(Kinea High Yield — gestão Kinea Investimentos, administração Intrag DTVM/Itaú)
Segmento: FII de Papel (CRIs High Yield indexados à inflação) · Cotação R$ 99,0 · P/VP 1,0137 · VP/cota R$ 97,66 · Patrimônio R$ 3,04 Bi · 28.501 cotistas
O KNHY11 (Kinea High Yield CRI - Fundo de Investimento Imobiliário) é um fundo imobiliário do segmento FII de Papel (CRIs High Yield indexados à inflação). (Kinea High Yield — gestão Kinea Investimentos, administração Intrag DTVM/Itaú)
DY 13,3% isento e 92,8% IPCA+ fazem hedge inflacionário potente; o trade-off é risco de crédito HY e DPS volátil com a inflação corrente
Esta página é a ficha do KNHY11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.
Gestão: Kinea Investimentos Ltda..
A Kinea Investimentos é a gestora de investimentos alternativos do grupo Itaú Unibanco e uma das maiores e mais respeitadas casas de fundos imobiliários do Brasil. Sua linha de FIIs inclui pesos-pesados do mercado como KNRI11 (híbrido), KNCR11 (CRI pós-fixado), KNIP11 (CRI IPCA high grade) e o próprio KNHY11 (CRI high yield), além de KNSC11, KNUQ11 e outros.
A administração é da Intrag DTVM, também do grupo Itaú, com longa experiência em estruturação e custódia de fundos. A combinação Kinea (gestão de crédito ativa, equipe robusta de originação e monitoramento) + Intrag/Itaú (administração e distribuição) é um dos pontos fortes centrais da tese: poucas casas têm a escala, o acesso a operações e o time de risco necessários para gerir um portfólio HY de 112 CRIs com PL de R$ 3 bilhões. A reputação institucional é um diferencial relevante num segmento onde a qualidade da originação de crédito é tudo.
| Ativo | Localização | % do PL | Ocupação |
|---|---|---|---|
| cri-cd-camacari | — | 3,5% | — |
| cri-autonomy-luna | — | 3,7% | — |
| cri-brasol | — | 3,4% | — |
| cri-galleria-125-mez | — | 3,2% | — |
| cri-mrv-prosoluto-297 | — | 2,9% | — |
| cri-gs-souto-iii | — | 2,8% | — |
| cri-bluecap-diadema | — | 2,6% | — |
| cri-portfolio-corp-ii | — | 2,6% | — |
| cri-galleria-100-mez | — | 2,6% | — |
| cri-gs-souto | — | 2,3% | — |
| fii-icone | — | 0,7% | — |
| cri-projeto-residencial-campinas | — | — | — |
HHI 0,0085 — muito baixa.
| Quebra | Participação |
|---|---|
| Por estado | Sudeste (SP/RJ/MG) 75,0% · Demais regiões / pulverizado nacional 25,0% |
| Por indexador | IPCA 92,8% · CDI 4,6% |
Cotação de R$ 100,06 (01/06/2026) frente ao VP/cota de R$ 99,18 (mar/2026). Ágio de ~1% — praticamente sem prêmio nem desconto. Reflete um fundo maduro, líquido e bem gerido cuja cota acompanha de perto o valor patrimonial dos CRIs marcados a mercado.
último fechamento R$ 99,0 · mínima histórica R$ 90,0 · máxima R$ 136,5 · valor patrimonial por cota R$ 97,66.
Liquidez alta — para liquidar R$ 100 mil sem afetar o preço (limite 20% do ADTV/dia) basta uma fração de um pregão. Mesmo posições de R$ 1 Mi saem em ~2 dias úteis. É um dos FIIs de papel HY mais líquidos do mercado.
O KNHY11 percorreu o caminho de fundo de nicho (R$ 439 Mi, 2 mil cotistas em 2019) a maior FII de CRI high yield do Brasil (R$ 3,09 bi, 28 mil cotistas em 2026). A trajetória é de crescimento consistente via emissões sucessivas, sempre mantendo a disciplina de pulverização — hoje são 112 CRIs com a maior posição em apenas 3,7% do PL.
A história recente revela a assinatura do fundo: distribuição altamente sensível à inflação. Entre nov/2025 e fev/2026, meses de IPCA mais baixo derrubaram o DPS para R$ 0,90-1,00; já o repique inflacionário de fev-mar/2026 elevou a distribuição de maio/2026 para R$ 1,30. Para o investidor, isso significa renda variável mês a mês, mas um hedge inflacionário potente no longo prazo — exatamente o que se espera de um fundo 98% IPCA+ com taxa média de 12,32% a.a.
| Período | O que aconteceu |
|---|---|
| INÍCIO DO FUNDO | Kinea High Yield CRI FII inicia operação em 20/06/2018, com a proposta de investir em CRIs de perfil high yield predominantemente indexados à inflação. Gestão Kinea, administração Intrag DTVM (grupo Itaú). |
| PRIMEIRAS EMISSÕES | Fundo cresce de R$ 439 Mi de PL (set/2019, 2.084 cotistas) consolidando carteira de CRIs HY. VP/cota acima de R$ 109 no período inicial. |
| ESCALA — R$ 1 BI+ | Novas emissões levam o PL acima de R$ 1 bilhão (R$ 1,18 bi em jun/2020) e depois para R$ 1,42 bi (dez/2021). Base de cotistas salta para 10.755 ao fim de 2021. |
| CONSOLIDAÇÃO — R$ 1,85 BI | PL atinge R$ 1,85 bi (mar/2023) com 14.404 cotistas. Selic alta favorece o carrego dos CRIs IPCA+, com distribuições recorrentemente acima de R$ 1,00/cota. |
| R$ 2,8 BI — MATURIDADE | Fundo cresce para R$ 2,84 bi de PL (set/2024) e quase 28,7 mil cotistas. Carteira ultrapassa 100 CRIs com pulverização extrema (maior posição abaixo de 4% do PL). |
| EVENTO PONTUAL DE DISTRIBUIÇÃO | Mês com inflação mais baixa comprime resultado; distribuição de R$ 0,97/cota (nov/25). A dinâmica de IPCA defasado começa a aparecer com mais força na renda mensal, evidenciando a sensibilidade do DPS à inflação corrente. |
| PISO DO DPS (R$ 0,90) | Fevereiro/2026 marca o piso recente da distribuição (R$ 0,90/cota), refletindo meses de inflação mais baixa (IPCA dez/jan defasado). É o reverso da moeda do hedge inflacionário: em deflação relativa, o DPS recua. |
| PROVISIONAMENTO CAMPINAS + NOVA OPERAÇÃO | Gestão informa maior provisionamento no Projeto Residencial Campinas (Habite-se obtido, amortização esperada nos próximos meses) e investe R$ 15,8 Mi em novo CRI (Galleria – 140 – Mezanino, home equity IPCA+12,50%). PL R$ 3,09 bi, VP R$ 98,97, 27.940 cotistas. |
| ATUAL (DATA ANÁLISE) | Repique da inflação (IPCA fev 0,70% + mar 0,88% defasados) eleva a distribuição de maio/2026 para R$ 1,30/cota (data-base 29/05, pagamento 12/06) — a maior do ano. Cota a R$ 100,06 (01/06), P/VP 1,01, DY 12m 13,3%. |