BLMG11 Dividendos: Histórico, DY e Sustentabilidade dos Rendimentos

Qual o último dividendo do BLMG11?

O BLMG11 pagou R$ 0,39 por cota referente ao mês de maio de 2026, com data-com em 08/06/2026 e pagamento em 15/06/2026. Em abril de 2026 o rendimento também foi de R$ 0,39/cota. Antes disso, de novembro de 2025 a março de 2026, o fundo manteve R$ 0,40 por cota — com uma variação pontual de R$ 0,4159 em dezembro de 2025. O fundo distribui rendimentos mensalmente, com anúncio normalmente na primeira semana do mês e pagamento no 8º dia útil do mês seguinte.

O dividend yield anualizado, calculado sobre a cotação de R$ 31,00 (fechamento de 09/06/2026), está em 13,7% ao ano. Para quem calcula na ponta: com R$ 0,40/cota por mês em média, a renda anual por cota é de aproximadamente R$ 4,80. Trata-se de um rendimento competitivo dentro do universo de FIIs híbridos, ainda que os juros altos tornem a comparação com a renda fixa menos confortável do que em ciclos anteriores.

Evolução dos dividendos: de R$ 0,35 a R$ 0,40

Para entender os dividendos do BLMG11 hoje, é essencial conhecer o caminho que o fundo percorreu. Em abril e maio de 2025, o provento estava em R$ 0,35/cota — ainda impactado pelo momento de transição do portfólio, com o galpão de Jandira vazio desde a saída da Baker Hughes e os encargos do CRI ainda pesando no caixa. O resultado caixa nesses meses chegou a ficar abaixo da distribuição (payout de 109%), sinalizando leve queima de reservas.

A virada aconteceu em junho de 2025, quando a venda do galpão de Jandira por R$ 40,17 milhões permitiu a quitação integral do CRI Jandira, eliminando as despesas financeiras mensais. A partir de julho de 2025, o payout retornou a 100% sobre o resultado caixa, e o DPS subiu para R$ 0,36/cota, patamar que se manteve até outubro de 2025.

O salto mais expressivo veio em novembro de 2025: após o fechamento da venda do Triple A e do terreno de Cabreúva ao GGRC11 (recebendo 10,7 milhões de cotas do fundo logístico em pagamento), a receita de dividendos do GGRC11 passou a compor o fluxo mensal do BLMG11. O DPS avançou para R$ 0,40/cota e se estabilizou nesse patamar. Em dezembro de 2025 houve um leve pico de R$ 0,4159, e a partir de abril de 2026 o provento recuou levemente para R$ 0,39, mantendo-se estável.

Esse histórico recente mostra uma trajetória de recuperação gradual: saída do fundo do patamar deprimido de R$ 0,35 até a estabilização em torno de R$ 0,39–R$ 0,40 ao longo de 8 meses consecutivos, sem nenhum mês de suspensão ou corte abrupto durante a reestruturação.

Sustentabilidade: os dividendos são seguros?

A análise de sustentabilidade do BLMG11 revela um quadro que pode ser classificado como estável com risco estrutural identificado. O payout médio dos últimos 12 meses ficou próximo de 100% sobre o resultado caixa — ou seja, o fundo não queima reservas para pagar os proventos, o que é saudável. O resultado de caixa mensal dos últimos meses girou entre R$ 1,87 e R$ 1,94 milhão, alinhado à distribuição de R$ 1,87 milhão por mês (R$ 0,40 × 4,67 milhões de cotas).

O que sustenta esse fluxo? A principal fonte de receita hoje é o GGRC11: o fundo detém 10,7 milhões de cotas do GGR Covepi Renda FII (GGRC11), que representam cerca de 43,6% do patrimônio líquido do BLMG11 e são responsáveis por aproximadamente 38% da receita mensal via dividendos. Soma-se a isso a receita de locação do Edifício Atento Salvador (R$ 351.600/mês, 100% do imóvel ocupado), a participação societária na SPE Bluemacaw Portfólio e a contraprestação mensal de R$ 350 mil que o GGRC11 paga ao BLMG11 até outubro de 2027 como complemento da transação de venda.

O risco estrutural mais relevante para os dividendos está nessa última linha: em outubro de 2027, a contraprestação mensal de R$ 350 mil (equivalente a aproximadamente R$ 0,075/cota/mês) se encerra. Se o gestor não substituir essa receita com novas aquisições até lá, o DPS pode recuar para a faixa de R$ 0,32–R$ 0,33, representando redução de cerca de 18% em relação ao patamar atual. Não é iminente — resta mais de um ano de contraprestação garantida — mas é um evento previsível que o investidor precisa monitorar.

Vale ressaltar que o prejuízo contábil de R$ 95 milhões registrado em 2025 (resultado de reavaliações patrimoniais e ajustes a valor justo da SPE) não interfere nos dividendos. O fundo opera em regime de caixa para distribuição: o que entra de receita financeira e aluguéis é distribuído, independente do resultado contábil de competência. Prejuízo patrimonial e dividendo são linhas distintas no contexto dos FIIs.

DY e projeções para 2026

Com a cota negociada em torno de R$ 31,00 e DPS de R$ 0,40, o dividend yield anualizado do BLMG11 é de 13,7%. No cenário-base, a projeção para os próximos 12 meses aponta para um DY de 14,7% — reflexo de um DPS estável de R$ 0,40 combinado a eventual compressão da cotação ou pequena aceleração dos rendimentos.

No cenário otimista, em que o gestor concretize novas aquisições com cap rate acima de 10% e o programa de recompra de cotas reduza o denominador da divisão, o DPS poderia avançar para R$ 0,45/cota, elevando o DY para cerca de 16,5%. Esse cenário depende da execução — ainda não há ativos nem prazo concreto anunciados, mas o gestor declarou no Relatório Gerencial de janeiro de 2026 que negociações estão em andamento.

No cenário pessimista, se o GGRC11 reduzir seus próprios dividendos (arrastando a receita do BLMG11) e o gestor não conseguir realocar capital em ativos produtivos, o DPS pode recuar para R$ 0,30/cota, implicando DY de cerca de 11%. Não é o cenário provável, mas é o risco que o investidor assume ao entrar em um fundo cuja tese ainda está sendo reconstruída.

Um fator frequentemente negligenciado: o programa de recompra de até 10% das cotas (467.454 cotas, vigente até fev/2027) tem impacto indireto sobre os dividendos por cota. Se executado integralmente a preços próximos dos atuais, o número de cotas circulantes diminuiria, elevando o DPS por cota residual em até 10% — sem que o caixa gerado pelos ativos precisasse crescer um centavo.

Como funcionam os pagamentos: data-com, cronograma e isenção

O BLMG11, como todo fundo imobiliário brasileiro, distribui rendimentos isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas — desde que o cotista tenha menos de 10% das cotas totais do fundo, e que o fundo tenha ao menos 50 cotistas e esteja listado em bolsa. Com 13.295 cotistas, o BLMG11 atende plenamente esses critérios.

A data-com — o último dia em que é preciso ser detentor da cota para ter direito ao dividendo do mês — tem caído na primeira semana do mês subsequente. Em junho de 2026, a data-com foi 08/06/2026 e o pagamento ocorreu em 15/06/2026. Em maio de 2026, a data-com foi 08/05/2026 com pagamento em 15/05/2026. O padrão histórico recente é: data-com entre os dias 6 e 8, pagamento entre os dias 12 e 15 do mês seguinte.

Para o informe de rendimentos anual (necessário na declaração do IR), as fontes pagadoras a registrar são o próprio BLMG11 (CNPJ: 34.081.637/0001-71) e o administrador Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. O acesso à documentação oficial fica disponível no FundosNET da CVM, e os informes de rendimentos de cada ano são disponibilizados até o fim de fevereiro do ano seguinte.

Histórico completo de dividendos do BLMG11 (14 meses)

CompetênciaRendimento/cotaDY no mêsPreço-baseData-comPagamento
2026-05R$ 0,391,25%R$ 31,22026-06-082026-06-15
2026-04R$ 0,391,179%R$ 33,082026-05-082026-05-15
2026-03R$ 0,41,233%R$ 32,432026-04-082026-04-15
2026-02R$ 0,41,145%R$ 34,942026-03-062026-03-13
2026-01R$ 0,41,145%R$ 34,942026-02-062026-02-13
2025-12R$ 0,41591,2%R$ 34,652026-01-082026-01-15
2025-11R$ 0,41,176%R$ 34,02025-12-052025-12-12
2025-10R$ 0,361,091%R$ 33,02025-11-072025-11-14
2025-09R$ 0,361,103%R$ 32,652025-10-13
2025-08R$ 0,361,091%R$ 33,02025-09-12
2025-07R$ 0,361,137%R$ 31,652025-08-13
2025-06R$ 0,350,907%R$ 38,62025-07-13
2025-05R$ 0,350,921%R$ 38,012025-06-13
2025-04R$ 0,351,0%R$ 35,02025-05-13

Perguntas frequentes

BLMG11 paga dividendos mensais?

Sim, o BLMG11 distribui rendimentos todos os meses. O último dividendo foi de R$ 0,39/cota (maio/2026), com pagamento em 15/06/2026. O fundo anunciou os proventos mensalmente desde o IPO, sem nenhum mês de suspensão.

Qual o dividend yield atual do BLMG11?

Com DPS de R$ 0,40/cota/mês e cotação em torno de R$ 31,00, o dividend yield anualizado do BLMG11 é de 13,7%. A projeção para os próximos 12 meses, no cenário-base, é de 14,7%.

Os dividendos do BLMG11 são sustentáveis?

No curto prazo, sim — o payout está próximo de 100% sobre resultado caixa e não há queima de reservas. O principal risco é o fim da contraprestação mensal de R$ 350 mil paga pelo GGRC11, que ocorre em outubro de 2027 e pode pressionar o DPS em cerca de R$ 0,075/cota.

Qual foi o maior dividendo já pago pelo BLMG11?

Nos dados disponíveis desde abril de 2025, o maior provento registrado foi R$ 0,4159/cota em dezembro de 2025. No histórico mais amplo, durante a fase logística plena (2021), o DPS chegou a R$ 0,80–R$ 0,83/cota.

O BLMG11 tem padrão sazonal nos dividendos?

Não. O fundo passou por múltiplas mudanças de regime de caixa (vacâncias, vendas, quitações de CRI), o que torna inaplicável qualquer análise de sazonalidade. O DPS foi determinado por eventos pontuais e estruturais, não por ciclos previsíveis.

Como declarar os dividendos do BLMG11 no imposto de renda?

Os rendimentos do BLMG11 são isentos de IR para pessoa física (desde que cumpridos os critérios legais). Devem ser informados na ficha 'Rendimentos Isentos' da declaração. O CNPJ do fundo para o informe é 34.081.637/0001-71.

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