KNHY11 Dividendos: Histórico, DY 13,3% e Renda Mensal

Quanto o KNHY11 paga de dividendos por cota?

O KNHY11 — Kinea High Yield CRI FII — distribuiu R$ 1,30 por cota referente a maio de 2026, com data-base em 29 de maio e pagamento em 12 de junho de 2026. Foi a maior distribuição do fundo em 2026 até essa data, impulsionada pelo repique da inflação nos meses anteriores. O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses é de 13,3% ao ano, calculado sobre a cotação de R$ 99,71 (17/06/2026) — um dos rendimentos mais elevados entre os FIIs de papel de grande porte da B3.

O KNHY11 paga rendimentos mensais desde o início do fundo em junho de 2018, sem interrupção. A distribuição ocorre sempre no mês seguinte à competência (geralmente entre os dias 11 e 14). O rendimento é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que torna o DY de 13,3% uma taxa líquida — equivalente a um retorno bruto de aproximadamente 15,6% ao ano em uma aplicação tributável à alíquota de 15%.

Vale ressaltar, no entanto, que o dividendo mensal do KNHY11 não é fixo: ele oscila de mês a mês conforme a inflação corrente, já que 98,8% do portfólio está em CRIs indexados ao IPCA. Em fevereiro de 2026 — um mês de IPCA relativamente baixo — a distribuição caiu para R$ 0,90/cota. Já em abril de 2025, com inflação mais alta, o fundo chegou a pagar R$ 1,40/cota. Essa variabilidade é a principal característica do fundo: não é uma renda previsível mês a mês, mas um hedge inflacionário potente no longo prazo.

Histórico de dividendos do KNHY11: a dinâmica do IPCA defasado

Para entender o histórico de dividendos do KNHY11, é preciso compreender como a indexação ao IPCA funciona na prática. Os CRIs que compõem a carteira atualizam sua remuneração com base no IPCA publicado, mas com uma defasagem de aproximadamente dois meses. Isso significa que um mês de inflação alta em janeiro/fevereiro só aparece no dividendo de março/abril — e vice-versa.

Em 2024, o fundo pagou dividendos entre R$ 1,00 e R$ 1,24/cota por mês. O pico do período foi R$ 1,24 em março de 2024. Entre julho e outubro de 2024, a distribuição recuou para a faixa de R$ 1,00–1,12, refletindo meses de inflação mais baixa. Em dezembro de 2024, o DPS foi de R$ 1,10.

2025: de R$ 1,40 ao piso de R$ 0,97

Em 2025, a variabilidade foi ainda mais pronunciada. Os meses de inflação mais alta no início do ano levaram o dividendo para R$ 1,40/cota em abril de 2025 — o pico histórico recente — e R$ 1,35 em maio e R$ 1,30 em junho e julho. A partir de setembro, com o IPCA desacelerando, a distribuição recuou: R$ 1,00 em setembro e outubro, R$ 0,97 em novembro de 2025 (piso do ano) e R$ 1,00 em dezembro.

2026: recuperação com o repique da inflação

Em 2026, a trajetória se inverteu novamente. Janeiro pagou R$ 0,96, fevereiro chegou ao piso de R$ 0,90/cota (o menor dos últimos 12 meses), reflexo dos meses de IPCA mais baixo de dezembro/2025 e janeiro/2026 chegando defasados. A partir de março, o repique inflacionário voltou: R$ 1,10 em março, R$ 1,15 em abril e R$ 1,30 em maio de 2026. Essa volatilidade — de R$ 0,90 a R$ 1,30 em poucos meses — é o comportamento esperado de um fundo 98,8% IPCA+.

O dividendo do KNHY11 é sustentável?

Sim, com a qualificação de que sustentável aqui significa sustentado pelo carrego da carteira de CRIs, não por um valor fixo. O portfólio do KNHY11 carrega 112 CRIs com taxa média marcada a mercado de IPCA + 12,32% ao ano e prazo médio de 6,4 anos. Essa taxa de carrego, aplicada sobre um PL de R$ 3,09 bilhões, gera resultado bruto mensal robusto — superior ao que é distribuído na maioria dos meses.

O resultado acumulado por cota em 2026 (apurado até abr/26) ficou em média superior à distribuição mensal, o que significa que o fundo retém uma pequena reserva. Em abril de 2026, o caixa em Títulos Públicos era de R$ 88,2 milhões (2,7% do PL) e a reserva acumulada não distribuída era de R$ 0,14/cota. Não há sinais de distribuição além da geração real — ao contrário de alguns FIIs de tijolo, o KNHY11 distribui o que gera.

Risco de crédito como fator de sustentabilidade

O principal risco para a sustentabilidade do dividendo não é um possível corte discricionário pela gestão, mas sim um eventual estresse no crédito da carteira. Em abril de 2026, a gestora Kinea informou a necessidade de maior provisionamento dos CRIs do Projeto Residencial Campinas (empreendimento da Construtora Patriani, transferido para a Tarjab): as obras foram concluídas e o Habite-se foi obtido, com amortização esperada nos meses seguintes. Foi um evento pontual, mas ilustra o tipo de risco que pode pressionar o resultado em carteiras high yield.

Num cenário de estresse macro imobiliário mais amplo, com inadimplência crescente em projetos residenciais e home equity, o DPS poderia recuar para a faixa de R$ 0,80 a R$ 0,90/cota. Mas a diversificação extrema — maior posição é apenas 3,7% do PL — limita o impacto de eventos individuais. Um único CRI inadimplente dificilmente move o resultado do mês de forma significativa.

Dividend yield de 13,3%: o prêmio do crédito imobiliário high yield

O DY de 13,3% ao ano do KNHY11 é expressivo mesmo em comparação com a Selic de 14,5%. Considerando a isenção de IR para PF, o equivalente bruto chega a 15,6% ao ano — acima do CDI líquido pós-IR de 12,3%. Esse é um diferencial relevante que explica o interesse crescente no fundo, que passou de 2.084 cotistas em 2019 para 28.000 em 2026.

A principal fonte desse prêmio é o risco de crédito high yield: o fundo investe em CRIs com taxas MTM de 11% a 15% ao ano, muito acima dos CRIs high grade. Em contrapartida, os devedores têm risco de crédito mais elevado — projetos em desenvolvimento, home equity, operações corporativas de médio porte. A Kinea mitiga esse risco via pulverização (112 CRIs) e estruturas robustas de garantia (alienação fiduciária, cessão fiduciária, subordinação, aval).

Para situar o DY no contexto do segmento: o KNIP11 (CRI IPCA+ high grade, mesma gestora) tem DY próximo de 11%; o KNCR11 (CRI CDI+, pós-fixado da Kinea) fica em torno de 13,5% mas em CDI, não em IPCA+. O KNHY11 entrega o maior DY da linha Kinea justamente porque aceita mais risco de crédito — e esse trade-off é o coração da tese. Detalhes sobre se o KNHY11 vale a pena estão na nossa página de análise.

Histórico completo de dividendos do KNHY11 (30 meses)

CompetênciaRendimento/cotaDY no mêsPreço-baseData-comPagamento
2026-05R$ 1,31,293%R$ 100,552026-05-292026-06-12
2026-04R$ 1,151,151%R$ 99,912026-05-14
2026-03R$ 1,11,097%R$ 100,252026-04-14
2026-02R$ 0,90,91%R$ 98,942026-03-12
2026-01R$ 0,960,961%R$ 99,912026-02-12
2025-12R$ 1,01,004%R$ 99,562026-01-14
2025-11R$ 0,970,985%R$ 98,442025-12-11
2025-10R$ 1,01,02%R$ 98,032025-11-13
2025-09R$ 1,00,999%R$ 100,082025-10-13
2025-08R$ 1,31,289%R$ 100,832025-09-11
2025-07R$ 1,31,289%R$ 100,882025-08-13
2025-06R$ 1,31,286%R$ 101,062025-07-11
2025-05R$ 1,351,352%R$ 99,842025-06-12
2025-04R$ 1,41,367%R$ 102,392025-05-14
2025-03R$ 1,231,23%R$ 100,02025-04-11
2025-02R$ 1,11,107%R$ 99,332025-03-17
2025-01R$ 1,21,278%R$ 93,892025-02-13
2024-12R$ 1,11,099%R$ 100,052025-01-14
2024-11R$ 1,051,088%R$ 96,52024-12-12
2024-10R$ 1,00,981%R$ 101,912024-11-13
2024-09R$ 1,00,964%R$ 103,732024-10-11
2024-08R$ 1,030,975%R$ 105,632024-09-12
2024-07R$ 1,121,066%R$ 105,092024-08-13
2024-06R$ 1,051,0%R$ 104,952024-07-11
2024-05R$ 1,051,002%R$ 104,82024-06-13
2024-04R$ 1,161,098%R$ 105,612024-05-14
2024-03R$ 1,241,154%R$ 107,472024-04-11
2024-02R$ 1,151,089%R$ 105,612024-03-13
2024-01R$ 1,21,131%R$ 106,12024-02-15
2023-12R$ 1,050,996%R$ 105,42024-01-12

Perguntas frequentes

O KNHY11 paga dividendos mensais?

Sim. O KNHY11 distribui rendimentos mensalmente desde junho de 2018, sem interrupção. O pagamento ocorre geralmente entre os dias 11 e 14 do mês seguinte à competência, com a data-com no último dia útil do mês de referência.

Qual o último dividendo do KNHY11?

O último dividendo foi de R$ 1,30/cota, referente a maio de 2026, pago em 12 de junho de 2026. Foi a maior distribuição do ano até então, impulsionada pelo repique da inflação nos meses anteriores (IPCA de fev/26 de 0,70% e mar/26 de 0,88% chegando defasados).

Qual o dividend yield do KNHY11?

O DY acumulado nos últimos 12 meses é de 13,3% ao ano (sobre cotação de R$ 99,71 em 17/06/2026). Como o rendimento é isento de IR para PF, equivale a cerca de 15,6% bruto em uma aplicação tributável. O DY recorrente (excluindo distribuições excepcionais) é de 12,13%.

Por que o dividendo do KNHY11 varia tanto a cada mês?

Porque 98,8% do portfólio está em CRIs indexados ao IPCA, e a atualização chega com defasagem de ~2 meses. Em meses de inflação baixa, o DPS recua (mínimo de R$ 0,90 em fev/26); em meses de inflação alta, sobe (máximo de R$ 1,40 em abr/25). É um hedge inflacionário real, não uma renda fixa.

O dividendo do KNHY11 é isento de IR?

Sim, para pessoas físicas. O KNHY11 cumpre os requisitos da Lei 11.033/2004: mais de 50 cotistas (28.000 em mar/26) e nenhum cotista com 10% ou mais das cotas. A isenção eleva o DY de 13,3% nominal para equivalente a ~15,6% bruto.

O dividendo do KNHY11 pode cair ainda mais?

Pode oscilar, mas não deve cair de forma estrutural enquanto o carrego da carteira (IPCA+12,32% em 112 CRIs) se mantiver. Em cenários de inflação muito baixa, o DPS pode recuar para R$ 0,85–1,00. Um evento de crédito amplo no setor imobiliário seria o risco mais relevante, mas a diversificação extrema limita o impacto de casos individuais.

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