BRCR11 — BTG Pactual Corporate Office Fund

BC Fund — um dos primeiros e maiores FIIs institucionais de lajes corporativas do Brasil (CNPJ 08.924.783/0001-01)

Segmento: Escritórios (Lajes Corporativas) · Cotação R$ 39,19 · P/VP 0,4838 · VP/cota R$ 81,01 · Patrimônio R$ 2,16 Bi · 110.207 cotistas · 9 ativos

O que é o BRCR11

O BRCR11 (BTG Pactual Corporate Office Fund) é um fundo imobiliário do segmento Escritórios (Lajes Corporativas). BC Fund — um dos primeiros e maiores FIIs institucionais de lajes corporativas do Brasil (CNPJ 08.924.783/0001-01)

Dono de nove edifícios de alto padrão em SP e RJ, alugados a grandes empresas como Samsung, Petrobras e Sanofi, este fundo do BTG Pactual repassa os aluguéis mensalmente como renda isenta de IR. Fique atento: a Petrobras pode desocupar um dos edifícios em 2027-2028, reduzindo parte do rendimento.

Esta página é a ficha do BRCR11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.

Números do BRCR11 em 2026

  • Patrimônio líquido: R$ 2,16 Bi
  • Valor patrimonial por cota: R$ 81,01
  • Número de cotistas: 110.207
  • Cotas em circulação: 26.638.202
  • Ativos na carteira: 9
  • Área bruta locável: 144.735 m²
  • Ocupação: 88,9%
  • Prazo médio dos contratos (anos): 3,5

Taxas

  • Taxa de Administração: 0,25% a.a.
  • Taxa de Gestão: 1,10% a.a.
  • Liquidez Diária: R$ 1,3 mi

Gestora

Gestão: BTG Pactual Gestora de Recursos.

O BC Fund é administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM e gerido pela BTG Pactual Gestora de Recursos, braço de gestão do maior banco de investimentos da América Latina. Constituído em junho de 2007, é um dos FIIs mais antigos e maiores do país, com track record de gestão ativa, reciclagem disciplinada de portfólio e custos competitivos.

Performance recente: locação líquida de 15+ mil m² em 2025; redução de spread da dívida em 160 bps em 2025; carência negociada no Torre Almirante (abr/2026); reciclagem com amortização do CENESP (abr/2024); rolagem da dívida do Diamond por mais 24 meses. A taxa de gestão tem desconto de 27% sobre 1,50% nominal desde fev/2016 — resultando em 1,10% efetiva, baixa para um fundo institucional desse porte.

  • AuM total: R$ 400+ Bi
  • FIIs sob gestão: 20+ fundos
  • BC Fund desde: Junho/2007

Ver a análise da gestora BTG Pactual Gestora de Recursos →

Carteira do BRCR11: no que o fundo investe

9 lajes corporativas AAA em SP/RJ, 144,7 mil m² ABL, vacância financeira 8,8% / física 11,1% (abr/2026)

AtivoLocalização% do PLOcupação
Edifício CEO OfficeAv. Pres. Vargas, 4001 — Cidade Nova, Rio de Janeiro/RJ27,0%1,0%
Diamond TowerAv. Chucri Zaidan — Vila Cordeiro, São Paulo/SP100,0%1,0%
Eldorado Business TowerAv. Pres. Juscelino Kubitschek — Pinheiros, São Paulo/SP34,0%0,954%
EZ Towers - Torre BAv. Magalhães de Castro — Vila São Francisco, São Paulo/SP16,0%0,818%
Edifício MontrealCentro do Rio, Rio de Janeiro/RJ100,0%1,0%
Edifício MV9Av. Marechal Câmara — Centro, Rio de Janeiro/RJ100,0%0,818%
Edifício SenadoAv. Pres. Vargas — Centro, Rio de Janeiro/RJ20,0%1,0%
Edifício SucupiraSão Paulo/SP21,0%0,9%
Torre AlmiranteCentro, Rio de Janeiro/RJ60,0%0,562%

Concentração e diversificação

HHI 0,1824 — moderada.

QuebraParticipação
Por estadoSudeste-SP 41,0% · Sudeste-RJ 59,0%
Por locatárioPetrobras 18,0% · Samsung 8,0% · Amil/UnitedHealth 6,0% · Cargill 5,0% · INPI 5,0% · Sanofi 3,0%
Por indexadorIPCA 84,0% · IGP-M 16,0%

Preço, P/VP e valor patrimonial

O BRCR11 negocia a 45% de desconto sobre seu valor patrimonial após a reavaliação semestral de mai/2026: VP/cota caiu de R$ 85,65 para R$ 79,15 (-7,6%). Os laudos de maio revisaram os imóveis do portfólio para baixo, refletindo ajuste do mercado de escritórios. A cotação implica R$ 9.234/m² contra laudo revisado de ~R$ 14.600/m².

último fechamento R$ 39,19 · valor patrimonial por cota R$ 81,01.

Liquidez e negociação

Volume médio diário (21 pregões) de r$ 2.333.704 · média de 12 meses de r$ 1.832.166.

Liquidez alta — ADTV de R$ 2334 mil/dia. Posição de R$ 1M leva ~2.1 dias úteis para liquidar sem mover preço. Excelente para FII de tijolo institucional

Trajetória do BRCR11

Quase 19 anos sob gestão BTG Pactual. O BC Fund nasceu como vehicle institucional de lajes corporativas e atravessou ciclos de expansão (2019-2021, com aquisições do Diamond/Torre Almirante), recuou no choque COVID + alta de juros (2021-2022), reciclou via CENESP em 2024 e em 2025-26 reduziu custo de dívida e absorveu vacância. A combinação atual de cota deep value, ciclo de cortes da Selic e portfólio AAA institucional é o cenário mais favorável dos últimos 5 anos para uma janela de entrada — ainda que com o risco residual do Torre Almirante.

PeríodoO que aconteceu
CONSTITUIÇÃOConstituído pelo BTG Pactual como um dos primeiros FIIs institucionais de lajes corporativas do Brasil.
IPO NA B3Listagem das cotas em bolsa marca início da era institucional — primeira opção líquida para investidor pessoa física acessar lajes corporativas AAA.
CONSOLIDAÇÃOAquisições do CEO Office, MV9 e Senado (fev/2019). Incorporação do FII Prime Portfolio com Petrobras como locatário âncora.
EXPANSÃO PORTFÓLIOAquisições do Sucupira (nov/2019), Diamond Tower (jul/2020), EZ Towers-B (out/2020) e Torre Almirante (dez/2021). Portfólio ABL chega a 144,7 mil m².
CHOQUE COVID + JUROS ALTOSPandemia comprime demanda por escritórios; Selic sobe agressivamente em 2022 deprimindo FIIs de tijolo. VP/cota sustenta R$ 100+ mas cotação descola.
RECICLAGEM CENESPAmortização parcial do BRCR11 com entrega de cotas do FII CENESP aos cotistas. Reciclagem relevante de portfólio.
REDUÇÃO DE SPREAD DA DÍVIDARolagem da dívida do Diamond Tower por mais 24 meses com REDUÇÃO de spread de CDI+3,50% para CDI+1,90% — economia de 160 bps.
ABSORÇÃO + CICLO DE CORTESLocações relevantes (Wilson Sons no Torre Almirante; Eldorado a R$ 220+/m²; EZ Towers); início do ciclo de cortes da Selic em mar/2026 (14,75% → 14,50%).
ATUALFundo negocia a R$ 45,20 (P/VP 0,53) com DY de 10,9% e distribuição estável de R$ 0,41/cota. Catalisadores: queda de Selic + absorção continuada + portfólio AAA descontado.

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