PMIS11 — Paramis Hedge Fund FII

PARAMIS HEDGE FUND FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - FII RESPONSABILIDADE LIMITADA

Recomendação: AGUARDAR · Nota 6,9/10 · Cotação R$ 7,85 · P/VP 0,9703 · DY 12m 14,2%

Análise e recomendação

O PMIS11 é um FII de papel do tipo hedge fund gerido pela Paramis Capital, que combina uma carteira de 34 CRIs (com 51,4% indexados a IPCA+ a uma taxa de carrego marcada a mercado de IPCA+10,14%), uma carteira de FIIs de carrego (10% do PL) e gestão ativa de ganho de capital. Aos R$ 8,03 a cota negocia praticamente no valor patrimonial (R$ 8,09, P/VP de 0,99x) e entregou um dividend yield de 14,2% em 12 meses — equivalente a cerca de 129% do CDI no último mês. O resultado de mar/26 (R$ 0,097/cota) veio acima da distribuição (R$ 0,092/cota), gerando reserva acumulada de R$ 0,066/cota, o que dá fôlego para a distribuição nos próximos meses.

O problema central não está na carteira de crédito, que é diversificada e bem indexada para o ciclo de inflação atual, mas na liquidez crítica de apenas R$ 179 mil negociados por dia. Com PL de R$ 104 milhões e 6.706 cotistas, o fundo é pequeno e ilíquido: sair de uma posição relevante em um momento de estresse pode forçar venda com desconto, e o spread bid-ask tende a ser elevado fora dos horários de atuação do formador de mercado (Banco Fator). Some-se a isso o fato de ser um fundo jovem (IPO em fev/2024), uma taxa de performance agressiva (20% sobre o que exceder IPCA+3% ou o yield do IMA-B 5) e a exposição a CRIs da Virgo num momento de denúncia à CVM. Por isso, o veredicto é AGUARDAR: ótimo carrego e desconto inexistente não compensam o risco de liquidez para quem precisa de flexibilidade de saída. Faz sentido apenas como satélite pequeno para quem busca CRI IPCA+ e tolera carência de liquidez.

Pontos de atenção e riscos

Liquidez crítica — R$ 179 mil/dia

O volume médio diário de R$ 179.303 é baixíssimo para um FII. Posições relevantes só são desmontadas com desconto, e a saída em momentos de estresse de mercado pode ser difícil ou custosa. É o maior risco prático do fundo.

Exposição a CRIs da Virgo sob investigação

Em agosto/2025 um ex-diretor da Virgo denunciou à CVM suposto desvio de recursos. O PMIS11 tem CRI Mateus (22L1417065) e CRI Postos Aldo (24H0031235) dessa securitizadora. A gestão acompanha mensalmente as contas vinculadas (recursos no Itaú Empresa Trust RF) e diz não ter encontrado irregularidades, mas o risco reputacional/operacional persiste.

Fundo jovem — IPO em fev/2024

Pouco mais de dois anos de histórico de negociação. Ainda não passou por um ciclo completo de crédito (defaults, reestruturações) sob a gestão atual, o que limita a avaliação do track record de recuperação.

Taxa de performance agressiva

20% sobre o que exceder o maior entre IPCA+3% e IPCA+yield do IMA-B 5. Em anos de bom desempenho, a performance fee corrói parte relevante do retorno excedente do cotista, acima da já cobrada taxa de gestão+adm de 1,10% a.a.

PL pequeno — spread bid-ask elevado

Com R$ 104 milhões de patrimônio, o fundo tem ganho de escala limitado e depende do formador de mercado para sustentar liquidez mínima. O custo implícito de entrada/saída via spread costuma ser maior que em fundos grandes do segmento.

Resultado por cota em tendência de queda

O resultado por cota recuou de cerca de R$ 0,106 (abr/25) para R$ 0,097 (mar/26), reflexo da queda da Selic comprimindo o carrego pós-fixado e do caixa elevado. A distribuição de R$ 0,092 vem sendo sustentada parcialmente pela reserva.

Sobre a gestora

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