EDGA11 — FII Edifício Galeria Responsabilidade Limitada

(antigo FII Edifício Galeria — renomeado para classe única sob a Resolução CVM 175)

Segmento: Lajes Corporativas (Monoativo — Centro do RJ) · Cotação R$ 13,3 · P/VP 0,3107 · VP/cota R$ 42,81 · Patrimônio R$ 163 Mi · 3.505 cotistas · 1 ativos

O que é o EDGA11

O EDGA11 (FII Edifício Galeria Responsabilidade Limitada) é um fundo imobiliário do segmento Lajes Corporativas (Monoativo — Centro do RJ). (antigo FII Edifício Galeria — renomeado para classe única sob a Resolução CVM 175)

P/VP 0,31 incorpora vacância, inadimplência e iliquidez — tese é apostar em recuperação operacional e reversão macro do Centro do Rio sem novas marcações negativas

Esta página é a ficha do EDGA11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.

Números do EDGA11 em 2026

  • Patrimônio líquido: R$ 163 Mi
  • Valor patrimonial por cota: R$ 42,81
  • Número de cotistas: 3.505
  • Ativos na carteira: 1
  • Ocupação: 75,62%

Composição da carteira

  • Lajes Corporativas: 70%
  • Lojas / Mall (térreo e subsolo): 11%
  • Vago: 19%

Taxas

  • Taxa de Administração: 0,20% a.a.
  • Taxa de Consultoria (CBRE): 2,5% a.m.
  • Liquidez Mensal: R$ 170-912 mil

Gestora

Gestão: BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM.

A BTG Pactual Serviços Financeiros DTVM é uma das maiores administradoras de fundos imobiliários do Brasil, com dezenas de FIIs listados sob sua gestão/administração. No EDGA11, atua como administradora desde o IPO em 2012 e responde também pela gestão, contando com a CBRE (CB Richard Ellis) como consultora imobiliária, com taxa de consultoria de 2,5% a.m. sobre o aluguel efetivamente recebido (regime de caixa).

A comunicação com cotistas é detalhada e frequente, com relatórios mensais transparentes sobre vacância, inadimplência e processos judiciais. A administração tem adotado postura ativa na cobrança de inadimplentes, execução de despejos e captação de novos locatários (Bramex, WN Facilities, entre outros), recolocando rapidamente áreas devolvidas para evitar vacância. Contudo, a estrutura de monoativo e o histórico de distratos frequentes limitam a capacidade da gestão de gerar valor estrutural no curto prazo — o desempenho do fundo depende mais da reversão macro do Centro do RJ do que da execução da administradora.

  • AuM em FIIs: R$ 100+ Bi
  • Anos de atuação: 20+ anos
  • Fundos administrados: 150+

Ver a análise da gestora BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM →

Preço, P/VP e valor patrimonial

O P/VP de 0,31 coloca o EDGA11 entre os maiores descontos patrimoniais do mercado de FIIs — comprando o Edifício Galeria por 31% do seu valor contábil. Importante notar: o VP/cota já foi ajustado para baixo em R$ 59,2 mi em 2024 e R$ 18,7 mi em 2025, refletindo deterioração real do ativo (o laudo da Binswanger usa vacância de 26,8% e cap rate de 9,75%). Mesmo assim, o desconto é expressivo e incorpora cenários adversos severos.

último fechamento R$ 13,3 · mínima histórica R$ 12,52 · máxima R$ 69,15 · valor patrimonial por cota R$ 42,81.

Liquidez e negociação

Com volume médio diário estimado em ~R$ 30 mil, liquidar uma posição de R$ 100 mil sem afetar o preço (limite 20% do ADTV/dia) exigiria muitos dias úteis. Posições relevantes são de difícil saída.

Trajetória do EDGA11

Desde o IPO em 2012, o EDGA11 percorreu uma trajetória descendente profunda: o valor patrimonial da cota caiu de R$ 100 para R$ 42,22 (queda de ~58% em 13 anos) e o valor de mercado caiu para R$ 13,27. O fundo acumula R$ 210,4 milhões em prejuízos contra R$ 381,2 milhões integralizados, refletindo o combo de: (i) deterioração do Centro do Rio como polo corporativo, (ii) saída de locatários-âncora como a Secretaria de Cultura do RJ em 2019, (iii) impacto da pandemia e (iv) inadimplências recorrentes que culminaram na suspensão de rendimentos em 2025. A recuperação operacional iniciada em 2024 (vacância caindo para 18,7%) sinaliza melhora, mas o fundo opera em modo de preservação, com gestão ativa de locações, sem capacidade de gerar valor estrutural sem reversão macro do Centro do RJ.

PeríodoO que aconteceu
IPOFundo constituído em março/2012 e listado em bolsa em setembro, com emissão única de 3,81 milhões de cotas a R$ 100,00 (PL inicial R$ 381,2 mi). Aquisição de 100% do Edifício Galeria, classe A, localização privilegiada no Centro do Rio.
AUGEPeríodo de estabilidade com ocupação elevada e distribuições regulares. Fundo teve ocupação próxima de 90% e VP/cota no patamar de R$ 100+. Locatários de peso como Secretaria de Cultura do RJ.
CRISE RJSaída da Secretaria de Cultura do RJ em jul/2019 (calote que levou à ação judicial) e impacto da pandemia Covid-19 derrubaram a ocupação. A crise fiscal do estado e o esvaziamento do Centro pressionaram o valor patrimonial.
VACÂNCIA ALTAAnos desafiadores com pressão sobre o valor patrimonial. O valor justo do imóvel recuou para R$ 236,3 mi (2023). Distribuições oscilaram conforme a ocupação e os reajustes contratuais.
RECUPERAÇÃOOcupação saltou de 62% para ~77%, maior patamar desde 2020. Múltiplas novas locações firmadas. Apesar disso, o valor justo do imóvel sofreu ajuste negativo de R$ 59,2 mi no ano, reduzindo o VP/cota para R$ 46,79.
SUSPENSÃOInadimplência estrutural do Grupo Mauá Bank (Loja 103 e Sala 901) gera prejuízo de R$ 885 mil (R$ 0,23/cota). O fundo arca com condomínio, IPTU e custas judiciais das áreas inadimplentes e suspende rendimentos por 5 meses (jun a out/2025).
RETOMADA TÍMIDADistribuição retomada em R$ 0,02/cota (ref. out/25). O ajuste negativo a valor justo do imóvel em 2025 foi de R$ 18,7 mi (bem menor que o de 2024), levando o VP/cota a R$ 41,94 no fim do ano. Novos contratos (WN Facilities, Bramex) preservam ocupação.
ATUALCotação R$ 13,27 representa P/VP de apenas 0,31 — desconto patrimonial de 69%. Vacância recuou para 18,72% (melhor desde 2020), inadimplência em 5,45% das receitas. Distribuição de R$ 0,05-0,06/cota, com 79% dos contratos já indexados ao IPCA. Contas de 2025 aprovadas em AGO de 06/05/2026.

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