Fundo veterano de logística (2002), 6 imóveis em SP/RJ, 100% ocupação. Coinvalores administra com gestão definida em regulamento (passiva).
Recomendação: NEUTRO COM RISCO ALTO · Nota 5,3/10 · Cotação R$ 336,25 · P/VP 0,8536 · DY 12m 7,91%
O EURO11 chegou a maio/2026 num momento curioso: depois de 23 anos em modo cruzeiro, viveu em 120 dias o maior cluster de eventos da sua história — renovação do CDA Mod. IV com +31,4% (dez/25), reavaliação patrimonial +R$ 25,9 Mi (dez/25), 3ª emissão captando R$ 8,55 Mi (jan-mar/26) para construir 2 galpões novos, e DPS recorrente saltando de R$ 2,08 para R$ 2,45 (mar/26). É o melhor que o fundo já entregou.
Mas a leitura honesta dos números é mais sóbria. O P/VP de 0,82 que parece desconto generoso é em parte ilusão contábil — a Cushman & Wakefield acrescentou R$ 25,9 Mi não-caixa ao patrimônio em dez/25, fazendo o VP/cota saltar de R$ 329 para R$ 397 em um mês sem 1 real de aluguel adicional entrando. O DY recorrente de ~7,6% é magro para tijolo logístico antigo: comparáveis modernos como HGLG11 e XPLG11 entregam DY similar com gestão ativa e padrão construtivo AAA.
Os ativos têm 23 anos, padrão construtivo abaixo do AAA atual, e a Torre Atlas/Schindler (9% da receita) anunciou saída desde 2022 com obra de torre nova em Londrina/PR já em curso. A multa de 3 alugueres é pequena para o porte da Schindler. A inadimplência do CDA-III (R$ 120 mil) está congelada há mais de um ano em execução judicial sem nenhum centavo recuperado — sinal de que o jurídico do fundo é lento.
Os pontos genuinamente positivos: 100% de ocupação, taxa de administração baixa (~0,5% PL, sem performance fee), sem alavancagem, demanda real pela localização do CDA (Anhanguera km 17,5) demonstrada pela renovação +31,4%, e a 3ª emissão 100% captada indica que o mercado acredita na expansão. Para investidor paciente que aceita imóveis antigos bem localizados, taxa baixa e gestão passiva, há tese.