A cotação do KNHY11 é atualizada em tempo real durante o pregão da B3, de segunda a sexta-feira das 10h às 18h. O último preço registrado foi de R$ 99,71 por cota em 17 de junho de 2026. Esse valor representa um ágio de apenas 0,5% sobre o valor patrimonial (VP/cota) de R$ 99,18 — calculado com base no informe mensal de março de 2026 — resultando em um P/VP de 1,01. Na prática, o KNHY11 negocia colado ao seu valor patrimonial: não há desconto nem ágio relevante.
O volume médio de negociação em abril de 2026 foi de aproximadamente R$ 2,51 milhões por dia (volume mensal de R$ 50,13 milhões). É uma liquidez alta para o segmento de FIIs de papel high yield — posições de R$ 100 mil saem em fração de um pregão, e até R$ 1 milhão pode ser liquidado em 1 a 2 dias úteis sem impacto significativo no preço. O fundo tem 28.000 cotistas (março de 2026), base que cresceu mais de dez vezes desde 2019 (2.084 cotistas).
O KNHY11 — Kinea High Yield CRI Fundo de Investimento Imobiliário é um fundo imobiliário de papel do segmento de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) de perfil high yield. É gerido pela Kinea Investimentos Ltda. (gestora de ativos alternativos do grupo Itaú Unibanco) e administrado pela Intrag DTVM Ltda. (também do grupo Itaú). Iniciou as operações em junho de 2018 e desde então cresceu de R$ 439 milhões de PL para R$ 3,09 bilhões — tornando-se o maior FII de CRI high yield do mercado brasileiro.
O fundo investe exclusivamente em CRIs de perfil high yield, predominantemente indexados à inflação (IPCA+): ao fim de abril de 2026, 98,8% do PL estava em CRIs IPCA+, com taxa média marcada a mercado (MTM) de IPCA + 12,32% ao ano e prazo médio de 6,4 anos. Os 1,2% restantes estão em CRIs CDI+ e uma pequena posição em cotas de FII. O caixa em Títulos Públicos representa 2,7% do PL.
Atenção importante: o KNHY11 é destinado exclusivamente a investidores qualificados — aqueles com mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras ou aprovados no exame de qualificação da CVM. Não é possível comprar cotas sem essa classificação na corretora. Isso explica por que muitos investidores se deparam com a mensagem de restrição ao tentar adquirir o fundo.
O portfólio do KNHY11 é formado por 112 CRIs (mais 3 cotas de FII) com pulverização extrema — o maior ativo individual representa apenas 3,7% do PL (CRI Autonomy — Edifício Luna, CDI+3,78%, R$ 120,8 mi), e os 10 maiores somam aproximadamente 29% do patrimônio. O índice HHI de concentração é de 0,009 — um dos menores do segmento de papel.
A carteira é diversificada entre vários segmentos imobiliários:
Em termos de série, 60% do PL está em CRIs seniores e 40% em mezanino/subordinados — a parcela subordinada é que carrega taxas mais altas (13 a 15% MTM) e, consequentemente, risco maior.
A taxa média MTM de toda a carteira é de IPCA + 12,32% ao ano, com prazo médio de 6,4 anos e duration de 3,5 anos. As 4,6% em CDI+ têm taxa média de CDI+3,91% MTM. Essas taxas refletem o prêmio típico do crédito imobiliário high yield, muito acima dos CRIs high grade (que giram em torno de IPCA+5 a 7%).
O patrimônio líquido do KNHY11 era de R$ 3,09 bilhões ao fim de março de 2026, com 31.173.083 cotas emitidas e VP por cota de R$ 99,18. O fundo acumula 28.000 cotistas — crescimento de 1.300% desde 2019, impulsionado por emissões sucessivas que mantiveram a cota próxima ao VP.
A taxa de administração é de 1,60% ao ano, englobando a gestão da Kinea e a administração da Intrag. Não há taxa de performance. Essa taxa está acima da média dos grandes FIIs de papel (normalmente entre 1,0% e 1,2%) e é justificada pelo trabalho intensivo de originação, monitoramento e gestão de crédito que a estratégia HY exige. Em março de 2026, a despesa com taxa de administração representou 0,1386% do PL no mês — o que, anualizado, confirma a taxa nominal de 1,60%.
Em termos de alavancagem, o fundo mantém operações compromissadas reversas lastreadas em CRI, equivalentes a cerca de 6,5% do PL — alavancagem moderada, monitorada pela equipe de risco da Kinea. Não há dívida bancária ou obrigações por aquisição como nos FIIs de tijolo.
A Kinea Investimentos Ltda. é a gestora de investimentos alternativos do grupo Itaú Unibanco e uma das maiores e mais respeitadas casas de fundos imobiliários do Brasil. Sua linha de FIIs inclui desde o KNRI11 (híbrido, tijolo e papel), passando pelo KNCR11 (CRI pós-fixado CDI+), KNIP11 (CRI IPCA+ high grade) até o KNHY11 (CRI IPCA+ high yield). O AuM combinado da linha Kinea de FIIs está entre os maiores do mercado.
A administração pela Intrag DTVM (também do grupo Itaú, CNPJ 62.418.140/0001-31) garante robustez operacional e acesso à distribuição do maior banco privado do Brasil. Essa combinação — originação ativa Kinea + infraestrutura Itaú — é um diferencial real num segmento onde a qualidade do deal flow de crédito determina os retornos. A Kinea tem acesso a operações que gestoras menores não conseguem estruturar, o que se reflete na diversidade e qualidade da carteira de 112 CRIs.
Para aprofundar os pontos de atenção e a análise completa do fundo, incluindo os riscos de crédito e a discussão sobre se o KNHY11 vale a pena para seu perfil, veja a página de análise do KNHY11. Detalhes sobre o histórico e sustentabilidade dos dividendos estão na página de dividendos do KNHY11.
O KNHY11 é o Kinea High Yield CRI FII, um fundo imobiliário de papel (CRIs) gerido pela Kinea Investimentos (grupo Itaú) e administrado pela Intrag DTVM. Com PL de R$ 3,09 bilhões e 112 CRIs, é o maior FII de CRI high yield do Brasil, com 98,8% do portfólio em CRIs IPCA+12,32% MTM.
É um fundo de papel. O KNHY11 investe exclusivamente em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) de perfil high yield e, em pequena parte, em cotas de FII. Não há imóveis físicos na carteira — a renda vem dos juros pagos pelos CRIs.
A taxa de administração é de 1,60% ao ano, englobando a gestão (Kinea) e a administração (Intrag). Não há taxa de performance. É uma taxa acima da média do segmento de papel, justificada pela gestão ativa de crédito high yield.
Apenas investidores qualificados — aqueles com mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras ou aprovados no exame de qualificação da CVM. Se não consegue comprar na corretora, verifique se sua conta tem a classificação de qualificado. O KNIP11 (mesma gestora, high grade, público geral) pode ser uma alternativa.
Com cotação de R$ 99,71 e VP de R$ 99,18 (mar/2026), o P/VP é de 1,01 — praticamente sem ágio ou desconto. O investidor não compra o KNHY11 com desconto patrimonial; o retorno vem inteiramente do carrego dos CRIs (DY 13,3% ao ano).
O KNHY11 investe em CRIs de perfil high yield, 98,8% indexados ao IPCA com taxa média MTM de IPCA+12,32%. Os setores são: residencial pulverizado (home equity, 36,7%), residencial em desenvolvimento (18,6%), logístico (13,2%), escritórios (9,4%), shoppings (6,2%) e outros (15,8%). São 112 CRIs com máxima diversificação — maior posição é 3,7% do PL.