TMPS11 — Itaú Tempus FII

Recomendação: MANTER · Nota 6,5/10 · Cotação R$ 75,94 · P/VP 0,93 · DY 12m 12,52%

Análise e recomendação

TMPS11 é um FII híbrido (FoF + CRI) com prazo determinado de 6 anos (encerramento previsto em nov/2028), gerido pela Itaú Asset Management. A estratégia combina cotas de FIIs comprados com desconto assimétrico (82% do PL) e CRIs com retornos atrativos (14% do PL), mirando TIR >18% a.a. isento de IR. O fundo já entrou em fase de maturação: realizou amortização de capital em abr/2026 (~13% do PL) e deve fazer novas devoluções até o encerramento. Apesar do dividendo nominal menor (R$ 0,75 em mai/26), o DY se mantém em ~12,5% sobre a cota de mercado. O deságio de apenas ~7% sobre o VP e a liquidez baixíssima (~R$ 161 mil/dia) limitam o apelo para novos entrantes, mas a tese de retorno até nov/2028 segue válida para quem já carrega a posição.

Tese de investimento

TMPS11 é um FII híbrido de prazo determinado que combina um book de FoF (82% do PL em cotas de FIIs descontados) com um book de crédito (14% em CRIs, majoritariamente CDI+). A tese central é capturar o valor de FIIs negociados com desconto assimétrico e CRIs de retorno atrativo, devolvendo o capital de forma programada via amortizações até o encerramento em nov/2028, com objetivo de TIR >18% a.a. isento de IR. A cota patrimonial caiu de R$ 100 para R$ 81,66, mas isso reflete amortizações já pagas — incluindo dividendos, o portfólio acumula +39,73% desde o início, acima do IFIX. Para o investidor com horizonte até 2028, o retorno depende do valor das próximas amortizações e da liquidação final versus o preço de compra hoje (R$ 75,94, deságio de ~7%). O ponto fraco é a liquidez muito baixa e o deságio estreito, que limitam tanto a flexibilidade quanto o upside de preço.

Pontos de atenção e riscos

Gestora de primeira linha com track record

A Itaú Asset Management gere o fundo desde a origem e o portfólio patrimonial acumula +39,73% (nov/22 a mai/26), superando o IFIX (+38,36%) no mesmo período, com seleção ativa de FIIs descontados e CRIs.

Prazo determinado disciplina o retorno

O encerramento previsto para nov/2028 elimina o risco de gestão perpétua. As amortizações periódicas devolvem capital de forma programada e funcionam como gatilho de realização do valor patrimonial.

DY competitivo de ~12,5%

Mesmo com a Selic em 14,75% a.a., o yield de 12,52% sobre a cota de mercado (11,37% sobre a cota patrimonial) é atrativo para um veículo isento de IR e com perfil híbrido defensivo.

Fundo pequeno e pouco líquido

Com apenas 1.875 cotistas, PL de ~R$ 80 MM e volume diário médio de R$ 161 mil, há risco relevante de liquidez para montar ou desmontar posições maiores sem impacto de preço.

Deságio estreito sobre o VP

O desconto de apenas ~7% (P/VP 0,93x) é modesto frente a pares FoF que negociam com descontos maiores, o que limita o upside puramente de fechamento de gap de preço.

Horizonte curto exige acerto no preço de entrada

Para novos entrantes, o retorno até nov/2028 depende fortemente do preço de compra versus o valor das amortizações e da liquidação final — a margem de erro é menor que em fundos perpétuos.

Exposição a escritórios e shoppings

Cerca de 14% do PL em escritórios e 14% em shoppings — os segmentos mais penalizados em maio/2026 pela alta das taxas futuras, pressionando a cota patrimonial.

Taxa de performance sobre IFIX

A taxa de 20% sobre o que exceder 100% do IFIX pode capturar parte de rendimentos ordinários em anos de benchmark fraco, reduzindo o retorno líquido do cotista.