Recomendação: COMPRA · Nota 7,5/10
Atenção: em julho/2026 o rendimento caiu para R$ 1,00/cota (antes R$ 1,20) após os spreads de crédito (custo dos títulos de dívida no mercado) abrirem e comprimirem o resultado — em agosto voltou a R$ 1,25, mas o patamar ainda depende da evolução do mercado de crédito.
O CRAA11 empresta dinheiro a grandes empresas do agronegócio via CRAs (títulos de dívida do setor) e repassa os juros mensalmente, isento de IR. A gestora Sparta — referência em crédito de empresas sólidas há mais de 20 anos — mantém 122 títulos em 20 setores, com a maior posição em apenas 3,2% do total e zero calote desde jan/2023. O dividendo é estruturalmente sustentável: o carrego da carteira cobre a distribuição, mas 60% está atrelado ao CDI+ — quando os juros caem, o rendimento mensal cai junto mesmo sem problema de crédito. Com cota a R$ 88,71 e patrimônio de R$ 101,49/cota, o P/VP é 0,87 (você paga R$ 87 por cada R$ 100 de patrimônio do fundo) e o DY anualizado chega a ~16% isento. Serve para quem quer renda isenta de dois dígitos com baixíssimo risco de calote e aceita rendimento variável com os juros; não serve para quem busca estabilidade ou valorização da cota. Veredicto: COMPRA — desconto de 13% num fundo de crédito de alta qualidade; passe longe se precisa de rendimento previsível agora.
A tese do CRAA11 gira em torno de três pilares sólidos: (i) qualidade de crédito high grade — 122 CRAs de emissores grandes (90%+ faturam acima de R$ 1 bi), zero evento de crédito desde o IPO; (ii) DY de dois dígitos isento de IR (15,0% em 12m, ~15,6% sobre o VP) com carrego de CDI+1,8%; e (iii) gestão Sparta especialista em crédito privado, com administração BTG e auditoria Ernst & Young.
O contraponto é predominantemente macro, não estrutural: 60% do portfólio em CDI+ torna o DPS nominal sensível à queda da Selic; a reserva de resultados estreitou para R$ 0,02/cota em abr/2026 (após distribuir acima do resultado contábil); e há concentração setorial em açúcar/etanol (16,4%) num setor cíclico. Mas nada disso ameaça a integridade do fundo. O CRAA11 é, em essência, uma das melhores formas de ter exposição a crédito agro de alta qualidade na bolsa, com prêmio sobre o CDI e isenção de IR — uma posição core para quem quer renda mensal de crédito privado bem gerido.
Nossa leitura do CRAA11 hoje é COMPRA, com nota 7,5/10. Essa nota não é do gestor nem do administrador: é a avaliação editorial do Rico aos Poucos, feita a partir dos documentos que o fundo publica na CVM. Abaixo está o que sustenta essa posição — e o que a contraria.
Vice-líder: mais de cem CRAs em vinte setores sem calote desde 2023 e gestão Sparta de primeira linha. A distribuição foi ajustada para R$ 1,00 e 60% da carteira é CDI+ (vulnerável à queda da Selic), o que o deixa atrás apenas do KNCA11.
Segurança em FII não é sim ou não — é o tamanho do risco que você aceita. O CRAA11 tem perfil de risco moderado_baixo. O que isso significa na prática:
| Componente | Nível |
|---|---|
| Concentração | 1,0 |
| Volatilidade do preço | 2,5 |
| Volatilidade do dividendo | 2,5 |
| Liquidez | 3,0 |
| Risco do ativo subjacente (crédito) | 2,0 |
| Risco financeiro/governança | 1,5 |
60% do portfólio em CDI+ deixa o DPS nominal dependente de Selic alta. Em ciclo de queda forte, o rendimento mensal pode cair de R$ 1,20-1,30 para R$ 1,00-1,10/cota mesmo sem qualquer problema de crédito.
Açúcar e Etanol (16,4%) + Cooperativa de Insumos (12,9%) somam ~29% num setor cíclico, sensível a preço de commodity e clima. A pulverização por emissor mitiga, mas um choque setorial amplo pressionaria a marcação.
A reserva de resultados acumulados estreitou para R$ 0,02/cota em abr/2026 (de R$ 0,39 em mar). Sem colchão, o DPS tende a convergir para o resultado caixa mensal — que em abr/26 foi R$ 0,84 por marcação negativa.
Abertura de spreads de crédito (ajuste técnico de mercado) gera marcação a mercado negativa e comprime o resultado contábil no mês, mesmo sem deterioração de fundamentos. Adiciona volatilidade ao DPS de curto prazo.
| Cenário | Descrição |
|---|---|
| favoravel | Selic mantida em patamar elevado e abertura de spreads permite à gestão alocar com prêmio melhor. Carrego sobe, DPS sustenta R$ 1,25-1,30. P/VP volta a 1,0+. Cota R$ 101-104. |
| favoravel | Compressão de spreads de crédito gera ganho de marcação a mercado positivo, elevando resultado contábil acima do carrego. DPS pode pontuar acima de R$ 1,30 em meses fortes. Cota R$ 102-105. |
| desfavoravel | Selic cai rápido para ~11%, comprimindo o carrego CDI+ (60% do portfólio). DPS nominal cai para R$ 1,05-1,15. DY cai para ~13%. Cota lateral em R$ 97-100. |
| desfavoravel | El Niño severo ou queda forte de preços de açúcar/grãos pressiona emissores específicos. Marcação negativa pontual e eventual evento de crédito isolado. DPS R$ 1,00-1,15. Cota R$ 94-98. |
O CRAA11 (Sparta Fiagro) encerra abr/2026 com PL de R$ 240,3 milhões, 11.056 cotistas e uma carteira de 122 ativos (majoritariamente CRAs) distribuídos em 20 segmentos do agronegócio, com a maior posição em apenas 3,2% do PL — uma das pulverizações mais altas do segmento. A distribuição mensal oscila entre R$ 1,20 e R$ 1,30/cota, com DY 12m de 15,0% sobre o preço (15,6% sobre a cota patrimonial), isento de IR para pessoa física. O portfólio é 60% CDI+ (spread 2,0%), 35% IPCA+ (9,7% nominal) e 4% prefixado (15,3%), com carrego equivalente a CDI+1,8% e duration média de 2,3 anos. Desde o início (02/01/2023), entregou 121% do CDI (retorno acumulado de 59,9%), e o lucro líquido saltou de R$ 14,49 mi (2024) para R$ 35,29 mi (2025).
O grande diferencial do fundo é a qualidade de crédito. A gestão Sparta — uma das casas mais tradicionais de crédito privado do Brasil — mantém foco rígido em high grade: mais de 90% das empresas investidas faturam acima de R$ 1 bilhão, com nomes como Camil (AA+), GT Foods (A+), SLC Agrícola, Minerva, BRF, JBS, Vibra (AAA) e grandes cooperativas. O resultado é nenhum evento de crédito relevante desde o IPO. Por ser condomínio fechado, o fundo não é forçado a vender em estresse e usa janelas de abertura de spread para rotacionar e alongar a carteira — em mar/2026, atravessou a maior recuperação judicial do Brasil (Raízen, R$ 65 bi) sem qualquer exposição, e aproveitou para comprar 11% do PL no secundário a preços melhores. A administração BTG Pactual (estável desde o IPO) e a auditoria Ernst & Young completam um arranjo de governança de primeira linha.
Olhando para frente, os desafios do CRAA11 são predominantemente macro, não estruturais. Primeiro, 60% do portfólio em CDI+ torna o DPS nominal sensível à queda da Selic — em ciclo de juros mais baixos, o rendimento mensal tende a recuar para R$ 1,05-1,15/cota mesmo sem qualquer problema de crédito. Segundo, a reserva de resultados acumulados estreitou para R$ 0,02/cota em abr/2026 (de R$ 0,39 em março), após a gestão distribuir R$ 1,20 com resultado contábil de R$ 0,84 (comprimido por marcação negativa de abertura de spreads) — o que reduz a capacidade de suavização no curtíssimo prazo. Terceiro, há concentração setorial em açúcar/etanol (16,4%) e atenção ao risco climático El Niño no 2º semestre. Mas nenhum desses pontos ameaça a integridade do fundo: o carrego estrutural cobre o DPS, a carteira é high grade e a marcação negativa é ruído técnico, não deterioração de fundamentos. Com cota a R$ 99,25 (P/VP 0,98) levemente abaixo do preço justo estimado de R$ 101,50, o CRAA11 é uma das melhores formas de ter exposição a crédito agro de alta qualidade na bolsa — renda mensal isenta de dois dígitos, baixíssima inadimplência e gestão especialista. Nota 7,5/10.
Recomendação atual: COMPRA. Nota 7,5/10. Atenção: em julho/2026 o rendimento caiu para R$ 1,00/cota (antes R$ 1,20) após os spreads de crédito (custo dos títulos de dívida no mercado) abrirem e comprimirem o resultado — em agosto voltou a R$ 1,25, mas o patamar ainda depende da evolução do mercado de crédito. O CRAA11…
Nossa leitura atual do CRAA11 é “COMPRA”. Nota 7,5/10. Avalie conforme seu perfil de risco e os pontos de atenção listados acima.
Os principais pontos de atenção do Sparta Fiagro - FI nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Responsabilidade Limitada) incluem: 60% do portfólio em CDI+ — vulnerável à queda da Selic; Distribuição reduzida para R$ 1,00 em jul/2026; Marcação a mercado de crédito pode comprimir resultado; Concentração setorial em açúcar e etanol (16,4%).
O CRAA11 é indicado para: Investidores que buscam renda mensal isenta de IR via crédito privado high grade, com DY de dois dígitos e baixíssimo risco de inadimplência Perfis que querem exposição diversificada ao agronegócio sem risco de produtor rural individual — 122 emissores em 20 segmentos Investidores que valorizam gestão especialista (Sparta em…