Recomendação: NEUTRO · Nota 6,3/10
O NEXG11 é um FIAGRO que empresta dinheiro para o agronegócio comprando CRAs — títulos de dívida de empresas do agro (sementes, frigoríficos, usinas de etanol, fertilizantes) — e repassa os juros ao cotista, isentos de Imposto de Renda para pessoa física. Quem gere é a Nex Gestão de Recursos, uma casa nova de Goiânia (autorizada em 2022), com a Vórtx como administradora.
Desde a estreia em nov/2023 a cota ajustada rendeu +89% (278% do CDI), um resultado forte para um fundo tão jovem — fruto de uma carteira muito espalhada (41 devedores em 8 setores), o que reduz o estrago de qualquer calote isolado. O dividendo, porém, é irregular: caiu de R$1,10 para R$0,75 em nov/25 logo após uma emissão de cotas, porque o fundo demora a colocar o dinheiro novo para render. Hoje paga cerca de R$0,90/mês, com quase 41% do patrimônio ainda parado em caixa.
O ponto fraco é o preço: a cota vale ~33% a mais do que o patrimônio de fato tem, e o rendimento anual (~8,4%) é baixo para um Fiagro que cobra 1,16% de taxa. Serve para quem quer diversificar no crédito do agro com uma gestão que já provou processo; não serve para quem persegue dividendo estável ou entra caro. Uma 4ª emissão está em curso (jul/26) e deve pressionar o dividendo de novo. Veredicto: acompanhar — o prêmio atual não convida à entrada.
O NEXG11 representa uma tese de crédito privado pulverizado no agronegócio, oferecendo exposição a 41 devedores em 8 setores via CRAs marcados a mercado, com 80% indexado ao CDI e isenção de IR para PF. A gestão boutique da Nex demonstrou bom processo de seleção desde o IPO (+89% na cota ajustada, 278% do CDI) sem defaults relevantes, posicionando-se em middle risk com foco em garantias robustas.
O problema atual não é a qualidade da carteira, mas o preço e a execução: com P/VP de 1,33 (prêmio de ~33% sobre o VP), o DY resultante de ~8,4% é baixo para o segmento; e o caixa crônico de ~41% mais a 4ª emissão em curso (jul/26) ameaçam repetir a diluição do dividendo vista em nov/25. É um produto para diversificação tática no crédito agro com gestão de processo comprovado — mas o prêmio elevado limita o upside e recomenda-se aguardar melhor ponto de entrada ou avaliar após a alocação da 4ª emissão. Sugere-se limitar a 3-5% do bolso de FIIs/Fiagros.
Nossa leitura do NEXG11 hoje é NEUTRO, com nota 6,3/10. Essa nota não é do gestor nem do administrador: é a avaliação editorial do Rico aos Poucos, feita a partir dos documentos que o fundo publica na CVM. Abaixo está o que sustenta essa posição — e o que a contraria.
Fiagro de crédito da Nex Gestão com pulverização entre as melhores do segmento (41 devedores em 8 setores) e track record positivo desde o IPO (+89% na cota ajustada, 278% do CDI). Fica acima da mediana do bucket pela qualidade da carteira e ausência de defaults relevantes, mas o prêmio de ~33% sobre o VP e o caixa crônico de ~41% limitam a nota — negocia caro para um Fiagro de DY de ~8,4%.
Segurança em FII não é sim ou não — é o tamanho do risco que você aceita. O NEXG11 tem perfil de risco medio. O que isso significa na prática:
| Componente | Nível |
|---|---|
| Concentração | 1,5 |
| Volatilidade do preço | 3,0 |
| Volatilidade do dividendo | 3,5 |
| Liquidez | 4,0 |
| Risco do ativo subjacente (crédito) | 2,5 |
| Risco financeiro/governança | 3,5 |
A 4ª emissão em curso (jul/2026) pode repetir o padrão da 3ª: em nov/25 o DPS caiu 32% (R$1,10 → R$0,75) porque o fundo demora a alocar os recursos novos. Com ramp-up histórico de 90-106 dias úteis e caixa já em ~41%, novos recursos tendem a pressionar o DPS por vários meses após a captação.
O caixa crônico de ~41% derruba a taxa média da carteira total para CDI+0,64% (versus CDI+3,09% dos ativos-alvo). Enquanto o fundo não alocar esse caixa, o rendimento efetivo do cotista fica muito abaixo do potencial da carteira — é o custo silencioso da dificuldade de alocação.
A cota negocia a R$132,89 contra VP de R$99,95 (prêmio de ~33%). Se a Selic cair e os spreads de CRA comprimirem, ou se o mercado reavaliar o prêmio, a cota pode desvalorizar mais do que o VP — quem entra caro assume esse risco de reversão de múltiplo.
A Vórtx atua como administradora do fundo E coordenadora líder da 4ª emissão. Essa concentração de funções gera potencial conflito de interesse (a mesma parte estrutura a oferta e administra o fundo), a ser monitorado nos documentos da oferta.
Exposição 100% ao agro brasileiro. O conflito Irã-EUA-Israel (fev/2026) elevou petróleo (Brent +94,81% no ano) e fertilizantes, pressionando custos de devedores de cana, milho e etanol. Quebra de safra ou choque de commodities pode estressar simultaneamente vários devedores do mesmo elo da cadeia.
| Cenário | Descrição |
|---|---|
| favoravel | A gestão aloca rapidamente os recursos da 4ª emissão em CRAs com prêmio de CDI+3% ou mais, reduzindo o caixa de ~41% para ~20%. O carrego médio sobe e o DPS se estabiliza em R$0,95-1,00/cota. Cota mantém prêmio sobre o VP. |
| favoravel | Sem novos eventos de crédito; carteira pulverizada segue performando. Selic alta sustenta o rendimento dos ativos CDI+. DPS estável em R$0,88-0,92. Cota oscila lateralmente com o prêmio atual. |
| desfavoravel | A 4ª emissão repete o padrão de nov/25: alocação lenta dilui o DPS para R$0,70-0,80/cota por vários meses. O prêmio sobre o VP começa a comprimir com a frustração do dividendo. Cota recua. |
| desfavoravel | Choque de custos (fertilizantes/combustíveis) ou quebra de safra estressa devedores; surge o primeiro default relevante. Combinado com queda da Selic comprimindo spreads, o prêmio de ~33% reverte e a cota cai em direção ao VP (R$100). |
O NEXG11 encerra mai/2026 com patrimônio líquido de R$123,19 milhões, VP/cota de R$99,95, 1.232.544 cotas e uma base ainda pequena de 664 cotistas. A carteira é uma das mais pulverizadas do segmento de Fiagros de papel — 41 devedores em 8 setores do agro, nenhum acima de 4,5% do PL, com 80,49% indexado ao CDI e sem defaults registrados. Desde o IPO em nov/2023, a cota ajustada rendeu +89,37% (278,74% do CDI), evidenciando um processo de seleção sólido para uma gestora boutique tão jovem quanto a Nex.
O ponto central da análise não é a qualidade da carteira, mas o preço e a execução. A cota negocia a R$132,89, um prêmio de ~33% sobre o VP realizável, resultando no menor DY do grupo de comparáveis (~8,4% versus mediana de ~13%). Simultaneamente, o caixa crônico de ~40,95% derruba a taxa média da carteira total para CDI+0,64% (versus CDI+3,09% dos ativos-alvo) — ou seja, quase metade do patrimônio está parado, rendendo pouco, enquanto a gestão tenta alocar. Esse é o gargalo estrutural do fundo: a velocidade de alocação (90-106 dias úteis nas emissões anteriores) não acompanha a captação.
A 4ª emissão aprovada em 27/07/2026 (até 687.500 novas cotas com lote adicional, captando até R$68,73 Mi) é o principal risco de curto prazo. Se o ramp-up repetir o padrão de nov/25 — quando o DPS caiu 32% (R$1,10 → R$0,75) após a 3ª emissão — o dividendo deve ser pressionado novamente por vários meses. A dupla função da Vórtx (administradora e coordenadora líder) adiciona ponto de atenção de governança. A nota é 6,3 (NEUTRO): fundo decente, com gestão de bom processo e carteira pulverizada, mas o prêmio elevado e o risco de nova diluição não convidam à entrada no preço atual.
Recomendação atual: NEUTRO. Nota 6,3/10. O NEXG11 é um FIAGRO que empresta dinheiro para o agronegócio comprando CRAs — títulos de dívida de empresas do agro (sementes, frigoríficos, usinas de etanol, fertilizantes) — e repassa os juros ao cotista, isentos de Imposto de Renda para pessoa física. Quem gere é a Nex…
Nossa leitura atual do NEXG11 é “NEUTRO”. Nota 6,3/10. Avalie conforme seu perfil de risco e os pontos de atenção listados acima.
Os principais pontos de atenção do Nex Crédito Agro FIAGRO incluem: Caixa elevado crônico (~41% do PL em mai/26); Queda abrupta do dividendo em nov/25 (-32%); 4ª Emissão em curso (jul/2026) — nova diluição potencial; P/VP de 1,33 — prêmio de ~33% sobre o VP.
O NEXG11 é indicado para: Investidores experientes que entendem riscos de crédito privado do agronegócio Quem busca diversificação setorial em crédito agro pulverizado (41 devedores, 8 setores) Investidores PF que valorizam a isenção de IR sobre os rendimentos