(Fundo originalmente de galpões logísticos — vendeu todos os imóveis e virou FoF; em jun/2026 está em processo de cisão parcial e liquidação)
Segmento: FoF / Multiestratégia (ex-Logística) em liquidação · Cotação R$ 69,95 · P/VP 0,8742 · VP/cota R$ 80,02 · Patrimônio R$ 28,7 Mi · 3.519 cotistas
O RELG11 (FII REC Logística - Responsabilidade Limitada) é um fundo imobiliário do segmento FoF / Multiestratégia (ex-Logística) em liquidação. (Fundo originalmente de galpões logísticos — vendeu todos os imóveis e virou FoF; em jun/2026 está em processo de cisão parcial e liquidação)
Nasceu como fundo de galpões logísticos, vendeu todos os imóveis e hoje carrega apenas cotas de três outros fundos (GGRC11, SNFZ11 e TRCO11) aguardando liquidação. Fique atento: a maioria das cotas já migrou para o RLGX11 — o remanescente será encerrado com venda dos ativos à própria gestora.
Esta página é a ficha do RELG11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.
Gestão: REC Gestão de Recursos S.A..
A REC Gestão de Recursos S.A. é a gestora do RELG11 e de uma família de fundos imobiliários e de CRI (REC Multiestratégia/RECM11, REC One, REC Master, REC FAMI, REC Cotas Amortizáveis), além de atuar como consultora de investimento no REC Recebíveis e REC Renda — somando aproximadamente R$ 3,5 bi sob gestão. A administração fiduciária é da BRL Trust DTVM desde o início.
A condução do RELG11 nos últimos dois anos foi de desinvestimento e reorganização: vender os galpões logísticos, migrar para uma carteira de cotas de fundos e, por fim, propor a cisão parcial + liquidação. O ponto de atenção de governança é o uso recorrente de operações entre fundos da própria casa (a venda dos ativos remanescentes ao RECM11, declaradamente em conflito de interesses, e a criação do RLGX11 como veículo-espelho). É uma gestora estruturada, mas o cotista do RELG11 está sendo encaminhado para outros produtos da mesma família, não para uma saída em caixa limpo.
| Ativo | Localização | % do PL | Ocupação |
|---|---|---|---|
| GGR Covepi Renda / Zagros Renda Imobiliária | — | 62,6% | — |
| Suno Fazendas FIAGRO | — | 26,3% | — |
| TRCO CI FII | — | 11,0% | — |
HHI 0,4644 — muito alta.
Cotação de R$ 65,49 (01/06/2026) frente ao VP/cota de R$ 86,62 (mar/2026) — desconto de ~24%. Vale destacar que o RG de abr/2026 reporta VP de R$ 90,88 (pós-ajuste GGRC11), o que ampliaria o desconto para ~28%. O P/VP baixo reflete o risco de liquidação: incerteza sobre o valor de alienação intra-grupo ao RECM11, taxas de liquidação e prazo.
último fechamento R$ 69,95 · mínima histórica R$ 0,09 · máxima R$ 83,74 · valor patrimonial por cota R$ 80,02.
Com base no ADTV de abr/26 (R$ 323,9 mil), sair de R$ 100 mil sem afetar o preço levaria ~1,5 dia útil. Esse número, porém, é pré-cisão — com 73% das cotas indo pro RLGX11, a liquidez do remanescente deve cair muito.
O RELG11 percorreu, em pouco mais de cinco anos, o ciclo completo de um fundo que não deu certo na tese original: nasceu como FII de galpões logísticos (IPO out/2020 a R$ 100), captou três emissões, mas ao longo de 2024-2025 vendeu todos os imóveis e se transformou num FoF concentrado em GGRC11, SNFZ11 e TRCO11.
O desfecho veio em 2026: a consulta formal de abril aprovou a cisão parcial e a liquidação. A maioria dos cotistas (73,15%) optou por migrar para o RLGX11 (REC Logística II); o RELG11 remanescente seguirá para liquidação, com os ativos vendidos ao RECM11 da própria casa. Para análise, o RELG11 deixou de ser uma 'tese de FII' e passou a ser um evento corporativo a ser administrado pelo cotista.
| Período | O que aconteceu |
|---|---|
| CONSTITUIÇÃO E IPO | Fundo constituído (funcionamento 10/09/2020) e estreia na B3. Negociação iniciada em 29/04/2019 a R$ 100,00/cota; 1ª emissão out/2020 (335.710 cotas, R$ 33,57 mi). Foco original: galpões logísticos e industriais para renda. |
| EMISSÕES 2 E 3 | 2ª emissão (dez/2020, 595.564 cotas, R$ 59,56 mi) e 3ª emissão (jun/2021, 403.288 cotas, R$ 39,89 mi). Fundo cresce para 1.334.562 cotas e monta a carteira de galpões logísticos. |
| VENDA DOS IMÓVEIS → FoF | A gestora desinveste dos galpões logísticos e converte o fundo num FoF, alocando o produto das vendas em cotas de outros fundos (GGRC11, SNFZ11, TRCO11). O fundo deixa de ter imóveis próprios. |
| PREJUÍZO CONTÁBIL DO DESMONTE | Demonstrações de 31/12/2025: prejuízo de R$ 44,49 mi (-R$ 33,33/cota), por reversão de ajuste a valor justo dos imóveis vendidos (-R$ 45,05 mi) e marcação negativa de FIIs (-R$ 9,54 mi). VP/cota encerra o ano em R$ 85,76. |
| CONSULTA FORMAL — CISÃO + LIQUIDAÇÃO | Em 16/04/2026 a administradora convoca AGE por consulta formal para deliberar (a) a cisão parcial do RELG11 criando o RLGX11 (REC Logística II) e (b) a liquidação da parcela remanescente com alienação dos ativos ao RECM11. Apuração em 04/05/2026 aprova todos os itens sem ressalvas. |
| MIGRAÇÃO APURADA (73% → RLGX11) | Período de manifestação de 08 a 22/05/2026. No comunicado de 27/05/2026, 976.183 cotas (73,15%) migraram pro RLGX11 e 358.379 (26,85%) permaneceram no RELG11. Data de corte da cisão: 27/05/2026; entrega das cotas do RLGX11 aos migrantes: 01/06/2026. |
| ATUAL (DATA ANÁLISE) | RELG11 remanescente segue negociando a R$ 65,49 (01/06/2026, P/VP 0,76), DPS R$ 0,80/cota (pago 15/05, ref abr/26, DY mercado ~14,7%). O fundo aguarda a publicação do cronograma de liquidação (venda dos ativos ao RECM11 e entrega de cotas RECM11/caixa aos cotistas). |