BCRI11 — Banestes Recebíveis Imobiliários FII - Responsabilidade Limitada

(Banestes DTVM — gestão única desde 2015)

Segmento: Papel (CRI) — High Yield · Cotação R$ 57,5 · P/VP 0,6738 · VP/cota R$ 85,34 · Patrimônio R$ 534 Mi · 40.219 cotistas

O que é o BCRI11

O BCRI11 (Banestes Recebíveis Imobiliários FII - Responsabilidade Limitada) é um fundo imobiliário do segmento Papel (CRI) — High Yield. (Banestes DTVM — gestão única desde 2015)

Fundo que empresta dinheiro a empresas com garantia imobiliária em operações de alto risco, gerido pelo banco público Banestes há mais de uma década sem taxa de performance. Fique atento: parte da carteira está em inadimplência ou negociação judicial de garantias.

Esta página é a ficha do BCRI11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.

Números do BCRI11 em 2026

  • Patrimônio líquido: R$ 534 Mi
  • Valor patrimonial por cota: R$ 85,34
  • Número de cotistas: 40.219

Composição da carteira

  • Corporativo: 50%
  • Residencial: 15%
  • Pulverizado: 12%
  • Shopping: 8%
  • Logístico: 8%
  • Loteamento: 7%

Taxas

  • Taxa de Administração: 1,0% a.a.
  • Taxa de Performance: N/A
  • Benchmark: IGP-M + 6% a.a.
  • Administrador: BRL Trust

Gestora

Gestão: Banestes DTVM S.A..

A Banestes DTVM, gestora do fundo desde sua constituição em maio/2015, é a distribuidora de títulos e valores mobiliários do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), banco estatal de economia mista. A administração fiduciária era originalmente exercida pelo Banco Fator S.A. (até 2018), com migração para a BRL Trust DTVM (hoje grupo Apex). Custódia e escrituração também ficam com a BRL Trust desde a transição.

A gestão é considerada transparente e ativa: lives mensais com cotistas, relatórios detalhados com perfil individual de cada CRI, monitoramento explícito das obras (Pinheiro de Sá, Felicitá, Impegno) e ações de recuperação reportadas mês a mês. Em 2025, recuperou R$ 7 MI do CRI Skanix, liquidou antecipadamente o CRI Thermas São Pedro e reciclou R$ 52 MI em novos CRIs (~10% do PL). Em 2026, segue ativa na renegociação dos casos PESA, WAM, Casa & Vídeo e Correios. Sem performance fee — o que é raro para High Yield e melhora o resultado líquido para o cotista.

  • Tipo: DTVM do Banestes (banco estatal ES)
  • Anos no fundo: 11 anos (desde maio/2015)
  • PL sob gestão: R$ 533 Mi
  • Track 2025: 137,41% do CDI

Ver a análise da gestora Banestes DTVM S.A. →

Carteira do BCRI11: no que o fundo investe

AtivoLocalização% do PLOcupação
cri-direcional6,8%
cri-sendas5,9%
cri-rede-dor-vii5,2%
cri-villa-xp3,5%
cri-trisul3,4%
cri-pesa3,7%
cri-eco-resort3,2%
cri-zavit3,0%
cri-felicita2,9%
cri-almeida-junior2,8%
cri-atacadao2,7%
cri-wam2,5%
cri-gvi1,9%
cri-correios1,4%
cri-skanix1,2%
cri-kroton1,1%
cri-casa-video0,8%
cri-artenge0,8%
cri-br-distribuidora0,7%
deva111,1%
hctr110,8%
vslh110,6%
soberano-rf4,2%
compromissadas-cri3,7%

Concentração e diversificação

QuebraParticipação
Por indexadorIPCA+ 85,0% · CDI+ 7,0% · IGP-M 1,1% · %CDI 7,9%

Preço, P/VP e valor patrimonial

Cota negociada a ~R$ 63,00 contra VP de R$ 85,05desconto de 26%. Desconto reflete: 14,21% da carteira em waiver/inadimplência, IGP-M 12m só +0,61% (vs benchmark IGP-M+6%) e Selic ainda em 15%. Margem de segurança patrimonial relevante para quem aceita o perfil HY.

último fechamento R$ 57,5 · mínima histórica R$ 56,0 · máxima R$ 133,1 · valor patrimonial por cota R$ 85,34.

Liquidez e negociação

Volume médio diário (21 pregões) de r$ 495.594 · média de 12 meses de r$ 504.917.

Liquidez baixa-média. Posição de R$ 100k leva ~1 dia útil para sair sem mover preço; R$ 1M leva ~10 dias; R$ 10M leva ~101 dias. Adequada para investidor PF até R$ 1M. Acima disso, exige saída fragmentada.

Trajetória do BCRI11

Em 11 anos de história, o BCRI11 cresceu de R$ 49 Mi de PL (mai/2016) para mais de R$ 532 Mi atuais, passando por 9 emissões de cotas. Acumulou ~R$ 97,50/cota em distribuições desde mar/2017 (histórico parcial — falta 2015/2016 e parte 2026), mas a cota de mercado recuou de R$ 100 (IPO) para ~R$ 63,00 (mai/2026). A queda da cota reflete o ciclo de juros altos (Selic em 15%), inadimplências nos CRIs HY do segmento mid-risk e a desvalorização das posições residuais em FIIs HY. A gestão Banestes tem sido ativa e transparente, com lives mensais e relatórios detalhados.

PeríodoO que aconteceu
IPOConstituição como Banestes Recebíveis Imobiliários FII pelo Banestes DTVM, com administração inicial do Banco Fator.
FORMAÇÃOPrimeiras emissões para construir a carteira inicial. Migração da administração do Banco Fator para BRL Trust em 2018.
EXPANSÃOPeríodo de captação acelerada — 9 emissões realizadas, encerrando em jul/2021 com R$ 200 Mi captados na 9ª emissão. PL chega a R$ 650 Mi.
CICLO DE RISCOSelic sobe para 13,75% e depois 15%, pressionando FIIs de papel. Primeiras inadimplências aparecem (Kroton, Artenge, BR Distribuidora). DPS cai de R$ 1,47 (jun/22) para R$ 0,69 (jul/23).
RENEGOCIAÇÕESGestão intensifica trabalho de renegociação e recuperação. PESA, GVI, WAM, Skanix e Casa & Vídeo passam por waivers e/ou judicialização. DPS estabiliza em torno de R$ 0,75-0,84.
RECUPERAÇÃOAno de recuperação — 137,41% do CDI líquido entregue. Carteira reciclada com R$ 52 Mi em novos CRIs (10% do PL). DPS sobe para R$ 0,92 em outubro.
ATUALIGP-M 12m em apenas +0,61% — muito abaixo do benchmark IGP-M+6%. DPS encadeou 6 meses de queda, fechando abr/26 em R$ 0,70. CRI PESA com prazo de venda do galpão em 29/05/2026 — evento decisivo. Caixa reforçado em R$ 36,99 Mi (6,96% PL) preserva sustentabilidade.

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