Termômetro do mercado
Quanto mais gente repete que algo vai piorar, mais o humor se forma. Aqui medimos esse humor todo dia, a partir do que se publica na imprensa, nos canais de YouTube e na comunidade de investidores sobre o Brasil, o mundo, as classes de ativo e os segmentos de fundos imobiliários — do muito pessimista ao muito otimista.
Carregando o termômetro…
Como medimos
De onde vem
Portais de notícia, canais de YouTube grandes e médios e a comunidade de investidores no Reddit. Lemos o conteúdo inteiro — texto ou transcrição do vídeo —, não só o título: é comum o título provocar e a fala dizer outra coisa.
Como lemos
Uma inteligência artificial lê cada conteúdo e anota, para cada assunto citado, o tom (de muito pessimista a muito otimista), a direção esperada e o trecho que sustenta a leitura. O trecho é conferido contra o texto original: anotação sem trecho que exista no conteúdo é descartada. Um mesmo vídeo pode estar pessimista com o Brasil e otimista com o dólar — cada posição conta no seu termômetro.
Como vira termômetro
- Cada grupo de autores — imprensa, YouTube e comunidade — tem a sua leitura, e o preço dos ativos tem outra. O ponteiro de cada termômetro é a média ponderada das leituras — o mesmo número da página inicial e dos cards dos fundos —, e cada leitura aparece separada, como uma letra no arco. Quando há leitura de preço do dia, o mercado pesa 80% e a conversa divide os outros 20%: notícia é o que se fala, preço é o que se faz. A diferença entre as duas continua visível nas letras, e é justamente o que interessa. Cada card mostra os pesos usados.
- Conteúdo recente pesa mais que o antigo, e o tom habitual de cada fonte é descontado (o canal que sempre fala mal não puxa o termômetro sozinho).
- Com poucos conteúdos, a leitura aparece com o selo amostra baixa e se apoia no nível acima (herdado). Sem nenhum conteúdo em 30 dias, aparece sem leitura — nunca como neutra.
- Enquanto não houver 12 meses de histórico, a leitura leva o selo série curta.
O que o preço diz
Notícia é o que se fala; preço é o que se faz. Por isso cada termômetro tem também a leitura Mercado (preços), calculada todo dia só com dado de mercado, sem inteligência artificial. Cada peça compara o dia com a própria história (0 é o momento mais medroso já visto, 100 o mais eufórico), e o índice é a média das peças:
- Momento — o índice acima ou abaixo da média de 6 meses.
- Força — perto da máxima ou da mínima de 1 ano.
- Amplitude — quantos papéis sobem junto.
- Calmaria — a volatilidade (no mundo, o VIX): calma é otimismo.
- Porto seguro — ações contra títulos do Tesouro americano.
- Crédito — o apetite por crédito arriscado.
- Dólar e juro — no Brasil, dólar e juro real em alta são medo.
- Desconto — nos FIIs, o preço das cotas contra o patrimônio.
Medido no passado, o termômetro de preço dos FIIs em medo extremo foi seguido de alta do IFIX em 12 meses em todas as vezes. Isso descreve o que já aconteceu, não garante o que vai acontecer.
Outros termômetros
Onde existe um termômetro conhecido de terceiros, como o Fear & Greed Index da CNN (bolsa americana) e o do alternative.me (criptomoedas), mostramos o número dele ao lado, como referência. Ele não entra na nossa média: a metodologia é fechada, pode mudar sem aviso e mede os Estados Unidos, não o Brasil. Quando o nosso e o deles discordam muito, é sinal para olhar de perto.
A escala vai de 0 a 100: