O KNIP11 paga dividendos mensalmente. O último provento anunciado foi de R$ 1,25 por cota, referente a maio de 2026, com pagamento realizado em 12 de junho de 2026. A data-base (data de corte para ter direito ao rendimento) foi o último dia útil do mês de competência.
O cronograma de pagamentos segue um padrão consistente: o provento é anunciado ao final do mês de referência e pago em meados do mês seguinte — em geral, por volta do dia 12 a 14. Para receber os dividendos de junho de 2026, por exemplo, o investidor precisa ter as cotas em custódia até o fechamento da data-base de 30 de junho, com pagamento estimado para meados de julho.
A média dos últimos 12 meses ficou em torno de R$ 0,81 por cota por mês. Esse número, anualizado, resulta num dividend yield de 10,56% sobre a cotação de referência de R$ 92,50 — rendimento isento de Imposto de Renda para pessoa física, uma das vantagens centrais de investir em FIIs listados na B3.
Esse é o ponto que mais causa dúvida em quem acompanha o histórico de dividendos do KNIP11: em setembro de 2025 o fundo pagou R$ 0,60 por cota, enquanto em maio de 2026 o provento saltou para R$ 1,25. Uma variação de mais de 100% em poucos meses. O motivo está na estrutura do fundo, não em algum problema operacional.
O KNIP11 é um FII de papel indexado ao IPCA: sua carteira de 117 CRIs remunera o investidor com IPCA mais um spread real — marcada a mercado a IPCA + 10,06% ao ano. Como os CRIs incorporam a correção monetária com defasagem de aproximadamente dois meses, o provento mensal reflete o IPCA do bimestre anterior. Quando a inflação acelera — como aconteceu com os índices de fevereiro (0,70%) e março de 2026 (0,88%) —, o resultado do fundo dispara e o provento sobe junto. Quando o IPCA desacelera, como ocorreu na segunda metade de 2025, os dividendos caem proporcionalmente.
Isso é oscilação por construção, não por risco de crédito. A carteira do fundo não teve inadimplência relevante desde 2016. O investidor precisa olhar a média de 12 meses como referência de rendimento — não um mês isolado —, e reconhecer que está comprando uma renda real indexada à inflação, não um cupom fixo como um título pré-fixado.
A gestão Kinea mantém uma reserva acumulada de R$ 0,85 por cota (cerca de R$ 68 milhões sobre os 80,1 milhões de cotas em circulação em abril de 2026), exatamente para suavizar os meses de inflação mais baixa. Em abril de 2026, por exemplo, o resultado gerado por cota foi de R$ 1,22 — acima da distribuição de R$ 1,10 — e o excedente foi incorporado à reserva. Essa dinâmica impede que uma queda pontual do IPCA impacte bruscamente o fluxo de caixa do cotista.
A tabela mês a mês com valores exatos está disponível acima, gerada automaticamente com os dados mais recentes. A narrativa abaixo contextualiza os principais movimentos do período:
O termo high yield no mercado de FIIs costuma designar fundos que pagam yields muito acima da média, mas com risco de crédito mais elevado — operações mais agressivas, devedores menores, garantias mais fracas. O KNIP11 não é um FII high yield nesse sentido: é o representante high grade do segmento, isto é, o fundo de menor risco de crédito e maior qualidade de carteira.
O DY de 10,56% nos últimos 12 meses é competitivo para um fundo com esse nível de segurança, mas fica abaixo da mediana dos pares comparáveis (em torno de 12,5%). Fundos como CPTS11, IRDM11 e RECT11, que compõem o grupo de referência, carregam mais risco de crédito e compensam com yield mais alto. O KNIP11 oferece menos retorno e menos risco — coerente com a sua proposta de ser um hedge inflacionário de qualidade institucional, com gestão Kinea/Itaú e carteira de 117 CRIs com garantias reais.
Para quem busca simplesmente o maior número de dividendos mensais possível sem avaliar o risco subjacente, o KNIP11 pode não ser a escolha mais indicada. Para quem quer construir uma renda real isenta, com estabilidade de crédito e liquidez diária de R$ 9,3 milhões na B3, é difícil encontrar algo melhor no segmento.
A distribuição do KNIP11 é estruturalmente sustentável. Os proventos são financiados pelo resultado caixa da carteira — juros e correção monetária dos CRIs, líquido das despesas do fundo —, não por amortizações ou retorno de capital. A carteira marcada a mercado a IPCA + 10,06% ao ano com duration de 4,1 anos é o lastro permanente da renda.
O payout médio dos últimos 12 meses ficou em aproximadamente 97% do resultado gerado, com o fundo distribuindo pouco abaixo do que produziu e acumulando a diferença na reserva. Essa reserva de R$ 0,85 por cota é o principal mecanismo de previsibilidade: em meses de inflação fraca, a gestão pode complementar a distribuição sem romper com a política de dividendos.
A projeção para os próximos 6 a 12 meses aponta para um intervalo de R$ 0,70 a R$ 1,25 por cota por mês, dependendo da trajetória do IPCA. O cenário-base do Boletim Focus projeta IPCA de 4,86% para 2026, o que sustentaria proventos médios em torno de R$ 0,80 a R$ 1,00 por cota. Em cenário otimista (inflação persistente), o DY dos próximos 12 meses pode chegar a 12%. Em cenário de desinflação forte (IPCA em torno de 3%), o DY comprime para perto de 8,5% — ainda com prêmio real relevante sobre a Selic e o CDI.
Um ponto adicional de sustentabilidade: em abril de 2026 o fundo recebeu integralmente o resgate antecipado do CRI Escritório AAA, que respondia por cerca de 6,8% da carteira. Os recursos serão realocados em novos CRIs com taxas superiores às do papel resgatado (IPCA + 5,85%), o que tende a elevar o carrego médio da carteira no médio prazo.
| Competência | Rendimento/cota | DY no mês | Preço-base | Data-com | Pagamento |
|---|---|---|---|---|---|
| 2026-05 | R$ 1,25 | 1,337% | R$ 93,47 | — | 2026-06-12 |
| 2026-04 | R$ 1,1 | 1,177% | R$ 93,43 | — | 2026-05-14 |
| 2026-03 | R$ 1,05 | 1,148% | R$ 91,5 | — | 14/04/2026 |
| 2026-02 | R$ 0,65 | 0,701% | R$ 92,79 | — | — |
| 2026-01 | R$ 0,7 | 0,762% | R$ 91,81 | — | — |
| 2025-12 | R$ 0,7 | 0,773% | R$ 90,54 | — | — |
| 2025-11 | R$ 0,72 | 0,824% | R$ 87,42 | — | — |
| 2025-10 | R$ 0,62 | 0,705% | R$ 88,0 | — | — |
| 2025-09 | R$ 0,6 | 0,684% | R$ 87,77 | — | — |
| 2025-08 | R$ 0,7 | 0,82% | R$ 85,41 | — | — |
| 2025-07 | R$ 0,8 | 0,913% | R$ 87,65 | — | — |
| 2025-06 | R$ 0,8 | 0,879% | R$ 90,99 | — | — |
| 2025-05 | R$ 1,04 | 1,138% | R$ 91,35 | — | — |
| 2025-04 | R$ 1,25 | 1,369% | R$ 91,29 | — | — |
| 2025-03 | R$ 1,05 | 1,149% | R$ 91,35 | — | — |
| 2024-12 | R$ 1,0 | 1,107% | R$ 90,3 | — | — |
| 2024-11 | R$ 0,9 | 0,992% | R$ 90,73 | — | — |
| 2024-10 | R$ 0,7 | 0,765% | R$ 91,48 | — | — |
| 2024-09 | R$ 0,75 | 0,798% | R$ 94,0 | — | — |
| 2024-08 | R$ 0,76 | 0,788% | R$ 96,5 | — | — |
| 2024-07 | R$ 0,87 | 0,912% | R$ 95,38 | — | — |
| 2024-06 | R$ 0,85 | 0,896% | R$ 94,83 | — | — |
| 2024-05 | R$ 0,8 | 0,826% | R$ 96,9 | — | — |
| 2024-04 | R$ 1,05 | 1,082% | R$ 97,0 | — | — |
| 2024-03 | R$ 1,05 | 1,09% | R$ 96,32 | — | — |
| 2024-02 | R$ 0,95 | 0,972% | R$ 97,7 | — | — |
| 2024-01 | R$ 0,86 | 0,89% | R$ 96,59 | — | — |
Sim, o KNIP11 distribui rendimentos todo mês. O pagamento ocorre em meados do mês seguinte ao da competência — por exemplo, o provento de maio de 2026 foi pago em 12 de junho.
O último dividendo do KNIP11 foi de R$ 1,25 por cota, referente a maio de 2026, pago em 12/06/2026. A média dos 12 meses anteriores ficou em torno de R$ 0,81 por cota por mês.
O DY acumulado nos 12 meses mais recentes é de 10,56% sobre a cotação de referência. Esse rendimento é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Porque a carteira do fundo é composta por CRIs indexados ao IPCA. O provento mensal reflete a inflação dos 2 meses anteriores — quando o IPCA sobe, o dividendo sobe; quando cai, cai junto. Em setembro de 2025 o fundo pagou R$ 0,60 e em maio de 2026 pagou R$ 1,25.
Sim, para pessoas físicas os proventos de FIIs listados na B3 são isentos de Imposto de Renda, desde que o fundo tenha mais de 50 cotistas e as cotas sejam negociadas em bolsa — o que é o caso do KNIP11.
Sim. A distribuição é sustentada pelo carrego da carteira de 117 CRIs a IPCA+10,06% MTM e pela reserva acumulada de R$ 0,85 por cota. O fundo não tem inadimplência relevante desde 2016 e o resultado gerado tem superado as distribuições recentemente.