FIAGRO de Papel (CRA + CRI + Cotas de Fiagros de Direitos Creditórios do Agronegócio) — Gestão FAR Fator Administração de Recursos
Recomendação: MANTER · Nota 5,5/10 · Cotação R$ 8,21 · P/VP 0,836 · DY 12m 15,5%
O OIAG11 é um FIAGRO de papel de pequeno porte gerido pela FAR – Fator Administração de Recursos, com patrimônio líquido de R$ 87,7 milhões (dez/2025) e estratégia híbrida: CRAs diretos (37% do PL), CRI De Santi (6%) e, sobretudo, cotas de outros Fiagros de direitos creditórios do agronegócio (49%). A combinação de P/VP de 0,84 (16% de desconto sobre o VP de R$ 9,82) com dividend yield de 15,5% em 12 meses e carteira alocada a CDI + 3,47% a.a. configura precificação atrativa para um Fiagro de papel isento de IR para a pessoa física.
A folga de spread da carteira (CDI + 3,47%) sobre o benchmark do fundo (CDI + 2%) sustentou a distribuição crescente de R$ 0,10 para R$ 0,12/cota ao longo de 2025, sinal de melhora gradual da carteira. Os contrapontos são concretos: o CRA Copagri (~1,1% do PL) figurou como vencido no balanço dez/25 e está em acompanhamento ativo de gestão por risco de inadimplência; a auditoria Grant Thornton emitiu opinião com ressalva por não ter acessado as DFs auditadas dos Fiagros Soyagro e Florindo (8,38% do PL); e a camada de investir em outros Fiagros, embora dê diversificação, reduz a transparência do lastro final.
Pontos positivos: taxa total competitiva de 1,10% a.a. para o porte, carteira pulverizada por setores do agro (sucroenergético, produtor rural, cooperativas, fertilizantes), duration curta de 22,6 meses e distribuição em tendência de alta. Pontos de atenção: liquidez baixa (R$ 152 mil/dia), porte reduzido (~R$ 88 Mi) e dependência de camadas de fundos. Veredicto: MANTER / posição moderada (até 3-5% do bolso de FIIs/Fiagros), apenas para investidores de perfil moderado a arrojado que toleram baixa liquidez e risco de crédito no agro. Não é posição central de carteira.
O OIAG11 representa uma tese de crédito privado pulverizado no agronegócio com estrutura híbrida — combina CRAs diretos (37% do PL), o CRI De Santi (6%) e, principalmente, cotas de outros Fiagros de direitos creditórios (49%). A carteira está alocada a CDI + 3,47% a.a., folga relevante sobre o benchmark do fundo (CDI + 2%), com duration curta de 22,6 meses. O posicionamento atual com P/VP de 0,84 e DY 12m de 15,5% precifica adequadamente o risco-retorno, com isenção de IR para a pessoa física.
O contraponto é o risco de crédito e de transparência: CRA Copagri vencido em dez/25 (impacto limitado a ~1,1% da carteira), opinião com ressalva do auditor sobre 8,38% do PL e a camada extra de investir em fundos que investem em DC. O desconto patrimonial de 16% e a distribuição em tendência de alta (R$ 0,10 → R$ 0,12) tornam a entrada atrativa para diversificação tática, mas a baixa liquidez (R$ 152 mil/dia) e o porte reduzido (~R$ 88 Mi) limitam o tamanho da posição. É um produto para diversificação tática, não posição central — recomendável limitar a 3-5% do bolso de FIIs/Fiagros.
A FAR – Fator Administração de Recursos, ligada ao Banco Fator, é a gestora do OIAG11 e adota uma estratégia híbrida no crédito do agronegócio: combina CRAs e CRI adquiridos diretamente com cotas de outros Fiagros de direitos creditórios — inclusive Fiagros da própria casa, como Fator Tarken e Fator Innovation. Essa abordagem busca diversificação e pulverização adicional ao acessar carteiras de DC pulverizado geridas por terceiros e pela própria Fator.
A gestão demonstrou postura ativa ao acompanhar o CRA Copagri (em risco de inadimplência) e ao elevar gradualmente a distribuição de R$ 0,10 para R$ 0,12/cota ao longo de 2025, refletindo a melhora do spread da carteira (CDI + 3,47% vs benchmark CDI + 2%). A QI Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (QI DTVM) atua como administradora desde 2025, substituindo a Singulare CTVM, e a Grant Thornton é a auditora independente — que emitiu opinião com ressalva no exercício de dez/2025 por falta de acesso às DFs de dois Fiagros investidos.
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O OIAG11 encerra 2025 com patrimônio líquido de R$ 87,7 milhões (R$ 87.689 mil em dez/25), base de aproximadamente 13.314 cotistas e cota negociada com cerca de 16% de desconto sobre o valor patrimonial de R$ 9,82. O resultado líquido de 2025 foi de R$ 11,658 milhões (R$ 1,29/cota), acima dos R$ 11,401 milhões (R$ 1,26/cota) de 2024, e a distribuição do ano somou R$ 12,984 milhões (R$ 1,44/cota), superior aos R$ 10,839 milhões distribuídos em 2024. A reserva acumulada de R$ 0,134/cota oferece colchão adicional.
Tecnicamente, o portfólio combina três camadas: CRAs adquiridos diretamente (37% do PL), o CRI De Santi (6% do PL, com alienação fiduciária de imóvel a 135% e demais garantias) e cotas de Fiagros de direitos creditórios do agronegócio (49% do PL — Ponto Rural, Agriconnection, Fator Tarken, Fator Innovation, além de Soyagro e Florindo incorporados em dez/25). A carteira está alocada a CDI + 3,47% a.a. com duration de 22,64 meses, distribuída por setores do agro (sucroenergético 14,5%, produtor rural, cooperativas, fertilizantes, sementes e têxtil). Os eventos abertos — o CRA Copagri vencido (~1,1% do PL, R$ 797 mil classificados como vencidos no balanço) e a opinião com ressalva da Grant Thornton sobre 8,38% do PL — são os principais pontos de atenção.
Em projeção, a folga de spread da carteira (CDI + 3,47% vs benchmark CDI + 2%) sustenta a tendência de alta da distribuição vista em 2025 (de R$ 0,10 para R$ 0,12/cota) e gera potencial de taxa de performance positiva na apuração semestral. A continuidade de eventual queda da Selic reduziria o resultado nominal, já que a carteira é integralmente indexada ao CDI, mas o desconto de 16% sobre o VP e o DY de 15,5% isento de IR para a pessoa física sustentam a atratividade relativa. A baixa liquidez (R$ 152 mil/dia) e o porte reduzido (~R$ 88 Mi) recomendam posição moderada e entrada parcelada.