O HGCR11 (Pátria Recebíveis Imobiliários FII) distribuiu R$ 0,95 por cota no rendimento de junho/2026, com pagamento em 14 de julho de 2026. Esse é o patamar estável desde janeiro/2026, após dois ajustes para baixo ao longo do segundo semestre de 2025. Com cotação em torno de R$ 91,33, o dividend yield mensal é de aproximadamente 1,04%, o que equivale a um DY anualizado de 11,4% a.a. sobre o preço atual.
O fundo paga dividendos mensais, sem interrupções, há mais de 16 anos — uma das sequências mais longas do mercado de FIIs. A isenção de Imposto de Renda para pessoa física faz com que o rendimento líquido recebido seja exatamente o valor distribuído, sem desconto na fonte.
Entre fevereiro/2024 e setembro/2025, o HGCR11 manteve o DPS em R$ 0,95/cota de forma uniforme, refletindo um ciclo inflacionário favorável para a carteira de CRIs indexados ao IPCA. Esse patamar foi possível porque 84% dos CRIs do fundo são indexados ao IPCA+ com spread médio de 9,0% ao ano — a inflação mais elevada de 2023 e 2024 turbinou o carrego.
Em outubro/2025, com o IPCA desacelerando para 4,26% no acumulado do ano, a gestão Pátria realizou o primeiro corte: o DPS caiu de R$ 1,05 para R$ 1,00/cota (-4,8%). O movimento era previsível para um fundo majoritariamente IPCA+. Em janeiro/2026, veio o segundo corte: R$ 1,00 → R$ 0,95/cota (-5%), onde o dividendo permanece estável há seis meses consecutivos (janeiro a junho/2026).
Vale destacar que entre outubro/2024 e setembro/2025, o fundo elevou transitoriamente o DPS para R$ 1,05/cota — aproveitando o resultado extraordinário da reciclagem dos CRIs GPA (TIR de 13,7%) e o IPCA mais alto daquele período. Quem entrou na cota durante esse ciclo viu um DY mensal acima de 1,1%.
O principal risco para os dividendos do HGCR11 é a trajetória do IPCA. Com 84% da carteira indexada ao IPCA+9,0% ao ano, cada ponto percentual a menos na inflação representa queda direta no rendimento nominal gerado pelos CRIs. O resultado distribuível apurado no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 0,873/cota/mês — abaixo do DPS de R$ 0,95 distribuído. A diferença de R$ 0,077/cota/mês está sendo coberta pela reserva acumulada de R$ 0,55/cota e pela inflação acruada de R$ 1,24/cota.
O HGCR11 é classificado como Papel Híbrido Gestão Ativa (ANBIMA), com exposição predominante ao IPCA+. Com DY de 11,4% a.a. sobre o preço atual, o fundo está na fronteira entre high grade (prioridade em qualidade de crédito) e high yield (prioridade em retorno). A carteira de 44 CRIs tem LTV médio de 44% e garantias robustas — alienações fiduciárias, cessões fiduciárias e fundos de reserva —, o que confere um perfil mais próximo de high grade. Mas o yield elevado reflete o prêmio pelo risco de indexação ao IPCA num cenário de desinflação.
Comparativamente, fundos de CRI puramente CDI+ como KNCR11 entregam DY mais estável mas com menor upside em ciclos inflacionários. O HGCR11 oscila mais, mas compensa quem aguarda o ciclo completo — nos 16 anos de histórico, o retorno acumulado é de 523%, acima do CDI bruto (334%) e do IMA-B (417%) no mesmo período.
A sustentabilidade dos dividendos do HGCR11 no patamar atual de R$ 0,95/cota é classificada como estável no curto prazo, com risco de revisão no 2S/2026. O resultado distribuível de abril/2026 foi de R$ 0,98/cota — ligeiramente acima do DPS — com payout de 97%, o que mostra que o fundo gerou resultado suficiente para honrar a distribuição naquele mês. A reserva de R$ 0,55/cota funciona como colchão para os meses em que o resultado fica abaixo do DPS.
O principal catalisador positivo para os dividendos é a resolução do imóvel Quota: a gestão confirmou no Relatório Gerencial de maio/2026 a conclusão da venda das 8 lajes do Quota Corporate por R$ 100 milhões, com capital sendo realocado em novas posições. Esse evento deve agregar entre R$ 0,15 e R$ 0,20/cota de resultado extraordinário ao longo de 2026.
O risco de queda está ligado à desinflação acelerada. Se o IPCA convergir para 3,5% ou abaixo, o resultado recorrente pode cair para a faixa de R$ 0,88-0,90/cota. Nesse cenário, seria necessário novo ajuste no DPS. O guidance da gestão para o 1º semestre de 2026 é de R$ 0,93-0,95/cota/mês.
Com DPS recorrente de R$ 0,95 e cotação ao redor de R$ 91,33, o dividend yield projetado para os próximos 12 meses é de 11,69% a.a. (cenário base). No cenário otimista — IPCA repicando para 5,5%+ e destravamento do imóvel Quota — o DY pode atingir 12,92% a.a.. No cenário pessimista (IPCA abaixo de 4% e novo corte de DPS), o DY cai para 11,07% a.a.
| Competência | Rendimento/cota | DY no mês | Preço-base | Data-com | Pagamento |
|---|---|---|---|---|---|
| 2026-06 | R$ 0,95 | 1,034% | R$ 91,86 | 2026-06-30 | 2026-07-14 |
| 2026-05 | R$ 0,95 | 0,993% | R$ 95,66 | — | 2026-06-15 |
| 2026-04 | R$ 0,95 | 0,953% | R$ 99,68 | 2026-04-30 | 2026-05-15 |
| 2026-03 | R$ 0,95 | 0,988% | R$ 96,18 | — | 2026-04-15 |
| 2026-02 | R$ 0,95 | 0,981% | R$ 96,88 | — | 2026-03-13 |
| 2026-01 | R$ 0,95 | 0,988% | R$ 96,17 | — | 2026-02-13 |
| 2025-12 | R$ 1,0 | 1,017% | R$ 98,35 | — | 2026-01-15 |
| 2025-11 | R$ 1,0 | 1,055% | R$ 94,75 | — | 2025-12-12 |
| 2025-10 | R$ 1,0 | 1,088% | R$ 91,87 | — | 2025-11-14 |
| 2025-09 | R$ 1,05 | 1,126% | R$ 93,21 | — | 2025-10-14 |
| 2025-08 | R$ 1,05 | 1,12% | R$ 93,71 | — | 2025-09-12 |
| 2025-07 | R$ 1,05 | 1,141% | R$ 92,0 | — | 2025-08-14 |
| 2025-06 | R$ 1,05 | 1,124% | R$ 93,44 | — | 2025-07-14 |
| 2025-05 | R$ 1,05 | 1,141% | R$ 92,0 | — | 2025-06-13 |
| 2025-04 | R$ 1,05 | 1,105% | R$ 95,04 | — | 2025-05-15 |
| 2025-03 | R$ 1,05 | 1,109% | R$ 94,71 | — | 2025-04-14 |
| 2025-02 | R$ 1,05 | 1,103% | R$ 95,18 | — | 2025-03-18 |
| 2025-01 | R$ 1,05 | 1,154% | R$ 91,0 | — | 2025-02-14 |
| 2024-12 | R$ 0,95 | 1,021% | R$ 93,07 | — | 2025-01-15 |
| 2024-11 | R$ 0,95 | 1,05% | R$ 90,45 | — | 2024-12-13 |
| 2024-10 | R$ 0,95 | 0,987% | R$ 96,27 | — | 2024-11-14 |
| 2024-09 | R$ 0,95 | 0,948% | R$ 100,22 | — | 2024-10-14 |
| 2024-08 | R$ 0,95 | 0,928% | R$ 102,4 | — | 2024-09-13 |
| 2024-07 | R$ 0,95 | 0,921% | R$ 103,14 | — | 2024-08-14 |
| 2024-06 | R$ 0,95 | 0,914% | R$ 103,89 | — | 2024-07-12 |
| 2024-05 | R$ 0,95 | 0,918% | R$ 103,5 | — | 2024-06-14 |
| 2024-04 | R$ 0,95 | 0,915% | R$ 103,83 | — | 2024-05-15 |
| 2024-03 | R$ 0,95 | 0,901% | R$ 105,39 | — | 2024-04-12 |
| 2024-02 | R$ 0,95 | 0,888% | R$ 106,99 | — | 2024-03-14 |
Sim, o HGCR11 distribui rendimentos mensalmente, sem interrupção desde sua criação em dezembro/2009. O último rendimento foi de R$ 0,95/cota, pago em 14 de julho de 2026.
Com DPS de R$ 0,95/cota e cotação de R$ 91,33 (jul/2026), o DY anualizado é de aproximadamente 11,4% a.a. O DY dos últimos 12 meses acumulados está em 12,46%, pois inclui meses com R$ 1,05/cota.
A gestão Pátria sinalizou estabilidade em R$ 0,95/cota para o 1S/2026. O resultado distribuível de abril/2026 foi R$ 0,98/cota, sustentando o patamar. O risco de novo corte existe se o IPCA cair abaixo de 4%, situação que comprimiria o carrego dos CRIs IPCA+.
O pagamento ocorre tipicamente na segunda quinzena do mês seguinte à data-com. No rendimento de junho/2026, a data-com foi 30/06 e o pagamento foi em 14/07/2026.
Em 2025, o HGCR11 distribuiu R$ 0,95/cota de jan a set/2025, depois R$ 1,00/cota de out a dez/2025. O acumulado anual de 2025 foi de aproximadamente R$ 11,55/cota.
O HGCR11 é classificado como Papel Híbrido Gestão Ativa (ANBIMA). Com LTV médio de 44% e garantias robustas, tem perfil mais próximo de high grade, mas entrega DY de ~11,4% a.a. — na fronteira entre as duas categorias.