(Anteriormente 'Sparta Fiagro - Imobiliário'; gestão Sparta Administradora de Recursos, administração BTG Pactual)
Recomendação: COMPRA · Nota 7,5/10 · Cotação R$ 99,71 · P/VP 0,9851 · DY 12m 15,01%
O CRAA11 é o Sparta Fiagro, um Fiagro de papel high grade que investe em certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) de emissores sólidos da cadeia agroindustrial. A meta declarada do fundo é superar CDI + 2,0% a.a., e desde o início (02/01/2023) entregou 121% do CDI (retorno acumulado de 59,9% da cota patrimonial ajustada por proventos).
Em 01/06/2026 a cota fechou a R$ 99,25 com VP/cota de R$ 101,22 (abr/26), P/VP de 0,98 e DY 12m de 15,0% (a gestora reporta 15,6% sobre a cota patrimonial), tudo isento de IR para pessoa física. A carteira tem 122 ativos em 20 segmentos, com a maior posição em apenas 3,2% do PL — uma das pulverizações mais altas do segmento. O portfólio é 60% CDI+ (spread 2,0%), 35% IPCA+ (9,7% nominal) e 4% prefixado, resultando em carrego de CDI+1,8% e duration média de 2,3 anos.
O grande mérito do CRAA11 é a qualidade de crédito: foco em high grade (mais de 90% das empresas faturam acima de R$ 1 bilhão), zero evento de crédito relevante desde o IPO, gestão ativa que aproveita janelas de abertura de spread (compras de 7-11% do PL/mês), e administração estável do BTG Pactual com auditoria da Ernst & Young. O ponto de atenção é macro, não específico: em ciclo de queda da Selic, o DPS nominal cai junto (60% do portfólio é CDI+). Recomendação: COMPRA para investidor que quer exposição a crédito agro de alta qualidade com DY de dois dígitos isento e baixíssima inadimplência.
A tese do CRAA11 gira em torno de três pilares sólidos: (i) qualidade de crédito high grade — 122 CRAs de emissores grandes (90%+ faturam acima de R$ 1 bi), zero evento de crédito desde o IPO; (ii) DY de dois dígitos isento de IR (15,0% em 12m, ~15,6% sobre o VP) com carrego de CDI+1,8%; e (iii) gestão Sparta especialista em crédito privado, com administração BTG e auditoria Ernst & Young.
O contraponto é predominantemente macro, não estrutural: 60% do portfólio em CDI+ torna o DPS nominal sensível à queda da Selic; a reserva de resultados estreitou para R$ 0,02/cota em abr/2026 (após distribuir acima do resultado contábil); e há concentração setorial em açúcar/etanol (16,4%) num setor cíclico. Mas nada disso ameaça a integridade do fundo. O CRAA11 é, em essência, uma das melhores formas de ter exposição a crédito agro de alta qualidade na bolsa, com prêmio sobre o CDI e isenção de IR — uma posição core para quem quer renda mensal de crédito privado bem gerido.
O fundo é estruturalmente sustentável — o carrego de CDI+1,8% a.a. (~16,5% nominal com Selic em 14,5%) cobre folgadamente o DPS de R$ 1,20-1,30. O sinal de atenção é de curto prazo: a reserva estreitou para R$ 0,02/cota em abr/26 após um mês de marcação negativa. Se a abertura de spreads persistir, o DPS pode recuar pontualmente para a faixa de R$ 1,10-1,15. Não é queima de caixa — é o regime de competência refletindo marcação a mercado temporária.
A Sparta Administradora de Recursos é uma das gestoras independentes de crédito privado mais tradicionais e respeitadas do Brasil, com mais de duas décadas de atuação e foco em crédito high grade (emissores com balanços robustos e ratings elevados). Sua filosofia de gestão ativa em crédito — selecionar ativos sólidos, ajustar duration taticamente e aproveitar janelas de abertura de spread sem ser forçada a vender em estresse — é justamente o que sustenta a baixíssima inadimplência do CRAA11.
A administração e custódia ficam com o BTG Pactual Serviços Financeiros DTVM (estável desde o IPO), com auditoria da Ernst & Young. A Sparta mantém um canal educacional ativo (playlist no YouTube, e-mail [email protected] e site dedicado craa11.com.br) e comunicação transparente nos relatórios gerenciais — incluindo atribuição de performance detalhada linha a linha. A combinação de gestora especialista + administrador de primeira linha é um diferencial de governança claro.
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O CRAA11 (Sparta Fiagro) encerra abr/2026 com PL de R$ 240,3 milhões, 11.056 cotistas e uma carteira de 122 ativos (majoritariamente CRAs) distribuídos em 20 segmentos do agronegócio, com a maior posição em apenas 3,2% do PL — uma das pulverizações mais altas do segmento. A distribuição mensal oscila entre R$ 1,20 e R$ 1,30/cota, com DY 12m de 15,0% sobre o preço (15,6% sobre a cota patrimonial), isento de IR para pessoa física. O portfólio é 60% CDI+ (spread 2,0%), 35% IPCA+ (9,7% nominal) e 4% prefixado (15,3%), com carrego equivalente a CDI+1,8% e duration média de 2,3 anos. Desde o início (02/01/2023), entregou 121% do CDI (retorno acumulado de 59,9%), e o lucro líquido saltou de R$ 14,49 mi (2024) para R$ 35,29 mi (2025).
O grande diferencial do fundo é a qualidade de crédito. A gestão Sparta — uma das casas mais tradicionais de crédito privado do Brasil — mantém foco rígido em high grade: mais de 90% das empresas investidas faturam acima de R$ 1 bilhão, com nomes como Camil (AA+), GT Foods (A+), SLC Agrícola, Minerva, BRF, JBS, Vibra (AAA) e grandes cooperativas. O resultado é nenhum evento de crédito relevante desde o IPO. Por ser condomínio fechado, o fundo não é forçado a vender em estresse e usa janelas de abertura de spread para rotacionar e alongar a carteira — em mar/2026, atravessou a maior recuperação judicial do Brasil (Raízen, R$ 65 bi) sem qualquer exposição, e aproveitou para comprar 11% do PL no secundário a preços melhores. A administração BTG Pactual (estável desde o IPO) e a auditoria Ernst & Young completam um arranjo de governança de primeira linha.
Olhando para frente, os desafios do CRAA11 são predominantemente macro, não estruturais. Primeiro, 60% do portfólio em CDI+ torna o DPS nominal sensível à queda da Selic — em ciclo de juros mais baixos, o rendimento mensal tende a recuar para R$ 1,05-1,15/cota mesmo sem qualquer problema de crédito. Segundo, a reserva de resultados acumulados estreitou para R$ 0,02/cota em abr/2026 (de R$ 0,39 em março), após a gestão distribuir R$ 1,20 com resultado contábil de R$ 0,84 (comprimido por marcação negativa de abertura de spreads) — o que reduz a capacidade de suavização no curtíssimo prazo. Terceiro, há concentração setorial em açúcar/etanol (16,4%) e atenção ao risco climático El Niño no 2º semestre. Mas nenhum desses pontos ameaça a integridade do fundo: o carrego estrutural cobre o DPS, a carteira é high grade e a marcação negativa é ruído técnico, não deterioração de fundamentos. Com cota a R$ 99,25 (P/VP 0,98) levemente abaixo do preço justo estimado de R$ 101,50, o CRAA11 é uma das melhores formas de ter exposição a crédito agro de alta qualidade na bolsa — renda mensal isenta de dois dígitos, baixíssima inadimplência e gestão especialista. Nota 7,5/10.