A cotação do MXRF11 é atualizada em tempo real durante o pregão da B3, das 10h às 17h30 (horário de Brasília). O último fechamento registrado foi em R$ 9,70 por cota (09/06/2026). O volume médio diário de negociação nos últimos 21 pregões é de R$ 14,1 milhões — um dos dez maiores entre todos os fundos imobiliários brasileiros, o que garante entrada e saída de posições sem impacto relevante de preço para a grande maioria dos investidores.
Em relação ao valor patrimonial, a cota negocia com um ágio de 4,6% (P/VP de 1,05): o valor patrimonial por cota (VP) calculado no fechamento de março/2026 é de R$ 9,37, enquanto o preço de mercado fica ao redor de R$ 9,70. Esse prêmio é característico do MXRF11 há vários anos e reflete a demanda estrutural do varejo brasileiro — mas é um dado importante para quem avalia a relação preço/patrimônio antes de investir. Para comparar com análises de preço justo e saber se vale a pena no momento, consulte a seção de análise do fundo.
O MXRF11, formalmente chamado de Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário, é um fundo imobiliário de gestão ativa negociado na B3 sob o código MXRF11. Lançado em 13 de abril de 2012, é um dos mais antigos e populares do mercado brasileiro — e o FII com o maior número de cotistas pessoa física do Brasil: 1.402.221 investidores registrados até fevereiro de 2026, número que continua crescendo.
O fundo se enquadra na categoria híbrido, com exposição predominante em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), complementada por cotas de outros FIIs e operações de permuta financeira. A classificação ANBIMA é FII TVM Gestão Ativa — TVM. O público-alvo é investidores em geral (ICVM 400), sem restrição de valor mínimo de aplicação — basta comprar ao menos uma cota na B3 por qualquer corretora.
Porque a maior parte do patrimônio está alocada em papéis — especificamente em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), que são títulos de dívida lastreados em contratos imobiliários. Diferentemente dos FIIs de tijolo, que possuem imóveis físicos (galpões, shoppings, lajes corporativas), o MXRF11 empresta dinheiro para projetos imobiliários e recebe juros. Essa estrutura confere maior previsibilidade de renda mensal, mas também exposição a riscos de crédito e variação de juros.
O patrimônio líquido do MXRF11 era de R$ 4,31 bilhões em março de 2026, distribuídos em três grandes blocos de ativos. O principal, com 79,1% do PL, são os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários): aproximadamente 90 títulos, sendo 62% indexados a IPCA+ com taxa média de 8,71% ao ano e 6,9% a CDI+. A taxa de carregamento a mercado (MtM) do book de CRIs é de 9,73% ao ano, com LTV médio de 55% nas garantias imobiliárias e spread de crédito de 160 bps sobre a curva livre.
O segundo bloco são cotas de outros FIIs (11,8% do PL), usadas como alocação tática pela gestora XP Vista. Os principais são GARE11 (Guardian Real Estate, R$ 134,9 milhões), LPLP11 (LPL Properties, R$ 118,3 milhões), Unidades Helbor (R$ 46 milhões, adquirido em fevereiro/2026) e MCLO11. Essa parcela adiciona exposição a imóveis físicos de forma indireta — mas também uma camada extra de taxas de administração dos FIIs subjacentes.
O terceiro bloco são as permutas financeiras (8,3% do PL, R$ 374,2 milhões) em 13 empreendimentos residenciais de alto padrão em São Paulo — Brooklin, Itaim Bibi, Pinheiros, Vila Nova Conceição, Morumbi, Jardim Europa e Campo Belo. A rentabilidade-alvo dessas operações é de INCC + 13,13% ao ano. O fluxo das permutas é concentrado no período do Habite-se (70 a 80% do recebível), o que gera sazonalidade de receita — mas oferece diversificação real além do livro de CRIs.
A concentração da carteira é extremamente baixa. O índice HHI (Herfindahl-Hirschman) é de 0,0145 — na prática, isso significa que nenhum devedor individual domina o portfólio. O maior CRI (Birmann 32 — edifício corporativo em Faria Lima) representa apenas 3,64% do PL. Os cinco maiores CRIs somam 15% do PL, e os dez maiores cobrem 24,8%. Entre os devedores estão Arcelor Mittal, CSN (rating AAA pela Fitch), Mercado Livre, Assaí Atacadista, GPA e FEMSA — empresas com receita operacional que sustentam os contratos sem depender exclusivamente do imóvel em garantia.
O MXRF11 é gerido pela XP Vista Asset Management Ltda. (CNPJ 16.789.525/0001-98), divisão de gestão ativa do grupo XP Inc. A XP Vista assumiu formalmente o mandato da gestora original (XP Gestão de Recursos) e mantém portal de RI dedicado (mxrf.xpasset.com.br). A nota interna de gestora atribuída pela análise do Rico aos Poucos é 8,0 de 10 — MUITO BOA: 14 anos de track record sem escândalos, relatórios gerenciais mensais detalhados e equipe especializada em CRIs.
A administração é responsabilidade do BTG Pactual Serviços Financeiros DTVM (CNPJ 59.281.253/0001-23), que migrou para o cargo em 2023, substituindo a XP Investimentos CCTVM. O BTG também atua como custodiante e escriturador. A auditoria independente é realizada pela Ernst & Young. Essa combinação XP Vista na gestão + BTG na administração é considerada uma das mais conservadoras e profissionalizadas do mercado de FIIs.
O MXRF11 tem 460,27 milhões de cotas em circulação (março/2026), resultado de 11 emissões primárias desde o IPO em 2012. O patrimônio líquido evoluiu de R$ 2,85 bilhões em dezembro/2023 para R$ 4,31 bilhões em março/2026 — crescimento de 51% em pouco mais de dois anos, impulsionado pelas emissões e pela valorização dos ativos. O VP por cota (valor patrimonial) é de R$ 9,37 (última divulgação: março/2026).
No histórico de preços registrado desde 2016, a mínima histórica foi de R$ 8,36 em dezembro de 2016 — antes da grande popularização do fundo — e a máxima histórica foi de R$ 14,32 em dezembro de 2019, no pico pré-pandemia, quando os juros estavam em mínimas históricas no Brasil. Nos últimos 24 meses, a cota oscilou entre R$ 9,16 (mínima de outubro/2024) e R$ 10,33 (máxima de outubro/2025), com volatilidade anualizada de 9,12% — baixa para o padrão de fundos imobiliários.
O maior drawdown dos últimos 24 meses foi de -14,66%, registrado em dezembro de 2024 — durante o pior momento do ciclo de alta da Selic para os FIIs. A cota se recuperou em aproximadamente 10 meses, evidenciando a resiliência da base de cotistas e a demanda estrutural do varejo pelo ativo.
Para informações sobre os dividendos mensais do MXRF11, histórico de rendimentos e DY, consulte a página de dividendos do fundo. Para a análise completa de valuation e recomendação de compra ou venda, acesse a página de análise.
O MXRF11 (Maxi Renda FII) é um fundo imobiliário de papel gerido pela XP Vista Asset Management, com administração do BTG Pactual DTVM. Investe principalmente em CRIs (79,1% do PL), complementados por FIIs táticos (11,8%) e permutas financeiras em SP (8,3%). É o FII com mais cotistas pessoa física do Brasil: 1,40 milhão.
O P/VP atual é de 1,05 — a cota negocia com ágio de 4,6% sobre o valor patrimonial (VP de R$ 9,37 em março/2026). É atípico para FIIs de papel, que normalmente negociam com desconto de 3 a 15% sobre o VP.
É fundo de papel. 79,1% do patrimônio está em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), complementado por FIIs táticos (11,8%) e permutas financeiras (8,3%). Não possui imóveis físicos próprios.
0,90% ao ano sobre o PL, sem taxa de performance. Representa aproximadamente R$ 38,8 milhões anuais, divididos entre XP Vista Asset (gestão) e BTG Pactual DTVM (administração). Está acima da mediana do setor (0,7 a 0,8%).
1.402.221 cotistas pessoa física em fevereiro/2026 — o maior número entre todos os fundos imobiliários do Brasil. São 460,27 milhões de cotas emitidas ao longo de 11 emissões primárias desde o IPO em abril/2012.
A máxima histórica foi R$ 14,32 em dezembro/2019, no pico pré-pandemia com Selic em mínimas históricas. A mínima histórica foi R$ 8,36 em dezembro/2016. Nos últimos 24 meses, a cota oscilou entre R$ 9,16 e R$ 10,33.