HOFC11 — Hedge Office Income FII

Lajes corporativas em São Paulo. Fundo em desmonte acelerado: distribuição zerada desde julho/2024, Birmann 20 em venda (MOU abr/26, R$ 72 Mi — 25% abaixo do laudo) e em 27/07/2026 recebeu proposta para vender também o Edifício Morumbi (último ativo físico, R$ 86,4 Mi brutos — líquido 15-20% abaixo do laudo após indenização de performance e AC retrofit). Após ambas as vendas, o fundo ficará sem imóveis — runoff de recebíveis até ~2032.

Segmento: Tijolo - Lajes Corporativas · Cotação R$ 34,4 · P/VP 0,6032 · VP/cota R$ 57,03 · Patrimônio R$ 210 Mi · 4.039 cotistas · 2 ativos

O que é o HOFC11

O HOFC11 (Hedge Office Income FII) é um fundo imobiliário do segmento Tijolo - Lajes Corporativas. Lajes corporativas em São Paulo. Fundo em desmonte acelerado: distribuição zerada desde julho/2024, Birmann 20 em venda (MOU abr/26, R$ 72 Mi — 25% abaixo do laudo) e em 27/07/2026 recebeu proposta para vender também o Edifício Morumbi (último ativo físico, R$ 86,4 Mi brutos — líquido 15-20% abaixo do laudo após indenização de performance e AC retrofit). Após ambas as vendas, o fundo ficará sem imóveis — runoff de recebíveis até ~2032.

FII de lajes corporativas em SP que liquidou toda a carteira física com prejuízo expressivo: Birmann 20 em venda (MOU abr/26, 25% abaixo do laudo) e Morumbi com proposta de venda recebida em 27/07/2026 (15-20% abaixo do laudo, líquido após CRI). Fique atento: após ambas as vendas, restará apenas fluxo de recebíveis e cotas do Citadel I FII até ~2032 — sem imóveis e sem renda.

Esta página é a ficha do HOFC11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.

Números do HOFC11 em 2026

  • Patrimônio líquido: R$ 210 Mi
  • Valor patrimonial por cota: R$ 57,03
  • Número de cotistas: 4.039
  • Ativos na carteira: 2
  • Área bruta locável: 27.858 m²
  • Estados: 1
  • Ocupação: 48%
  • Prazo médio dos contratos (anos): 4,2

Composição da carteira

  • Imóveis (Birmann + Morumbi): 64%
  • FIIs Estratégicos (Citadel I): 27%
  • Renda Fixa (LCI + Caixa): 9%

Taxas

  • Taxa de Administração: 0,83% a.a.
  • Taxa de Performance: Não há
  • Taxa de Custódia: 0%

Gestora

Gestão: Hedge Investments.

A Hedge Investments é uma gestora consolidada e com bom histórico em FIIs maiores (HGRU11, HGCR11, HGLG11). No HOFC11 ela comunica abertamente que o resultado é negativo e não há previsão de reversão — postura honesta. Mas o saldo da gestão deste fundo é desfavorável: o portfólio caiu de 4 edifícios para 2, as duas vendas concretizadas geraram prejuízo, e a terceira (Birmann 20) está saindo 25% abaixo do laudo. A taxa de administração de 0,83% sobre valor de mercado, sem performance, segue cobrada normalmente.
  • No mercado: +20 anos
  • AUM FIIs: R$ 15+ Bi
  • Fundos: 10+

Ver a análise da gestora Hedge Investments →

Carteira do HOFC11: no que o fundo investe

AtivoLocalização% do PLOcupação
Edifício Morumbi 8.200Av. Morumbi, 8.234 — Chucri Zaidan, São Paulo/SP88,0%
Edifício Birmann 20Av. das Nações Unidas, 17.891 — Santo Amaro / Marginal Pinheiros, São Paulo/SP26,0%

Preço, P/VP e valor patrimonial

Cota negociada com 43% de desconto sobre o valor patrimonial — desconto coerente com a precificação implícita das vendas em curso (25% abaixo do laudo).

último fechamento R$ 34,4 · mínima histórica R$ 18,2 · máxima R$ 34,2 · valor patrimonial por cota R$ 57,03.

Trajetória do HOFC11

O HOFC11 passou por deterioração estrutural desde 2022. O portfólio caiu de 4 para 2 edifícios e os ativos vendidos saíram com prejuízo expressivo. Distribuição parou em jul/2024 e não há previsão de retorno. A operação atual queima R$ 0,15-0,40/cota por mês. O MOU do Birmann 20 (16/04/2026) confirma a tese de liquidação: o fundo está caminhando para virar mono-ativo do Morumbi até a gestora decidir o destino do que sobra. Quem comprar HOFC11 hoje está apostando em uma venda futura que ainda não foi acertada.
PeríodoO que aconteceu
IPO E EXPANSÃOInício em ago/2019 com foco em escritórios em São Paulo. Em jul/2020 emite o CRI Série 287/288 (R$ 38,25 Mi a IPCA+7,70%) para comprar o Edifício Morumbi 8.200.
PANDEMIA E TRABALHO REMOTOA normalização do home office derrubou a demanda por lajes corporativas em SP. Vacância subiu, distribuição começou a oscilar.
ÚLTIMO ANO DE DPS REGULAREm jul/2023 quita a Série 287 do CRI (R$ 12,5 Mi) e segue pagando a Série 288. DPS pago todos os meses, somando R$ 2,21 no ano. Resultado já era pressionado, mas distribuível.
DESLIGAMENTO DA DISTRIBUIÇÃOO fundo paga apenas 1 dividendo no ano inteiro (R$ 0,21 referente a junho, pago em 14/08/2024) e nunca mais distribui. Em ago/2024 também é assinado o CCV de venda do Corporate Alamedas (R$ 31,9 Mi parcelado).
VENDA DO SALIBA E PREJUÍZO DE R$ 50 MIEm jul/2025 vende o Edifício Rachid Saliba por R$ 83,3 Mi com prejuízo contábil de aproximadamente R$ 50 Mi. Em jan/2025 firma locação do Corporate (que já estava sendo vendido) e o comprador assume como locador. Resultado total acumulado no 2S25: -R$ 11,93/cota.
MOU DO BIRMANN 20 — DESMONTE FINALEm 27/03/2026 chega a proposta comercial e em 16/04/2026 é assinado MOU para alienar o Birmann 20 por R$ 72 Mi (25% abaixo do laudo). Em mar/26 abre negociação para 100% de locação no Morumbi. Resultado acumulado 12 meses até mar/26: -R$ 12,53/cota. O Informe Mensal de abr/26 (publicado em 12/05/2026) confirma a queima — caixa cai 46% em um mês.

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