O KNSC11 (Kinea Securities FII) distribuiu R$ 0,10 por cota em maio de 2026, pago no dia 12/06/2026. Com a cotação em torno de R$ 9,13, isso representa um dividend yield mensal de aproximadamente 1,09% e um DY acumulado dos últimos 12 meses de 12,5%. O DY recorrente projetado com base nos últimos meses fica em 13,27% ao ano — um dos mais competitivos entre os FIIs de papel disponíveis ao varejo na família Kinea.
O fundo paga os rendimentos todo mês, sem exceção, com anúncio geralmente no último dia útil do mês de competência e pagamento até o 5º dia útil do mês seguinte. Ao longo dos últimos 21 meses com histórico detalhado, não houve um único mês sem distribuição — o que demonstra disciplina na política de dividendos.
O histórico recente do KNSC11 revela uma trajetória de alta volatilidade dentro de uma banda previsível. O pico de distribuição foi em abril de 2025, quando o fundo pagou R$ 0,12 por cota — reflexo do IPCA defasado elevado de fevereiro de 2025 (1,31%) somado à Selic em 15,00%. A partir daí, as distribuições foram recuando conforme os IPCAs mensais de referência esfriaram.
Em fevereiro de 2026, o DPS atingiu o piso do ciclo: R$ 0,08 por cota. O motivo foi direto — os meses de dezembro/2025 e janeiro/2026 tiveram IPCA de apenas 0,33% cada, os menores da sequência, e como os CRIs do tipo IPCA+ refletem a variação do índice com defasagem de dois meses, o resultado do fundo despencou. O fundo usou sua reserva acumulada (R$ 0,05/cota em março/2026) para manter a distribuição dentro de um patamar razoável.
A recuperação veio rapidamente: em março de 2026 o DPS saltou para R$ 0,11, com o IPCA de fevereiro/2026 voltando a 0,70%. Em abril e maio de 2026 o dividendo se estabilizou em R$ 0,10. O padrão sugere que a faixa R$ 0,09–R$ 0,12 tende a se repetir enquanto o IPCA se mantiver entre 4% e 5,5% ao ano e a Selic permanecer acima de 13%.
O acumulado semestral de 2025 (primeiro semestre) registrou lucro em caixa de R$ 127,7 milhões e distribuições de R$ 119,3 milhões — payout de 93,4%, com o fundo fazendo caixa. Já no primeiro semestre de 2026 (dados parciais até março), o fundo queimou caixa: resultado de R$ 48,7 milhões contra distribuídos R$ 56,6 milhões (payout 116%). O uso da reserva foi calculado e proposital para sustentar o DPS nos meses de IPCA baixo.
A variação é estrutural e decorrente da composição da carteira. O KNSC11 tem 61,3% do patrimônio em CRIs IPCA+ (taxa média de mercado de IPCA + 10,31%) e 38,2% em CRIs CDI+ (taxa média de CDI + 3,14%). Isso significa que o resultado mensal do fundo é diretamente dependente de dois indexadores macroeconômicos:
Essa dupla sensibilidade explica tanto o pico de R$ 0,12 em abril/2025 (IPCA alto + Selic alta) quanto o vale de R$ 0,08 em fevereiro/2026 (IPCA baixo + início de ciclo de queda da Selic). Não é falha de gestão — é a mecânica do produto. Quem compra KNSC11 está, de fato, comprando exposição ao carrego de IPCA e CDI com spread bancário.
O fundo mantém uma reserva de resultado não distribuído que funciona como amortecedor. Em março/2026 essa reserva estava em R$ 0,05 por cota (R$ 10,1 milhões). Em janeiros ruins, como janeiro/2026 (resultado por cota de apenas R$ 0,04), o fundo usou a reserva para manter a distribuição em R$ 0,09 — o payout ficou em 1,80 no mês, mas a distribuição não foi cortada. É uma gestão ativa de suavização que tem funcionado, mas depende de que os meses fortes recomponham o colchão.
A análise de sustentabilidade indica que o DPS do KNSC11 é sustentável estruturalmente. O spread MTM combinado — IPCA + 10,31% na parcela maior e CDI + 3,14% na parcela pós-fixada — gera resultado suficiente para cobrir distribuições de R$ 0,09 a R$ 0,12 nos cenários normais de IPCA entre 4% e 6% ao ano. O payout médio dos últimos 12 meses ficou em torno de 103%, levemente acima do resultado, mas sustentado pela reserva acumulada em meses de IPCA alto.
O guidance para os próximos 6 meses (junho a novembro/2026) aponta DPS na faixa de R$ 0,09 a R$ 0,12 por cota, com as seguintes premissas: IPCA Focus 2026 de 4,31% ao ano (mediana ~0,35% ao mês), Selic recuando gradualmente para 13,5% até dezembro/2026 e sem nova emissão diluente no período. O DY projetado no cenário-base é de 13,3% ao ano sobre a cotação atual.
O principal risco para o DPS não é de crédito — a carteira de 89 CRIs não registrou inadimplência relevante em 5 anos —, mas sim macroeconômico: queda abrupta do IPCA (abaixo de 3% ao ano) e Selic recuando para 12% reduziria o DPS para a faixa de R$ 0,07–R$ 0,09. Esse é o cenário pessimista com probabilidade de 20% na análise do fundo.
O KNSC11 tem um padrão sazonal identificável, embora menos pronunciado do que FIIs de tijolo. Os dividendos tendem a ser maiores de janeiro a maio, quando o IPCA defasado incorpora a pressão inflacionária típica do fim e início de ano (alimentos, educação, energia). Os vales costumam ocorrer de julho a outubro, quando o IPCA defasado reflete meses de menor pressão.
A variação entre o pico e o vale sazonal historicamente ficou entre 25% e 33% nos últimos dois anos. Isso significa que um investidor que recebe R$ 0,12 em fevereiro pode receber R$ 0,09 em setembro — sem que isso indique problema no fundo. É o ritmo natural do indexador. Para quem usa os dividendos para aportar, os meses de DPS menor são oportunidade de compra com o fundo ainda saudável.
| Competência | Rendimento/cota | DY no mês | Preço-base | Data-com | Pagamento |
|---|---|---|---|---|---|
| 2026-05 | R$ 0,1 | 1,095% | R$ 9,13 | — | 2026-06-12 |
| 2026-04 | R$ 0,1 | 1,082% | R$ 9,24 | 2026-04-30 | 2026-05-14 |
| 2026-03 | R$ 0,11 | 1,193% | R$ 9,22 | — | 2026-04-14 |
| 2026-02 | R$ 0,08 | 0,907% | R$ 8,82 | — | 2026-03-12 |
| 2026-01 | R$ 0,09 | 1,006% | R$ 8,95 | — | 2026-02-12 |
| 2025-12 | R$ 0,09 | 1,025% | R$ 8,78 | — | 2026-01-14 |
| 2025-11 | R$ 0,09 | 1,04% | R$ 8,65 | — | 2025-12-11 |
| 2025-10 | R$ 0,09 | 1,047% | R$ 8,6 | — | 2025-11-13 |
| 2025-09 | R$ 0,1 | 1,136% | R$ 8,8 | — | 2025-10-13 |
| 2025-08 | R$ 0,09 | 1,04% | R$ 8,65 | — | 2025-09-11 |
| 2025-07 | R$ 0,1 | 1,175% | R$ 8,51 | — | 2025-08-13 |
| 2025-06 | R$ 0,09 | 1,015% | R$ 8,87 | — | 2025-07-11 |
| 2025-05 | R$ 0,1 | 1,155% | R$ 8,66 | — | 2025-06-12 |
| 2025-04 | R$ 0,11 | 1,266% | R$ 8,69 | — | 2025-05-14 |
| 2025-03 | R$ 0,1 | 1,171% | R$ 8,54 | — | 2025-04-11 |
| 2025-02 | R$ 0,09 | 1,03% | R$ 8,74 | — | 2025-03-17 |
| 2025-01 | R$ 0,1 | 1,238% | R$ 8,08 | — | 2025-02-13 |
| 2024-12 | R$ 0,09 | 1,068% | R$ 8,43 | — | 2025-01-14 |
| 2024-11 | R$ 0,08 | 1,004% | R$ 7,97 | — | 2024-12-12 |
| 2024-10 | R$ 0,08 | 0,949% | R$ 8,43 | — | 2024-11-13 |
| 2024-09 | R$ 0,09 | 0,993% | R$ 9,06 | — | 2024-10-11 |
Em maio de 2026, o KNSC11 pagou R$ 0,10 por cota. Desde março/2026 o DPS oscila entre R$ 0,10 e R$ 0,11 após a recuperação do IPCA. O vale mais recente foi R$ 0,08 em fevereiro/2026.
Sim, o KNSC11 distribui rendimentos mensalmente, com anúncio no último dia útil do mês e pagamento até o 5º dia útil do mês seguinte. Não houve interrupção nos últimos 21 meses.
O DY dos últimos 12 meses é de 12,5% (sobre cotação de ~R$ 9,13). O DY recorrente projetado com base no DPS médio recente (R$ 0,10/mês) é de 13,27% ao ano.
O fundo tem 61% do portfólio em CRIs indexados ao IPCA, que reflete a variação do índice com 2 meses de defasagem. Quando o IPCA mensal fica baixo (como 0,33% em dez/25 e jan/26), o resultado cai. Quando o IPCA sobe, o DPS sobe junto.
A análise indica sustentabilidade estrutural: o spread MTM de IPCA+10,31% e CDI+3,14% gera resultado suficiente para cobrir R$ 0,09–0,12 em cenários normais. O risco é macroeconômico, não de crédito da carteira.
A data-com (última data para ter direito ao provento) é tipicamente o último dia útil do mês de competência. Quem comprar a cota até esse dia recebe o dividendo daquele mês no início do mês seguinte.