(FOF co-gerido por Caixa Asset + Rio Bravo Investimentos)
Segmento: Fundo de Fundos (FOF) — Multicategoria · Cotação R$ 64,05 · P/VP 0,7758 · VP/cota R$ 82,56 · Patrimônio R$ 130 Mi · 1.763 cotistas · 34 ativos
O CXRI11 (Caixa Rio Bravo Fundo de Fundos de Investimento Imobiliário) é um fundo imobiliário do segmento Fundo de Fundos (FOF) — Multicategoria. (FOF co-gerido por Caixa Asset + Rio Bravo Investimentos)
Tese é convergência ao VP num ciclo de corte de juros — limitada por liquidez baixa e dupla camada de taxas
Esta página é a ficha do CXRI11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.
Gestão: Caixa Asset (gestor) + Rio Bravo Investimentos (co-gestor).
O CXRI11 combina a escala da Caixa Asset — gestora ligada à Caixa Econômica Federal, com grande AuM e rating de qualidade de gestão elevado — com a expertise fundamentalista da Rio Bravo Investimentos, uma das gestoras pioneiras em fundos imobiliários no Brasil. A administração é da própria Caixa Econômica Federal e a custódia/escrituração é da Oliveira Trust.
A co-gestão opera via comitê conjunto de investimentos e a tese declarada prioriza FIIs de tijolo com ativos de qualidade e renda recorrente, complementados por papel (CRI) para estabilizar o fluxo de caixa. A gestão pratica linearização de dividendos ao longo do semestre e divulga guidance transparente. Um ponto de governança específico do veículo é o limite de 30% de alocação em fundos geridos ou administrados pela própria Rio Bravo — atualmente em 21,1% (média histórica 24,3%), o que mantém a regra de partes relacionadas dentro do teto.
Ver a análise da gestora Caixa Asset (gestor) + Rio Bravo Investimentos (co-gestor) →
| Ativo | Localização | % do PL | Ocupação |
|---|---|---|---|
| fii-mxrf11 | — | 9,4% | — |
| fii-rbva11 | — | 8,9% | — |
| fii-btlg11 | — | 5,8% | — |
| fii-rcrb11 | — | 5,6% | — |
| fii-rbfm11 | — | 5,0% | — |
| fii-xpml11 | — | 5,0% | — |
| fii-vilg11 | — | 4,9% | — |
| fii-lasc11 | — | 4,5% | — |
| rf-liquidez | — | 4,3% | — |
| fii-xplg11 | — | 4,0% | — |
| fii-visc11 | — | 3,7% | — |
| fii-vrta11 | — | 3,7% | — |
| fii-gare11 | — | 3,3% | — |
| fii-brco11 | — | 2,9% | — |
| fii-hsml11 | — | 2,9% | — |
| fii-tepp11 | — | 2,9% | — |
| fii-knri11 | — | 2,7% | — |
| fii-brcr11 | — | 2,5% | — |
| fii-grul11 | — | 2,5% | — |
| fii-btci11 | — | 2,2% | — |
| fii-jsre11 | — | 2,1% | — |
| fii-rztr11 | — | 2,1% | — |
| fii-kncr11 | — | 1,4% | — |
| fii-trbl11 | — | 1,2% | — |
| fii-pvbi11 | — | 1,2% | — |
| fii-rbrl11 | — | 1,0% | — |
| fii-daym11 | — | 0,9% | — |
| fii-vfdl11 | — | 0,9% | — |
| fii-trxf11 | — | 0,7% | — |
| fii-rbrr11 | — | 0,5% | — |
| fii-xpin11 | — | 0,5% | — |
| fii-viur11 | — | 0,4% | — |
| fii-knip11 | — | 0,2% | — |
| fii-vino11 | — | 0,2% | — |
| fii-cnes11 | — | 0,1% | — |
HHI 0,038 — baixa.
| Quebra | Participação |
|---|---|
| Por indexador | Cotas de FII 95,7% · Renda Fixa 4,3% |
Cotação de R$ 64,65 (01/06/2026) frente ao VP/cota de R$ 86,92 (abr/2026). Desconto de ~26% — um dos maiores do segmento de FOF. O P/VP reflete (i) o desconto próprio do veículo (liquidez baixa, base concentrada); e (ii) o desconto dos FIIs investidos, que também negociam a mercado abaixo de suas cotas patrimoniais — o chamado duplo desconto.
último fechamento R$ 64,05 · mínima histórica R$ 59,59 · máxima R$ 1770,0 · valor patrimonial por cota R$ 82,56.
Para liquidar R$ 100 mil sem afetar o preço (limite 20% do ADTV/dia, ADTV 12m = R$ 119,2 mil), são ~4,2 dias úteis. Em junho/2026, o volume caiu para R$ 39,5K/dia — nesse patamar, R$ 100 mil = ~12,6 dias. Posição de R$ 500 mil = 21-63 dias úteis dependendo do volume vigente. Volume de junho atipicamente baixo — monitorar.
Ao longo de mais de 12 anos desde o IPO em novembro de 2013, o CXRI11 atravessou ciclos extremos da Selic (mínima de 2% em 2020, máxima de 15% em 2025), a pandemia de 2020, a crise fiscal de 2024 e a recuperação de 2025. Por ser FOF, a cota patrimonial replica a marcação dos FIIs investidos, o que torna o fundo cíclico e com beta acima de 1 vs IFIX — amplifica tanto as quedas (2024) quanto as recuperações (2023, 2025).
O diferencial é a co-gestão Caixa Asset + Rio Bravo, que combina a escala da Caixa com a expertise fundamentalista da Rio Bravo em FIIs. A carteira evoluiu para um perfil predominantemente de tijolo (76,5%) — logística, escritórios, shopping e varejo — complementado por 15,3% em papel (CRI) e 6,4% em renda fixa para liquidez. A tese atual aposta na convergência ao VP num ciclo de corte de juros que tende a favorecer os FIIs de tijolo do portfólio.
| Período | O que aconteceu |
|---|---|
| CONSTITUIÇÃO/IPO | Fundo constituído e início das atividades em 12/11/2013, com administração Caixa Econômica Federal e co-gestão Caixa Asset + Rio Bravo. Estrutura voltada a cotistas institucionais (RPPS e EFPC), enquadrada nas Resoluções CMN para fundos previdenciários. |
| 2ª EMISSÃO NÃO CONCRETIZADA | Aprovada em AGE de 2017 uma 2ª emissão de cotas de até R$ 100 Mi, com coordenação Rio Bravo + Caixa. O processo foi adiado ao longo de 2018 e não se concretizou, mantendo o fundo com uma única emissão. |
| COVID-19 + SPLIT | Em 2020 o fundo realizou desdobramento de cotas (split) para melhorar liquidez, reduzindo o valor nominal por cota. IFIX caiu no ano com a pandemia, mas o fundo manteve distribuição. |
| ALTA DA SELIC | Selic subiu de 2% para 13,75%, migrando capital para renda fixa e pressionando a marcação dos FIIs. A cota patrimonial teve retorno fraco e a distribuição recuou. |
| RECUPERAÇÃO | Com o pico da Selic e o início do ciclo de corte, o CXRI11 entregou forte recuperação patrimonial e da cota a mercado, acompanhando o IFIX. |
| NOVA QUEDA | Reversão das expectativas com a Selic voltando a subir. O FOF registrou prejuízo contábil expressivo e queda forte da cota patrimonial pela marcação a mercado dos FIIs. P/VP recuou para o patamar de 0,78. |
| ANO DE RETORNO | Resultado contábil de ~R$ 26 Mi, revertendo o prejuízo de 2024. Cota patrimonial ajustada superou o IFIX no ano. Distribuição manteve-se em R$ 0,59/mês com leve aumento ao final do ano. |
| AUMENTO DA DISTRIBUIÇÃO | Linearização da distribuição eleva o DPS de R$ 0,59 (2025) para R$ 0,62 (jan/26) e R$ 0,63 (fev/26 em diante). Em 18/02/2026, alteração do regulamento (ID 1117447) para adequações. |
| CICLO DE CORTE | Copom segue o ciclo de afrouxamento, com corte de 25bps. O CXRI11 mantém P/VP em torno de 0,76 e distribuição de R$ 0,63/cota, com potencial de upside calculado pela gestão acima de 50%. |
| REPOSICIONAMENTO CMN 5.272 | Resolução CMN nº 5.272 amplou o universo de CRIs elegíveis para RPPS. A gestão reformulou a carteira, adicionando BTCI11, RBRR11 e KNIP11 (CRI high grade). CRI subiu de 15,6% → 18,3% do PL. Selic cortada para 14,25% (25bps). Novo guidance para 2H2026: R$0,63-R$0,70/cota (elevação). PL recuou para R$130,09 Mi (VP/cota R$82,56) por marcação dos FIIs de tijolo com NTN-B abrindo 79bps no semestre. |