VGIR11 — Valora CRI CDI

Valora RE III (denominação anterior, até jun/2025)

Segmento: Recebíveis Imobiliários (Papel CRI — gestão ativa, indexação CDI predominante) · Cotação R$ 9,43 · P/VP 0,9613 · VP/cota R$ 9,81 · Patrimônio R$ 1,43 Bi · 277.602 cotistas

O que é o VGIR11

O VGIR11 (Valora CRI CDI) é um fundo imobiliário do segmento Recebíveis Imobiliários (Papel CRI — gestão ativa, indexação CDI predominante). Valora RE III (denominação anterior, até jun/2025)

Financia construtoras residenciais com empréstimos imobiliários em CDI e distribui os juros como renda mensal

Esta página é a ficha do VGIR11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.

Números do VGIR11 em 2026

  • Patrimônio líquido: R$ 1,43 Bi
  • Valor patrimonial por cota: R$ 9,81
  • Número de cotistas: 277.602

Taxas

  • Taxa de Administração: 0,20% a.a.
  • Taxa de Gestão: 0,80% a.a.
  • Taxa de Performance: 20% sobre CDI
  • Custo total efetivo: ~1,0% a.a.

Gestora

Gestão: Valora Gestão de Investimentos.

Gestora independente especializada em crédito imobiliário, atuando desde 2007 (CVM nº 9.620). Estratégia diferencial: estrutura as próprias operações via ICVM 476/160 (esforços restritos), o que permite controle do desenho do CRI desde a originação — diferente de gestores que apenas compram CRIs estruturados por terceiros. Gere também o irmão VGIP11 (papel IPCA), reforçando especialização no segmento. Track record consistente em VGIR11: nenhum default reportado em 8 anos de história, DPS estável e 264 mil cotistas.

  • Anos no mercado: 18+
  • Foco: Crédito imobiliário e CRI
  • Modelo: Operações exclusivas estruturadas

Ver a análise da gestora Valora Gestão de Investimentos →

Carteira do VGIR11: no que o fundo investe

AtivoLocalização% do PLOcupação
tecnisa-573e6,6%
helbor-137e6,6%
tecnisa-11e-1s6,1%
helbor-79e-1s5,9%
hbr-34e4,8%
helbor-40e4,4%
tecnisa-397s4,0%
rv-ipiranga-24,0%
helbor-7e1s4,0%
oscar-freire-50s3,9%
matarazzo-340e3,3%
matarazzo-gfsa2,8%
helbor-22e2,6%
hm-engenharia-365s2,4%
gafisa-fe-1s2,4%
you-73e-2s2,3%
hm-engenharia-366s2,3%
hm-engenharia-97e1,8%
são-benedito1,4%
oscar-freire-59s1,4%
helbor-440s1,3%
viewco1,3%
helbor-86e1,2%
via-sul1,2%
tutoia1,1%
golf-residence1,1%
cantu-pneus1,1%
francisco-morato1,1%
haus-moema1,0%
you-73e-1s1,0%
pagano0,9%
helbor-111e0,9%
helbor-51e0,9%
hub-pinheiros-2s0,7%
said-aiach0,7%
splendido0,7%
mf70,6%
flow0,5%
longitude-44e-2s0,5%
são-gonçalo-179e0,5%

Concentração e diversificação

HHI 0,037 — baixa.

QuebraParticipação
Por indexadorCDI 99,5% · IPCA 0,5%

Preço, P/VP e valor patrimonial

Cotação de R$ 9,62 (01/06/2026) frente ao VP/cota de R$ 9,68 (abr/2026). Desconto marginal de ~1% — praticamente na paridade patrimonial, típico de FII de papel CDI maduro e líquido. Não há janela clara de entrada por desconto patrimonial.

último fechamento R$ 9,43 · mínima histórica R$ 5,77 · máxima R$ 12,91 · valor patrimonial por cota R$ 9,81.

Liquidez e negociação

Volume médio diário (21 pregões) de R$ 4.091.108 · média de 12 meses de R$ 5.035.635.

Liquidez excelente para o segmento. Volume diário próximo de R$ 4–6 mi. Posição de R$ 1 mi sai em ~1,2 dia útil mantendo até 20% do volume — liquidez maior que a maioria dos FIIs de papel high yield. Integra o IFIX desde 2025.

Trajetória do VGIR11

PeríodoO que aconteceu
IPO — 1ª EmissãoConstituição como Valora RE III FII com R$ 40 milhões captados em 1ª emissão (cotas a R$ 100,00). Início de pregão em 03/08/2018 (B3:VGIR11). Foco original: CRIs com indexação CDI+.
Crescimento acelerado: 2ª, 3ª e 4ª EmissõesSequência de captações expande PL para R$ 437 mi e cotistas para 18,8 mil. Carteira ganha escala em CRIs CDI+ residenciais.
Travessia da pandemiaPL estável em ~R$ 437 mi durante 2 anos (sem novas emissões). Cotação chegou a R$ 7,36 em mar/2020 (mín. histórico equivalente). Carteira de CRIs sustentou DPS sem inadimplência relevante.
Retomada: 5ª e 6ª EmissõesPL salta para R$ 731 mi com captação adicional de ~R$ 290 mi. Selic em alta (13,75%) puxa DPS junto com o CDI.
Desdobramento 1:10 das cotasCada cota antiga vira 10 cotas novas, melhorando liquidez e acessibilidade. Cotação ajustada de ~R$ 100 para ~R$ 10. Marco operacional (não impacta valor patrimonial).
Consolidação em escala bilionáriaPL ultrapassa R$ 1 bi em dez/2022; cotistas saltam de 58 mil para 243 mil em 18 meses. DPS estável em R$ 0,11–0,13/mês com Selic em ciclo alto (13,75%).
7ª e 8ª EmissõesCaptações de ~R$ 109 mi (7ª, distribuição parcial) e ~R$ 320 mi (8ª) levam PL a R$ 1,42 bi. Carteira passa de ~50 para 56+ CRIs.
9ª Emissão canceladaOferta de R$ 400 mi (41,5 mi de cotas) registrada em 11/10/2024 é revogada em 29/10/2024 por 'alteração imprevisível das condições de mercado' — Selic subindo de volta, IFIX em queda. Sinal de disciplina do gestor.
Adaptação à Resolução CVM 175Fundo passa a ser 'Valora CRI CDI FII Responsabilidade Limitada' (antes Valora RE III), Classe Única de Cotas, com responsabilidade limitada dos cotistas. Mudança regulatória sem impacto na política de investimentos.
Estado atualPL R$ 1,41 Bi, 266.512 cotistas, 56 CRIs CDI+ (93,8% do PL), DPS R$ 0,12/mês (acumulado 12m R$ 1,53, rentabilidade líquida CDI+1,9% a.a.), cota patrimonial R$ 9,68 e P/VP ~0,99. Volume médio diário R$ 4,6 Mi; integra o IFIX (carteira mai–ago/2026). Sem default reportado em quase 8 anos.

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