O que aconteceu com a Copasa (CSMG3) em relação à nova diretoria e conselho?
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa MG comunicou formalmente ao mercado, através de documento oficial entregue à CVM, a nova composição do seu Conselho de Administração e da sua Diretoria Executiva. A mudança ocorre em um momento crucial para a empresa, marcado pelo avanço do processo de desestatização e pela sua nova condição jurídica como sociedade privada.
As alterações foram aprovadas no âmbito da Assembleia Geral Extraordinária realizada na mesma data. Com a nova configuração institucional, o Conselho de Administração da companhia passou a ser composto por 9 (nove) membros efetivos. Todos eles possuem mandato unificado com vigência até a Assembleia Geral Ordinária que deliberar sobre as demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2027.
Quem são os novos membros do Conselho de Administração da companhia?
A nova formação do Conselho de Administração da Copasa conta com uma mistura de perfis experientes no setor de infraestrutura e saneamento, incluindo executivos com forte ligação histórica com o Grupo Equatorial. Foram eleitos e empossados os seguintes nomes para compor o colegiado:
- Tinn Freire Amado (membro efetivo e eleito presidente do Conselho de Administração);
- Leonardo da Silva Lucas Tavares de Lima (membro efetivo e eleito vice-presidente);
- Bruno Magalhães e Silva (membro efetivo e independente);
- Denis Jungerman (membro efetivo e independente);
- Felipe Dutra Cançado (membro efetivo);
- Gustavo de Andrade Miranda (membro efetivo e independente);
- Gustavo de Oliveira Barbosa (membro efetivo);
- José Formoso Martinez (membro efetivo e independente);
- Ralph Gustavo Rosenberg (membro efetivo e independente).
Em contrapartida, deixaram formalmente os seus cargos no Conselho de Administração os senhores Carlos Alexandre Jorge da Costa, José Alvim Pereira, Márcia Fragoso Soares, Marília Carvalho de Melo e Roberto Corrêa Barbuti. A administração registrou agradecimentos formais aos conselheiros que deixam as funções pelo trabalho e contribuição prestados à companhia.
Como ficou estruturada a nova Diretoria Executiva da Copasa?
Logo após a definição do colegiado do conselho, o Conselho de Administração aprovou a nova composição da Diretoria Executiva da Copasa, com mandato estabelecido até 28 de setembro de 2028. A diretoria executiva reformulada passou a contar com os seguintes profissionais:
- Augusto Dantas Borges, para o cargo de Diretor-Presidente;
- Herbert Arnaud Dantas, para atuação como Diretor de Operações e, de forma interina, como Diretor de Engenharia;
- Marília Carvalho de Melo, para atuação como Diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade;
- Adriano Rudek de Moura, para o cargo de Diretor Financeiro e de Relações com Investidores (RI);
- Cleyson Jacomini de Sousa, para atuação como Diretor Comercial.
Deixaram os cargos anteriormente ocupados na Diretoria da companhia a senhora Laura Petri Geraldino e o senhor Pablo Ferraço Andreão. A companhia também formalizou o reconhecimento e os agradecimentos institucionais pela dedicação e entrega desses executivos durante suas gestões.
Qual é o perfil dos principais executivos indicados para a liderança?
Os novos nomes trazem na bagagem uma extensa trajetória no setor elétrico e de saneamento, especialmente com passagens consolidadas em empresas ligadas ao Grupo Equatorial. O presidente do conselho, Tinn Freire Amado, possui histórico relevante em conselhos de administração como os da Equatorial S.A. e Echoenergia, tendo exercido cargos de Diretor-Presidente na Echoenergia, além de passagens pela diretoria de regulação da Equatorial e pelo conselho de administração da Sabesp.
O vice-presidente do conselho, Leonardo Lucas, acumula mais de 25 anos de experiência profissional, com mais de duas décadas dedicadas ao Grupo Equatorial (onde ingressou em 2005). Ele atua como Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Equatorial desde 2019, acumulando também a Diretoria de M&A e Estratégia, além de passagens administrativas em concessionárias como Equatorial Pará, Equatorial Maranhão e CEEE Equatorial.
Por fim, o novo Diretor-Presidente da Copasa, Augusto Dantas Borges, traz mais de 18 anos de trajetória no Grupo Equatorial. Ele teve passagens como CEO da Equatorial Maranhão e diretor na Equatorial Pará, além de assumir em 2021 a presidência da Companhia de Saneamento do Amapá (CSA) — primeira concessão de saneamento do grupo — acumulando simultaneamente a liderança da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).
O que essa mudança de governança muda para quem investe na ação CSMG3?
Para o investidor pessoa física que acompanha a ação CSMG3, a reestruturação da alta cúpula reflete o avanço prático da desestatização da companhia mineira. Com cotação recente em R$ 56,61 e variação de -2,16% no último pregão, a empresa passa a ser gerida por executivos com forte histórico de reestruturação operacional e foco em eficiência privada dentro de grupos de grande porte do setor de utilidade pública.
O acionista deve acompanhar de perto a transição e a execução do plano de negócios da nova gestão. Embora a mudança de controle traga expectativas de ganhos de produtividade e racionalização de custos — marcas registradas da atuação do Grupo Equatorial em outras concessões do país —, o impacto financeiro exato nos resultados trimestrais ainda precisará ser comprovado ao longo dos próximos trimestres por meio da entrega de metas operacionais e financeiras.