Paramis Capital

Nota 7.0/10 — BOA

Paramis Capital tem 1 fundo analisado (PMIS11). Nota média 7.0/10 (BOA).

A Paramis Capital é uma gestora independente fundada em 2007 no Rio de Janeiro, com presença também em São Paulo. Operando sob a razão social Paramis BR Investimentos (CNPJ 12.417.157/0001-04), a casa acumula mais de 18 anos de experiência e um histórico de mais de R$ 4,5 bilhões estruturados em operações de capital de mercado antes de lançar seu primeiro fundo imobiliário. O AUM total sob gestão supera R$ 1,85 bilhão, distribuído em 44 fundos (27 operacionais) entre renda fixa, multimercado, previdência, infraestrutura e imobiliário — com mais de 30.000 cotistas na base consolidada.

Track record e governança

A Paramis Capital chegou ao mercado de FIIs em novembro de 2023 como uma estreante no segmento público, mas carregando um pedigree relevante em crédito estruturado: a experiência originária em análise e estruturação de operações de equity e dívida para o setor imobiliário e agro é o alicerce da estratégia do PMIS11. A direção responsável é exercida por Ricardo Tornelli Mateoli, com Antonio Manuel da Silva Ramos nas funções de compliance e gestão de risco — estrutura típica de casas com histórico institucional pré-FII.

A prestação de contas segue padrão de mercado: a administração é exercida pela XP Investimentos CCTVM S.A., o custodiante é a Oliveira Trust DTVM e o auditor é a Ernest Young. O fundo integra o IFIX desde 2024, consolidando relevância no benchmark do segmento. Nenhum evento regulatório ou problema junto à CVM foi identificado nas fontes consultadas. A gestora é membro da ANBIMA.

Estratégia e fundos sob gestão

No universo de FIIs, a Paramis Capital possui um único produto: o PMIS11 (Paramis Hedge Fund FII), classificado como híbrido de gestão ativa com mandato do tipo hedge fund. A estrutura opera com quatro pernas: CRI IPCA+, CRI CDI, cotas de outros FIIs e caixa — combinando carrego de crédito com reposicionamento tático. A carteira de CRIs é composta por aproximadamente 71% em papéis indexados ao IPCA (taxa média de IPCA+10,39%) e 29% ao CDI (CDI+3,9%), com diversificação setorial em residencial, shoppings, varejo e infraestrutura.

A concentração individual de devedores é limitada a 5,1% do patrimônio, e 24% da carteira de CRI é composta por papéis pulverizados — estrutura que dilui risco de crédito individual. O patrimônio líquido do fundo encerrou dezembro de 2025 em torno de R$ 140 milhões, com cerca de 6.700 cotistas. O DY acumulado desde o início representou 121,64% do CDI, com yield equivalente a IPCA+15,7% na carteira marcada a mercado. O mandato da gestora é claramente voltado para rentabilidade real via prêmio de crédito, não para volume de ativos sob gestão no segmento imobiliário.

Pontos fortes e de atenção

  • Experiência pré-FII em crédito estruturado: mais de 18 anos e R$ 4,5 bi em operações antes do lançamento do PMIS11 — o time não é novato em análise de devedor imobiliário.
  • Taxa média elevada e bem distribuída: IPCA+10,39% em 71% do portfólio de CRI, com diversificação setorial e limitação de concentração individual.
  • Governança sólida: XP como administrador, E&Y como auditor, presença no IFIX e sem ocorrências regulatórias identificadas.
  • Grupo com escala: R$ 1,85 bi sob gestão em múltiplas estratégias dá à Paramis acesso a fluxo de operações e relacionamento com estruturadores.
  • Fundo jovem com histórico curto: iniciado em novembro de 2023, o PMIS11 ainda não passou por ciclo completo de estresse de crédito como produto público.
  • Concentração de produto FII: com apenas um FII público, qualquer problema reputacional no PMIS11 afeta diretamente a imagem da gestora no segmento.
  • Liquidez limitada: com ~R$ 140 milhões de PL e ~6.700 cotistas, o fundo tem giro de bolsa reduzido — spreads de compra/venda podem ser desfavoráveis em momentos de saída.
  • Mandato amplo exige confiança na gestão ativa: a flexibilidade de alocação entre CRI, FII e caixa é vantagem em mãos experientes, mas implica risco de erro de alocação sem benchmark claro de referência.

Para qual investidor faz sentido

O PMIS11 é adequado para o investidor que busca renda real (IPCA+) elevada com carteira diversificada de crédito imobiliário, tolerante à baixa liquidez de bolsa e confortável com gestão ativa de um fundo relativamente pequeno. O histórico da gestora em crédito estruturado é um diferencial legítimo — mas deve ser lido como competência em originação e análise, não necessariamente como track record em gestão de fundo público. O investidor deve monitorar: evolução da inadimplência dos CRIs, manutenção da taxa média da carteira frente ao ciclo de crédito e capacidade da gestora de crescer o fundo sem comprometer a qualidade dos ativos.

Segmentos de atuação: FII Hedge Fund — CRI + FII + Caixa

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