(Banestes DTVM — gestão única desde 2015)
Segmento: Papel (CRI) — High Yield · Cotação R$ 57,5 · P/VP 0,6738 · VP/cota R$ 85,34 · Patrimônio R$ 534 Mi · 40.219 cotistas
O BCRI11 (Banestes Recebíveis Imobiliários FII - Responsabilidade Limitada) é um fundo imobiliário do segmento Papel (CRI) — High Yield. (Banestes DTVM — gestão única desde 2015)
Fundo que empresta dinheiro a empresas com garantia imobiliária em operações de alto risco, gerido pelo banco público Banestes há mais de uma década sem taxa de performance. Fique atento: parte da carteira está em inadimplência ou negociação judicial de garantias.
Esta página é a ficha do BCRI11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.
Gestão: Banestes DTVM S.A..
A Banestes DTVM, gestora do fundo desde sua constituição em maio/2015, é a distribuidora de títulos e valores mobiliários do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), banco estatal de economia mista. A administração fiduciária era originalmente exercida pelo Banco Fator S.A. (até 2018), com migração para a BRL Trust DTVM (hoje grupo Apex). Custódia e escrituração também ficam com a BRL Trust desde a transição.
A gestão é considerada transparente e ativa: lives mensais com cotistas, relatórios detalhados com perfil individual de cada CRI, monitoramento explícito das obras (Pinheiro de Sá, Felicitá, Impegno) e ações de recuperação reportadas mês a mês. Em 2025, recuperou R$ 7 MI do CRI Skanix, liquidou antecipadamente o CRI Thermas São Pedro e reciclou R$ 52 MI em novos CRIs (~10% do PL). Em 2026, segue ativa na renegociação dos casos PESA, WAM, Casa & Vídeo e Correios. Sem performance fee — o que é raro para High Yield e melhora o resultado líquido para o cotista.
| Ativo | Localização | % do PL | Ocupação |
|---|---|---|---|
| cri-direcional | — | 6,8% | — |
| cri-sendas | — | 5,9% | — |
| cri-rede-dor-vii | — | 5,2% | — |
| cri-villa-xp | — | 3,5% | — |
| cri-trisul | — | 3,4% | — |
| cri-pesa | — | 3,7% | — |
| cri-eco-resort | — | 3,2% | — |
| cri-zavit | — | 3,0% | — |
| cri-felicita | — | 2,9% | — |
| cri-almeida-junior | — | 2,8% | — |
| cri-atacadao | — | 2,7% | — |
| cri-wam | — | 2,5% | — |
| cri-gvi | — | 1,9% | — |
| cri-correios | — | 1,4% | — |
| cri-skanix | — | 1,2% | — |
| cri-kroton | — | 1,1% | — |
| cri-casa-video | — | 0,8% | — |
| cri-artenge | — | 0,8% | — |
| cri-br-distribuidora | — | 0,7% | — |
| deva11 | — | 1,1% | — |
| hctr11 | — | 0,8% | — |
| vslh11 | — | 0,6% | — |
| soberano-rf | — | 4,2% | — |
| compromissadas-cri | — | 3,7% | — |
| Quebra | Participação |
|---|---|
| Por indexador | IPCA+ 85,0% · CDI+ 7,0% · IGP-M 1,1% · %CDI 7,9% |
Cota negociada a ~R$ 63,00 contra VP de R$ 85,05 — desconto de 26%. Desconto reflete: 14,21% da carteira em waiver/inadimplência, IGP-M 12m só +0,61% (vs benchmark IGP-M+6%) e Selic ainda em 15%. Margem de segurança patrimonial relevante para quem aceita o perfil HY.
último fechamento R$ 57,5 · mínima histórica R$ 56,0 · máxima R$ 133,1 · valor patrimonial por cota R$ 85,34.
Volume médio diário (21 pregões) de r$ 495.594 · média de 12 meses de r$ 504.917.
Liquidez baixa-média. Posição de R$ 100k leva ~1 dia útil para sair sem mover preço; R$ 1M leva ~10 dias; R$ 10M leva ~101 dias. Adequada para investidor PF até R$ 1M. Acima disso, exige saída fragmentada.
Em 11 anos de história, o BCRI11 cresceu de R$ 49 Mi de PL (mai/2016) para mais de R$ 532 Mi atuais, passando por 9 emissões de cotas. Acumulou ~R$ 97,50/cota em distribuições desde mar/2017 (histórico parcial — falta 2015/2016 e parte 2026), mas a cota de mercado recuou de R$ 100 (IPO) para ~R$ 63,00 (mai/2026). A queda da cota reflete o ciclo de juros altos (Selic em 15%), inadimplências nos CRIs HY do segmento mid-risk e a desvalorização das posições residuais em FIIs HY. A gestão Banestes tem sido ativa e transparente, com lives mensais e relatórios detalhados.
| Período | O que aconteceu |
|---|---|
| IPO | Constituição como Banestes Recebíveis Imobiliários FII pelo Banestes DTVM, com administração inicial do Banco Fator. |
| FORMAÇÃO | Primeiras emissões para construir a carteira inicial. Migração da administração do Banco Fator para BRL Trust em 2018. |
| EXPANSÃO | Período de captação acelerada — 9 emissões realizadas, encerrando em jul/2021 com R$ 200 Mi captados na 9ª emissão. PL chega a R$ 650 Mi. |
| CICLO DE RISCO | Selic sobe para 13,75% e depois 15%, pressionando FIIs de papel. Primeiras inadimplências aparecem (Kroton, Artenge, BR Distribuidora). DPS cai de R$ 1,47 (jun/22) para R$ 0,69 (jul/23). |
| RENEGOCIAÇÕES | Gestão intensifica trabalho de renegociação e recuperação. PESA, GVI, WAM, Skanix e Casa & Vídeo passam por waivers e/ou judicialização. DPS estabiliza em torno de R$ 0,75-0,84. |
| RECUPERAÇÃO | Ano de recuperação — 137,41% do CDI líquido entregue. Carteira reciclada com R$ 52 Mi em novos CRIs (10% do PL). DPS sobe para R$ 0,92 em outubro. |
| ATUAL | IGP-M 12m em apenas +0,61% — muito abaixo do benchmark IGP-M+6%. DPS encadeou 6 meses de queda, fechando abr/26 em R$ 0,70. CRI PESA com prazo de venda do galpão em 29/05/2026 — evento decisivo. Caixa reforçado em R$ 36,99 Mi (6,96% PL) preserva sustentabilidade. |