O BTLG11 distribuiu R$ 0,81 por cota em março de 2026 — o maior DPS de sua história, pagamento realizado em 25/03/2026. Com a cota negociada a R$ 102,18, isso representa um dividend yield anualizado de 9,45%. O pagamento é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas e ocorre todo dia 25 do mês seguinte ao competente (ou no próximo dia útil).
O número mais impressionante não é o DPS de hoje, mas a velocidade com que ele cresceu: quando o BTG Pactual assumiu a gestão em junho de 2019 (ainda como TRXL), o fundo pagava R$ 0,33 por cota por mês. De lá para cá, sete anos de crescimento consistente levaram o DPS de R$ 0,33 a R$ 0,81 — um CAGR (crescimento anual composto) de 16% ao ano em dividendos, track record único entre os grandes FIIs logísticos brasileiros. Nos 12 meses encerrados em março de 2026, o BTLG11 distribuiu entre R$ 0,78 e R$ 0,81 por cota, totalizando R$ 9,54 por cota no ano.
O DY de 9,45% ao ano refere-se ao DPS atual de R$ 0,81 sobre a cota de R$ 102,18. Para quem olha somente o DY corrente, pode parecer pouco abaixo do XPML11 (9,95%) ou do HGLG11 no mesmo período. Mas a análise muda quando se incorpora a projeção de crescimento: o guidance da gestão aponta para uma faixa de R$ 0,80 a R$ 0,84 para o 1S2026, com potencial de alta adicional conforme as revisionais contratuais de 2026 (28% da receita total em revisional neste ano) gerem ganhos reais.
No cenário-base, com DPS convergindo para R$ 0,84 nos próximos trimestres, o DY projetado sobre a cota atual sobe para 9,85% ao ano. No cenário otimista — revisionais entregando ganhos reais de 20%+ e 16ª emissão alocada a cap rate de 9-10% em nove meses —, o DY pode atingir 10,5%, com DPS de R$ 0,90/mês. A diferença em relação a outros FIIs logísticos é que o BTLG11 tem um histórico documentado de entregar o que projeta: nenhum corte de DPS em sete anos de gestão BTG.
Desde que o BTG Pactual assumiu a gestão em junho de 2019, o BTLG11 — então chamado TRXL — passou por uma transformação radical. O patrimônio saiu de R$ 180 milhões para R$ 5,46 bilhões (multiplicador de 30x); o número de cotistas foi de 15 mil para 476 mil; e o DPS foi de R$ 0,33 para R$ 0,81 — exatamente o dobro e meio em sete anos, crescendo a 16% ao ano em média.
Esse crescimento não foi linear, mas tampouco sofreu reversões: a trajetória mostra escalonamentos sucessivos, cada um suportado por uma emissão acretiva ou uma incorporação de FII que adicionou ativos de qualidade ao portfólio. A incorporação do Bluecap (2022), a da V2 Properties (2022) e a do SARE11 (2025) marcaram os três maiores saltos de DPS da história do fundo.
A sustentabilidade do DPS do BTLG11 apoia-se em três bases. Primeira: a qualidade dos locatários — Assaí, DHL, Unilever, Amazon, Mercado Livre, Nestlé, Braskem, BRF, Shopee — todos com contratos longos e indexados ao IPCA, com 97% da carteira em contratos IPCA e WAULT de 5 anos (prazo médio de vencimento dos contratos). Segunda: as revisionais históricas entregaram ganhos reais significativos — 17% no BTLG Louveira IV, 24% no BTLG Mauá I e 26% no BTLG Ribeirão Preto — o que indica que os aluguéis correntes têm espaço para crescer acima da inflação. Terceira: o caixa de R$ 710 milhões cobre as obrigações programadas de R$ 664 milhões com folga, sem risco imediato de contingência.
O principal risco ao dividendo é a 16ª emissão em curso (13,7 milhões de cotas abertas para subscrição após direito de preferência). A diluição temporária, antes de os novos recursos serem alocados em ativos geradores de renda, pode pressionar levemente o DPS por dois a quatro trimestres. A gestão prevê alocação com cap rate de 8-9% em 12 meses — se conseguida, a emissão é acretiva e o DPS retorna ao crescimento.
O gestor sinalizou uma banda indicativa de R$ 0,80 a R$ 0,84 por cota por mês para o primeiro semestre de 2026. A parte inferior da faixa protege contra a diluição temporária da 16ª emissão; a superior reflete o cenário em que as revisionais de 2026 (28% da receita em revisional) entregam ganhos reais acima de 15%.
Nos três cenários possíveis sobre o preço atual (R$ 102,18):
Em qualquer cenário, o retorno total estimado em 12 meses (DY + valorização de cota) está projetado em ~14,5%, o que posiciona o BTLG11 como opção competitiva frente à renda fixa para o investidor de médio prazo.
| Competência | Rendimento/cota | DY no mês | Preço-base | Data-com | Pagamento |
|---|---|---|---|---|---|
| 2026-04 | R$ 0,81 | 0,783% | R$ 103,4 | 2026-05-15 | 2026-05-25 |
| 2026-03 | R$ 0,81 | 0,785% | R$ 103,18 | — | 2026-04-24 |
| 2026-02 | R$ 0,8 | 0,771% | R$ 103,7 | — | 2026-03-25 |
| 2026-01 | R$ 0,8 | 0,777% | R$ 102,9 | — | 2026-02-25 |
| 2025-12 | R$ 0,79 | 0,769% | R$ 102,7 | — | 2026-01-23 |
| 2025-11 | R$ 0,79 | 0,774% | R$ 102,11 | — | 2025-12-23 |
| 2025-10 | R$ 0,79 | 0,761% | R$ 103,86 | — | 2025-11-25 |
| 2025-09 | R$ 0,79 | 0,76% | R$ 103,9 | — | 2025-10-24 |
| 2025-08 | R$ 0,79 | 0,768% | R$ 102,9 | — | 2025-09-25 |
| 2025-07 | R$ 0,78 | 0,784% | R$ 99,46 | — | 2025-08-25 |
| 2025-06 | R$ 0,7801 | 0,784% | R$ 99,55 | — | 2025-07-25 |
| 2025-05 | R$ 0,78 | 0,783% | R$ 99,65 | — | 2025-06-23 |
| 2025-04 | R$ 0,78 | 0,778% | R$ 100,2 | — | 2025-05-23 |
| 2025-03 | R$ 0,78 | 0,776% | R$ 100,53 | — | 2025-04-25 |
| 2025-02 | R$ 0,78 | 0,8% | R$ 97,47 | — | 2025-03-25 |
| 2025-01 | R$ 0,78 | 0,814% | R$ 95,77 | — | 2025-02-25 |
| 2024-12 | R$ 0,8682 | 0,953% | R$ 91,11 | — | 2025-01-22 |
| 2024-11 | R$ 0,78 | 0,83% | R$ 94,0 | — | 2024-12-23 |
| 2024-10 | R$ 0,78 | 0,805% | R$ 96,89 | — | 2024-11-25 |
| 2024-09 | R$ 0,78 | 0,818% | R$ 95,4 | — | 2024-10-25 |
| 2024-08 | R$ 0,78 | 0,797% | R$ 97,83 | — | 2024-09-25 |
| 2024-07 | R$ 0,76 | 0,741% | R$ 102,5 | — | 2024-08-23 |
| 2024-06 | R$ 0,76 | 0,752% | R$ 101,0 | — | 2024-07-25 |
| 2024-05 | R$ 0,76 | 0,782% | R$ 97,13 | — | 2024-06-25 |
| 2024-04 | R$ 0,76 | 0,752% | R$ 101,07 | — | 2024-05-24 |
| 2024-03 | R$ 0,76 | 0,753% | R$ 100,9 | — | 2024-04-25 |
| 2024-02 | R$ 0,76 | 0,719% | R$ 105,65 | — | 2024-03-25 |
| 2024-01 | R$ 0,78 | 0,759% | R$ 102,82 | — | 2024-02-23 |
O BTLG11 paga dividendos todo dia 25 do mês seguinte ao competente. Em março de 2026, o pagamento de R$ 0,81/cota foi realizado em 25/03/2026 para as cotas registradas até a data-base.
O dividend yield atual do BTLG11 é de 9,45% ao ano, calculado sobre a cota de R$ 102,18 (jun/2026) com DPS de R$ 0,81/mês. O DY projetado no cenário-base sobe para 9,85% com DPS de R$ 0,84.
Sim, desde que o BTG assumiu a gestão em jun/2019 — quando o DPS era R$ 0,33 — o fundo cresceu os dividendos a uma taxa de 16% ao ano (CAGR), sem nenhum corte de DPS em sete anos.
Sim. Os rendimentos distribuídos pelo BTLG11 são isentos de IR para pessoas físicas, conforme a legislação de FIIs, desde que o cotista possua menos de 10% das cotas do fundo.
O pagamento referente à competência de abril de 2026 ocorreu em 25/04/2026 (ou próximo dia útil). Verifique o calendário de proventos do fundo para confirmar a data exata a cada mês.