valor patrimonial

Cotação de R$ 102,40 (01/06/2026) frente ao VP/cota de R$ 109,56 (fev/2026). Desconto de ~6,5% — modesto para o segmento de lajes corporativas, refletindo a ocupação 100% e a qualidade AAA do imóvel. O laudo avaliou a Torre Rio Sul a R$ 107,5 Mi (98,35% do PL), com valorização de +4,44% em 12m.

último fechamento R$ 99,45 · mínima histórica R$ 67,00 · máxima R$ 116,53 · valor patrimonial por cota R$ 110,11.

Liquidez e negociação

Para liquidar posição de R$ 100 mil sem afetar preço (limite 20% do ADTV/dia, assumindo ADTV ~R$ 33 mil), são necessários ~15 dias úteis. Em meses de volume mínimo (R$ 115 mil/mês), o prazo se estende muito mais. Liquidez é o principal limitador do tamanho da posição.

Trajetória do BMLC11

Após 14 anos de operação, o BMLC11 evoluiu de um fundo multiativo para um monoativo concentrado na Torre Rio Sul. A venda dos ativos paulistas em 2023 e a amortização de R$ 15/cota em mai/2024 (R$ 14,98 Mi devolvidos) reduziram o tamanho do fundo, mas a gestão recompôs a ocupação para 100% em 2025 com reajustes acima da média de mercado.

A trajetória recente é de eficiência operacional crescente — ocupação plena, locatários AAA e reservas confortáveis —, mas com distribuição em leve queda (R$ 8,65 em 2024 → R$ 8,42 em 2025), baixíssima visibilidade de crescimento (emissão única desde 2012) e o evento idiossincrático da inadimplência da Ambipar lembrando o risco intrínseco de um fundo de um único edifício.

PeríodoO que aconteceu
CONSTITUIÇÃOFundo aprovado pela CVM em 10/01/2012, com início de atividades em 18/01/2012. Condomínio fechado, prazo indeterminado, foco em lajes corporativas premium. Emissão única de 998.405 cotas.
DESINVESTIMENTO SPVenda dos ativos em São Paulo, com receita de venda de R$ 18,2 milhões e custo de R$ 15,2 milhões. O fundo passa a concentrar-se na Torre Rio Sul, tornando-se essencialmente monoativo.
AMORTIZAÇÃO R$ 15/COTAAmortização de R$ 15,00 por cota (data-base 16/04/2024, pagamento 31/05/2024), totalizando R$ 14,98 milhões devolvidos aos cotistas. O PL é reduzido e a distribuição anual de 2024 cai para R$ 8,65/cota.
OCUPAÇÃO PLENARenovação de 3 contratos (~38% da ABL) com preços 7,2% acima da média do portfólio. Novo contrato com Supermed leva a ocupação a 100%. Receita operacional cresce para ~R$ 771-777 mil/mês.
INADIMPLÊNCIA AMBIPARA locatária Ambipar Response (27º andar) deixa de pagar o aluguel a partir de set/2025, com rescisão em out/2025. Garantia: seguro fiança equivalente a 12 meses de aluguel. Caso em cobrança; conjunto a ser relocado.
FECHAMENTO DO EXERCÍCIODemonstrações 31/12/2025 (ID 1145932): PL R$ 109,28 Mi, VP/cota R$ 109,46, lucro líquido FY2025 R$ 13,13 Mi (vs R$ 15,74 Mi em 2024, queda explicada pelo menor ajuste a valor justo). Imóvel a valor justo R$ 107,5 Mi (98,35% do PL). EY reapresentou 2024 por correção de aluguéis linearizados.
ATUAL (DATA ANÁLISE)Cota R$ 102,40 (01/06/2026), P/VP 0,93, distribuição R$ 0,71/cota em abr/2026 (referência mar/2026) e R$ 0,74 anunciada para mai/2026. DY 12m 8,3%. Ocupação 100% mantida na Torre Rio Sul.

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