O DEVA11 — formalmente Devant Recebíveis Imobiliários Fundo de Investimento Imobiliário — é um fundo imobiliário de papel do segmento CRI high yield multicategoria, negociado na B3 sob o código DEVA11. A cotação é atualizada em tempo real durante o pregão; o último fechamento registrado foi de R$ 17,30 em 09/06/2026. O preço atual pode ser consultado diretamente no topo desta página, onde o valor é recarregado automaticamente a cada minuto durante o horário de funcionamento da bolsa.
Com 14,04 milhões de cotas em circulação e patrimônio líquido de R$ 1,38 bilhão (base janeiro de 2026), o DEVA11 é um fundo de porte médio-grande no segmento de papel. O VP (valor patrimonial) por cota é de R$ 98,08, o que coloca o P/VP em 0,18 — o mais baixo do grupo de pares de alta rentabilidade, refletindo um desconto de mais de 80% sobre o patrimônio. Para entender por que esse desconto existe e se representa oportunidade ou armadilha, consulte a análise completa.
O DEVA11 é um fundo imobiliário de papel — ou seja, não possui imóveis físicos. Seu patrimônio é composto por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que são títulos de crédito lastreados em dívidas do setor imobiliário. O mandato é voltado para o segmento high yield: CRIs de maior risco e maior spread, em nichos que a maioria dos fundos conservadores evita.
A carteira tem 66 CRIs distribuídos em 16 estados brasileiros, com taxa média ponderada de IPCA+ 10,66% ao ano e duration de 3,2 anos. A alocação por setor concentra-se em dois segmentos historicamente voláteis: multipropriedade (35,9%) e loteamento (37,3%), que juntos somam 73% do portfólio. Os demais 27% estão distribuídos entre incorporação vertical residencial (15,4%), corporativo (21%) e industrial (2,2%).
Além dos CRIs, o fundo mantém participações em outros FIIs: DVFF11 (2,7% do PL) e DPRO11 (0,5%), ambos da própria Devant Asset. O caixa e renda fixa equivalem a 5,5% do patrimônio, com R$ 75,2 milhões em títulos públicos e fundos de renda fixa no balanço de janeiro de 2026.
O DEVA11 foi constituído em 26 de agosto de 2020, com a primeira emissão de 200 mil cotas a R$ 100 cada. A estreia na B3 ocorreu em 25/11/2020, e o fundo cresceu rapidamente por meio de sucessivas emissões ao longo de 2021, chegando ao pico de patrimônio de R$ 1,4 bilhão com base de cotistas próxima de 94 mil pessoas em 2024.
Hoje, o cenário é diferente. O patrimônio líquido é de R$ 1,38 bilhão (janeiro de 2026), com 80.230 cotistas — uma queda de 15% em 12 meses, o que evidencia saída consistente de investidores mesmo com a cotação já deprimida. O número de cotas em circulação permanece em 14,04 milhões desde a última emissão.
Em termos de histórico de preços, o fundo registrou sua máxima de R$ 155,00 em novembro de 2020, logo após o IPO, num ambiente de juros baixos que favorecia os FIIs. A mínima histórica atingida foi de R$ 18,27 (referência de análise de mai/2026), com a cotação ainda pressionada para baixo na sequência. A queda acumulada desde o pico é de aproximadamente 87% — uma das mais severas entre os FIIs de papel listados na B3. O retorno total, incluindo os cerca de R$ 65 distribuídos em dividendos ao longo de 69 meses, resulta em retorno global negativo de aproximadamente -15% para quem entrou no IPO.
O DEVA11 é gerido pela Devant Asset Investimentos (CNPJ 28.363.263/0001-84), gestora independente especializada em crédito estruturado, fundada em 2017. A Devant Asset também administra o DPRO11 (FII logístico) e o DVFF11 (fundo de fundos). O foco da casa é historicamente em CRIs com lastro pulverizado nos segmentos de loteamento, multipropriedade e incorporação.
A trajetória da Devant no DEVA11 inclui um período de forte ativismo jurídico a partir de 2023: ações judiciais contra a securitizadora Fortesec por falta de transparência em AGTs, execuções de garantias e, em dezembro de 2023, a destituição de três administradores da gestora em meio à crise — evento material para a governança da casa. A gestora manteve o mandato do DEVA11, mas opera desde então com comunicação reduzida: o último Relatório Gerencial publicado regularmente data de janeiro de 2026.
A administração fiduciária e custódia são realizadas pela Vórtx DTVM. O auditor independente para o exercício de 2025 é a Grant Thornton — que substituiu a RSM, responsável pela abstenção de opinião nas demonstrações de 2022. O CNPJ do fundo é 37.087.810/0001-37 e o código ISIN é BRDEVACTF000.
A estrutura de taxas é competitiva para o segmento high yield, mas é o único componente positivo numa análise que, no geral, aponta para deterioração. O fundo não tem alavancagem (LTV 0%), o que impede que a situação deteriore pelo lado financeiro — único ponto francamente positivo da estrutura.
O DEVA11 é um fundo de papel (CRI), não de tijolo (imóveis físicos). Não há imóveis para visitar, vacância para medir nem receitas de locação. O rendimento depende exclusivamente do pagamento dos 66 CRIs que compõem a carteira — e, neste momento, apenas cerca de 25% deles honram os pagamentos regularmente.
As perguntas mais frequentes sobre o fundo — DEVA11 é um bom investimento? O que está acontecendo? Vai se recuperar? — têm respostas que dependem de uma compreensão clara do que está em jogo. Em resumo: o fundo está em modo de recuperação de crédito, com rendimentos parcialmente financiados por reservas de caixa e o desfecho dependendo de processos judiciais que levarão 2 a 3 anos.
Para rendimentos e dividend yield histórico, consulte a seção de dividendos dedicada, onde detalhamos o histórico mês a mês e a sustentabilidade do patamar atual. Para a avaliação completa sobre se vale a pena investir agora, o preço justo calculado e os riscos específicos, acesse a análise completa do DEVA11.
A cotação do DEVA11 é atualizada em tempo real durante o pregão da B3, diretamente no topo desta página. O último fechamento registrado foi de R$ 17,30 em 09/06/2026. O preço recarrega automaticamente a cada minuto nos dias úteis.
Papel. O DEVA11 investe exclusivamente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), não em imóveis físicos. Seu rendimento vem dos juros pagos pelos devedores dos 66 CRIs na carteira — o que torna o fundo muito dependente da adimplência desses devedores.
O P/VP do DEVA11 é de 0,18 (cotação R$ 17,30 ÷ VP/cota R$ 98,08), representando um desconto de mais de 80% sobre o valor patrimonial. É o P/VP mais baixo entre os pares de FII de papel high yield — o desconto extremo reflete deterioração dos fundamentos, não uma anomalia de mercado a ser arbitrada.
A gestora é a Devant Asset Investimentos Ltda (CNPJ 28.363.263/0001-84). A administração fiduciária é realizada pela Vórtx DTVM. Em dezembro de 2023, três administradores da Devant Asset foram destituídos em meio à crise da carteira; a gestora manteve o mandato mas opera com comunicação limitada desde então.
O CNPJ do DEVA11 (Devant Recebíveis Imobiliários FII) é 37.087.810/0001-37. Atenção: o CNPJ 42.922.127/0001-08 pertence ao DPRO11 (Devant Properties), que é um fundo logístico distinto da mesma gestora.
O DEVA11 tinha 80.230 cotistas em maio de 2026, com 14,04 milhões de cotas em circulação. A base de cotistas caiu aproximadamente 15% em 12 meses (de cerca de 94 mil para 80 mil), indicando saída consistente de investidores mesmo com a cotação já próxima da mínima histórica.