O HGRE11 (Pátria Escritórios FII) distribuiu R$ 1,50 por cota no rendimento de junho/2026 — um pagamento extraordinário referente às últimas parcelas das vendas de ativos da carteira —, com data-com em 30/06/2026 e pagamento em 14 de julho de 2026. O dividendo recorrente, que reflete a operação normal do fundo sem eventos de venda, está em R$ 0,85/cota por mês — patamar estável desde janeiro/2025.
Com cotação em R$ 120,20, o dividend yield recorrente anualizado é de aproximadamente 7,8% a.a. O DY dos últimos 12 meses acumulados (que inclui os extraordinários de R$ 2,55 em jun/2025 e R$ 1,50 em dez/2025) está em 9,68% a.a.. É fundamental distinguir os dois: o yield de 9,68% não se repete automaticamente — é inflado por eventos de venda que dependem do estoque de ativos disponíveis para desinvestimento.
O HGRE11 paga dividendos mensalmente há mais de 100 meses consecutivos, sem nenhuma interrupção desde sua criação em maio de 2008.
Entre 2024 e 2025, o histórico de dividendos do HGRE11 segue dois ritmos bem distintos. De janeiro a dezembro/2024, o fundo distribuiu R$ 0,78/cota ao mês de forma uniforme — o patamar recorrente daquele período. Em junho/2024, veio o primeiro grande extraordinário: R$ 1,50/cota, proveniente das vendas do Faria Lima e do ativo Curitiba, que geraram lucro significativo para o fundo.
Em janeiro/2025, com a reciclagem do portfólio avançando e os aluguéis do Jatobá e do Guaíba se recuperando, a gestão Pátria elevou o dividendo recorrente para R$ 0,85/cota — um aumento de 9% em relação ao patamar anterior. Em junho/2025, o extraordinário foi ainda maior: R$ 2,55/cota, referente às vendas das lajes do Berrini One. Em dezembro/2025, mais um extra de R$ 1,50/cota (última parcela do Faria Lima/Curitiba).
Em 2026, o ritmo recorrente de R$ 0,85/cota se manteve estável de janeiro a maio. Em junho/2026, um novo extraordinário de R$ 1,50/cota foi distribuído — referente ao recebimento final da venda do Transatlântico. A reserva acumulada subiu para R$ 3,03/cota em abril/2026, servindo como colchão que sustenta o dividendo recorrente mesmo em meses de resultado mais fraco.
A gestão Pátria tem executado uma estratégia deliberada de reciclagem de portfólio — vendendo ativos de menor qualidade com lucro e concentrando o fundo em edifícios premium. O estoque de ativos para desinvestimento está diminuindo: Faria Lima, Curitiba, Berrini One, Berrini 400 e Transatlântico já foram vendidos. Eventuais futuros extraordinários dependem de novos desinvestimentos — o terreno Alegria e o Taboão são candidatos, mas sem data confirmada.
A pergunta mais comum sobre o HGRE11 é: qual é o DY real? A resposta depende do que você inclui no cálculo. Com cotação de R$ 120,20 (jul/2026) e dividendo recorrente de R$ 0,85/cota ao mês, o DY recorrente anualizado é de 7,8% a.a. Esse é o número que representa a renda previsível — o que o fundo gera com seus aluguéis sem contar vendas de imóveis.
O DY dos últimos 12 meses (jun/2025 a mai/2026) acumulou R$ 11,65/cota, o que dá 9,68% a.a. sobre a cotação. Mas esse número inclui o extraordinário de R$ 2,55 de jun/2025 e o de R$ 1,50 de dez/2025 — eventos não recorrentes. Para o informe de rendimentos 2025, o total distribuído foi de R$ 12,55/cota (incluindo todos os extraordinários do ano).
Para fins de planejamento financeiro, o DY que se deve projetar como base é o recorrente de 7,8% a.a. — tudo acima disso é bônus dos desinvestimentos.
Sim — e com uma folga confortável. A reserva acumulada de R$ 3,03/cota (abr/2026) representa mais de 3 meses de dividendo guardados pela gestão para momentos em que o resultado corrente fica abaixo do patamar de distribuição. Isso é relevante porque a renovação da Totvs no Sêneca — o maior contrato do fundo, com 23% da receita — veio com redução de 21,3% no aluguel. Parte desse impacto está sendo absorvida pela reserva em 2026.
O dividendo de R$ 0,85/cota ao mês depende fundamentalmente da estabilidade operacional dos 13 edifícios do portfólio e da continuidade dos contratos de aluguel. Com a Vivo renovada até 2031 (Chucri Zaidan, ~23% da receita) e a Totvs blindada até 2033 (Sêneca, 23% da receita), 46% da receita está garantida por longo período — o que reduz substancialmente o risco de queda no dividendo recorrente.
O principal risco ao dividendo é o vencimento de 40,2% dos contratos em ~jun/2027 (referência mar/26), com destaque para o Paulista Star (Befly/CVC, 14% da receita, rating BB). Se houver corte de aluguel similar ao da Totvs (-20%), o impacto seria de -2 a -3% no resultado distribuível — o que poderia pressionar o DPS para R$ 0,82-0,83/cota a partir de 2027.
| Competência | Rendimento/cota | DY no mês | Preço-base | Data-com | Pagamento |
|---|---|---|---|---|---|
| 2026-06 | R$ 1,5 | 1,163% | R$ 128,98 | 2026-06-30 | 2026-07-14 |
| 2026-05 | R$ 0,85 | 0,671% | R$ 126,75 | — | 2026-06-15 |
| 2026-04 | R$ 0,85 | 0,651% | R$ 130,52 | 2026-04-30 | 2026-05-15 |
| 2026-03 | R$ 0,85 | 0,684% | R$ 124,2 | — | 2026-04-15 |
| 2026-02 | R$ 0,85 | 0,668% | R$ 127,17 | — | 2026-03-13 |
| 2026-01 | R$ 0,85 | 0,682% | R$ 124,58 | — | 2026-02-13 |
| 2025-12 | R$ 1,5 | 1,208% | R$ 124,22 | — | 2026-01-15 |
| 2025-11 | R$ 0,85 | 0,685% | R$ 124,04 | — | 2025-12-12 |
| 2025-10 | R$ 0,85 | 0,713% | R$ 119,15 | — | 2025-11-14 |
| 2025-09 | R$ 0,85 | 0,73% | R$ 116,4 | — | 2025-10-14 |
| 2025-08 | R$ 0,85 | 0,734% | R$ 115,81 | — | 2025-09-12 |
| 2025-07 | R$ 0,85 | 0,772% | R$ 110,1 | — | 2025-08-14 |
| 2025-06 | R$ 2,55 | 2,212% | R$ 115,3 | — | 2025-07-14 |
| 2025-05 | R$ 0,85 | 0,748% | R$ 113,61 | — | 2025-06-13 |
| 2025-04 | R$ 0,85 | 0,751% | R$ 113,13 | — | 2025-05-15 |
| 2025-03 | R$ 0,85 | 0,77% | R$ 110,36 | — | 2025-04-14 |
| 2025-02 | R$ 0,85 | 0,795% | R$ 106,9 | — | 2025-03-18 |
| 2025-01 | R$ 0,85 | 0,893% | R$ 95,16 | — | 2025-02-14 |
| 2024-12 | R$ 0,78 | 0,776% | R$ 100,46 | — | 2025-01-15 |
| 2024-11 | R$ 0,78 | 0,79% | R$ 98,69 | — | 2024-12-13 |
| 2024-10 | R$ 0,78 | 0,754% | R$ 103,49 | — | 2024-11-14 |
| 2024-09 | R$ 0,78 | 0,749% | R$ 104,1 | — | 2024-10-14 |
| 2024-08 | R$ 0,78 | 0,712% | R$ 109,6 | — | 2024-09-13 |
| 2024-07 | R$ 0,78 | 0,686% | R$ 113,69 | — | 2024-08-14 |
| 2024-06 | R$ 1,5 | 1,305% | R$ 114,95 | — | 2024-07-12 |
| 2024-05 | R$ 0,78 | 0,687% | R$ 113,59 | — | 2024-06-14 |
| 2024-04 | R$ 0,78 | 0,633% | R$ 123,17 | — | 2024-05-15 |
| 2024-03 | R$ 0,78 | 0,605% | R$ 129,0 | — | 2024-04-12 |
| 2024-02 | R$ 0,78 | 0,607% | R$ 128,48 | — | 2024-03-14 |
| 2024-01 | R$ 0,78 | 0,592% | R$ 131,8 | — | 2024-02-16 |
Sim, o HGRE11 distribui rendimentos mensalmente, sem interrupção desde 2008. O dividendo recorrente é de R$ 0,85/cota ao mês, com eventuais extraordinários em meses de venda de ativos (R$ 2,55 em jun/2025, R$ 1,50 em dez/2025 e jun/2026).
O DY recorrente é 7,8% a.a. (R$ 0,85/mês ÷ R$ 120,20). O DY dos últimos 12 meses acumulados é 9,68% a.a., inflado pelos extraordinários das vendas de imóveis. Para planejamento financeiro, use o recorrente de 7,8%.
Em julho/2025 o HGRE11 distribuiu R$ 0,85/cota (dividendo recorrente de agosto/2025, pago em 14/08/2025). O extraordinário de R$ 2,55 foi pago em julho/2024, referente às vendas do Berrini One realizadas em junho/2025.
Em 2024, pagou R$ 0,78/cota ao mês + R$ 1,50 de extraordinário em junho. Em 2025, elevou para R$ 0,85/mês + R$ 2,55 em junho e R$ 1,50 em dezembro. Em 2026, mantém R$ 0,85/mês + R$ 1,50 em junho. Total 2025: R$ 12,55/cota.
Sim. A reserva de R$ 3,03/cota (abr/2026) é equivalente a mais de 3 meses do dividendo recorrente de R$ 0,85/cota. Essa reserva absorve o impacto da redução de 21,3% no aluguel da Totvs e garante estabilidade na distribuição no curto prazo.
No curto prazo (2026), o risco de queda é baixo, graças à reserva de R$ 3,03/cota e à blindagem dos contratos de Totvs (até 2033) e Vivo (até 2031). Em 2027, o vencimento de contratos com 40,2% da receita (destaque Befly/CVC no Paulista Star) pode pressionar o DPS.