(Via Parque Shopping Fundo de Investimento Imobiliário de Responsabilidade Limitada — gestão Hedge Investments)
Segmento: Tijolo - Shopping Center (mono-ativo) · Cotação R$ 53,17 · P/VP 0,5762 · VP/cota R$ 92,28 · Patrimônio R$ 258 Mi · 3.377 cotistas · 1 ativos
O FVPQ11 (Via Parque Shopping FII) é um fundo imobiliário do segmento Tijolo - Shopping Center (mono-ativo). (Via Parque Shopping Fundo de Investimento Imobiliário de Responsabilidade Limitada — gestão Hedge Investments)
Desconto de 33% sobre o VP precifica boa parte do estrago — tese é apostar na recuperação operacional do Via Parque sem novas reavaliações negativas
Esta página é a ficha do FVPQ11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.
Gestão: Hedge Investments Real Estate Gestão de Recursos.
A Hedge Investments Real Estate Gestão de Recursos Ltda. é a gestora do fundo, com a administração e custódia a cargo da Hedge Investments Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (CNPJ 07.253.654/0001-76). A Hedge é uma das gestoras independentes mais relevantes do mercado imobiliário brasileiro, com forte presença no segmento de shopping centers (gere também HGBS11, HSML11, entre outros), o que lhe dá experiência de diligência, gestão de tenant mix e relacionamento com operadores.
A operação do Via Parque é conduzida pela Alqia (operadora do shopping). O fundo é classificado pela ANBIMA como FII de Renda Gestão Passiva – Shopping Centers, com prazo indeterminado e público-alvo de investidores em geral. O ponto de atenção não é a qualidade da gestora, e sim a natureza mono-ativo do mandato: por melhor que seja a Hedge, o resultado fica preso ao desempenho de um único shopping num mercado competitivo. O contato de RI é [email protected].
Ver a análise da gestora Hedge Investments Real Estate Gestão de Recursos →
| Ativo | Localização | % do PL | Ocupação |
|---|---|---|---|
| Via Parque Shopping | Av. Ayrton Senna, 3.000 — Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ | 96,6% | — |
HHI 1,0 — máxima (mono-ativo).
| Quebra | Participação |
|---|---|
| Por estado | Rio de Janeiro (Barra da Tijuca) 100,0% |
Cotação de R$ 63,84 (09/06/2026) frente ao VP/cota de R$ 92,30 (mai/2026). Desconto de 30,8% — entre os maiores no segmento de shoppings. Reflete: (i) reavaliação de -48% do imóvel em 2025; (ii) mono-ativo sem diversificação; (iii) vacância de 13,5% (abr/26); (iv) NOI abr/26 -53% e aluguel mínimo -20% acumulado; (v) volatilidade recente do DPS.
último fechamento R$ 53,17 · mínima histórica R$ 41,01 · máxima R$ 264,0 · valor patrimonial por cota R$ 92,28.
Para liquidar posição de R$ 100 mil sem afetar preço (limite 20% do ADTV/dia), são necessários ~13 dias úteis. Posição de R$ 300 mil = ~38 dias úteis. Liquidez em queda.
O FVPQ11 é um dos FIIs mais antigos do Brasil (nov/1994) e sempre foi um mono-ativo do Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca. Por anos entregou rendimentos robustos, apoiado fortemente no resultado do estacionamento. O ponto de inflexão veio em 2025: a competição crescente na Barra, a vacância em torno de 12% e premissas mais conservadoras levaram o avaliador independente a cortar o valor justo do imóvel quase à metade (de R$ 480,7 Mi para R$ 249,1 Mi).
Esse choque derrubou a cota patrimonial de ~R$ 174 para ~R$ 92,6, gerou prejuízo contábil de R$ 176 Mi e levou o DPS ao fundo do poço (R$ 0,05/cota em ago-set/2025). A gestão Hedge reestabilizou a distribuição em R$ 0,40/cota desde jan/2026, e o mercado já precifica o desconto (P/VP 0,67). A tese, daqui em diante, depende da capacidade de reverter vacância e fluxo via reposicionamento do tenant mix — num único imóvel, sem rede de segurança da diversificação.
| Período | O que aconteceu |
|---|---|
| CONSTITUIÇÃO | Fundo inicia atividades em novembro de 1994 com o objetivo de investir no Via Parque Shopping, inaugurado em outubro de 1993 na Barra da Tijuca, RJ. Um dos FIIs mais antigos do mercado brasileiro. |
| GESTÃO HEDGE | A Hedge Investments assume administração e gestão do fundo, definindo a taxa mínima mensal de R$ 57.680,70 (base jul/2016, reajustada por IGP-M). |
| DIVIDENDOS ROBUSTOS | Período de distribuição forte, com DPS frequentemente acima de R$ 0,80-1,20/cota e picos pontuais (R$ 1,80 em jun/2023). Valor justo do imóvel em R$ 480,7 Mi (dez/2024), cota patrimonial em ~R$ 174. |
| ADAPTAÇÃO CVM 175 + TRANSFERÊNCIA | Em 01/08/2025 o fundo passa a operar como 'Responsabilidade Limitada' sob a Resolução CVM 175/2022. As demonstrações financeiras de 2025 são segregadas em dois períodos (jan-jul e ago-dez). |
| CORTE DE RENDIMENTO | Distribuição despenca para R$ 0,05/cota em agosto e setembro de 2025, refletindo deterioração operacional e o processo de reavaliação em curso. Em dezembro/2025 não houve distribuição. |
| REAVALIAÇÃO -48% | O laudo de avaliação (data-base nov/2025) corta o valor justo do shopping de R$ 480,7 Mi para R$ 249,1 Mi (-48%). Prejuízo contábil de R$ 176 Mi no exercício; cota patrimonial cai para ~R$ 92,6. Laudo divulgado ao mercado em 13/01/2026. |
| REESTABILIZAÇÃO DO DPS | A gestão reestabiliza a distribuição em R$ 0,40/cota/mês a partir de janeiro/2026, com estimativa de manter ~R$ 0,40 no 1º semestre de 2026. Vacância oscila entre 11,3% e 12,3%. |
| AGO APROVA CONTAS | Assembleia Geral Ordinária (consulta formal encerrada em 07/05/2026, 1,53% das cotas participantes) aprova as contas e demonstrações financeiras do exercício de 2025. |
| ATUAL (DATA ANÁLISE) | Cota R$ 63,84 (09/06/2026), P/VP 0,69, distribuição R$ 0,40/cota referente a mai/26 (pagamento 15/06/2026). DY forward ~7,5%. Vacância 13,5% (abr/26), PL R$ 258,5 Mi. NOI abr/26 caiu 53% vs abr/25. |