Valora RE III (denominação anterior, até jun/2025)
Segmento: Recebíveis Imobiliários (Papel CRI — gestão ativa, indexação CDI predominante) · Cotação R$ 9,66 · P/VP 0,9959 · VP/cota R$ 9,7 · Patrimônio R$ 1,42 Bi · 288.799 cotistas
O VGIR11 (Valora CRI CDI) é um fundo imobiliário do segmento Recebíveis Imobiliários (Papel CRI — gestão ativa, indexação CDI predominante). Valora RE III (denominação anterior, até jun/2025)
Financia construtoras residenciais com empréstimos imobiliários em CDI e distribui os juros como renda mensal
Esta página é a ficha do VGIR11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.
Gestão: Valora Gestão de Investimentos.
Gestora independente especializada em crédito imobiliário, atuando desde 2007 (CVM nº 9.620). Estratégia diferencial: estrutura as próprias operações via ICVM 476/160 (esforços restritos), o que permite controle do desenho do CRI desde a originação — diferente de gestores que apenas compram CRIs estruturados por terceiros. Gere também o irmão VGIP11 (papel IPCA), reforçando especialização no segmento. Track record consistente em VGIR11: nenhum default reportado em 8 anos de história, DPS estável e 264 mil cotistas.
| Ativo | Localização | % do PL | Ocupação |
|---|---|---|---|
| Caixa liquido | — | 17,1% | — |
| CRI Helbor 137E | — | 6,5% | — |
| CRI Tecnisa 573E | São Paulo/SP | 6,0% | — |
| CRI Helbor 79E 1S | — | 5,9% | — |
| CRI Helbor 40E | — | 4,4% | — |
| CRI HBR 34E | — | 4,0% | — |
| CRI Helbor 7E1S | São Paulo/SP/SP | 4,0% | — |
| CRI Matarazzo 340E | São Paulo/SP/SP | 3,3% | — |
| CRI RV Ipiranga 2 | São Paulo/SP/SP | 3,2% | — |
| CRI Oscar Freire 50S | São Paulo/SP/SP | 2,9% | — |
| CRI Matarazzo GFSA | — | 2,9% | — |
| CRI Helbor 22E | Diversos | 2,6% | — |
| CRI You 73E 2S | — | 2,5% | — |
| CRI HM Engenharia 365S | Interior do Estado de São Paulo/SP | 2,4% | — |
| CRI HM Engenharia 366S | Interior do Estado de São Paulo/SP | 2,3% | — |
| CRI São Benedito | Região Centro-Oeste | 2,1% | — |
| CRI Alexandre de Gusmão | — | 1,8% | — |
| CRI Gafisa FE 1S | — | 1,7% | — |
| CRI Cantu Pneus | Itajaí/SC/SC | 1,4% | — |
| CRI Helbor 440S | 10 estados brasileiros e Distrito Federal/SP | 1,3% | — |
| CRI Helbor 86E | — | 1,2% | — |
| CRI HM Engenharia 97E | — | 1,1% | — |
| CRI Pagano | Ribeirão Preto/SP/SP | 1,1% | — |
| CRI Artem | Zona Leste de São Paulo/SP | 1,1% | — |
| CRI Golf Residence | — | 1,1% | — |
| CRI Tutoia | São Paulo/SP | 1,1% | — |
| CRI Viewco | — | 1,1% | — |
| CRI You 73E 1S | — | 1,1% | — |
| CRI Via Sul | — | 1,0% | — |
| CRI Haus Moema | São Paulo/SP (Moema)/SP | 1,0% | — |
| CRI Helbor 51E | — | 0,9% | — |
| CRI João Dias | — | 0,9% | — |
| CRI Eugênio de Medeiros | — | 0,8% | — |
| CRI Hub Pinheiros 2S | São Paulo/SP (Pinheiros)/SP | 0,7% | — |
| CRI Tecnisa 11E 1S | São Paulo/SP | 0,7% | — |
| CRI Said Aiach | São Paulo/SP | 0,7% | — |
| GUAICURUS 445 SPE LTDA | — | 0,7% | — |
| CRI Splendido | — | 0,7% | — |
| CRI MF7 | São Paulo/SP | 0,6% | — |
| CRI Francisco Morato | São Paulo/SP | 0,6% | — |
HHI 0,0552 — baixa.
| Quebra | Participação |
|---|---|
| Por indexador | CDI 99,5% · IPCA 0,5% |
Cotação de R$ 9,62 (01/06/2026) frente ao VP/cota de R$ 9,68 (abr/2026). Desconto marginal de ~1% — praticamente na paridade patrimonial, típico de FII de papel CDI maduro e líquido. Não há janela clara de entrada por desconto patrimonial.
último fechamento R$ 9,66 · mínima histórica R$ 5,77 · máxima R$ 12,91 · valor patrimonial por cota R$ 9,7.
Volume médio diário (21 pregões) de R$ 4.091.108 · média de 12 meses de R$ 5.035.635.
Liquidez excelente para o segmento. Volume diário próximo de R$ 4–6 mi. Posição de R$ 1 mi sai em ~1,2 dia útil mantendo até 20% do volume — liquidez maior que a maioria dos FIIs de papel high yield. Integra o IFIX desde 2025.
| Período | O que aconteceu |
|---|---|
| IPO — 1ª Emissão | Constituição como Valora RE III FII com R$ 40 milhões captados em 1ª emissão (cotas a R$ 100,00). Início de pregão em 03/08/2018 (B3:VGIR11). Foco original: CRIs com indexação CDI+. |
| Crescimento acelerado: 2ª, 3ª e 4ª Emissões | Sequência de captações expande PL para R$ 437 mi e cotistas para 18,8 mil. Carteira ganha escala em CRIs CDI+ residenciais. |
| Travessia da pandemia | PL estável em ~R$ 437 mi durante 2 anos (sem novas emissões). Cotação chegou a R$ 7,36 em mar/2020 (mín. histórico equivalente). Carteira de CRIs sustentou DPS sem inadimplência relevante. |
| Retomada: 5ª e 6ª Emissões | PL salta para R$ 731 mi com captação adicional de ~R$ 290 mi. Selic em alta (13,75%) puxa DPS junto com o CDI. |
| Desdobramento 1:10 das cotas | Cada cota antiga vira 10 cotas novas, melhorando liquidez e acessibilidade. Cotação ajustada de ~R$ 100 para ~R$ 10. Marco operacional (não impacta valor patrimonial). |
| Consolidação em escala bilionária | PL ultrapassa R$ 1 bi em dez/2022; cotistas saltam de 58 mil para 243 mil em 18 meses. DPS estável em R$ 0,11–0,13/mês com Selic em ciclo alto (13,75%). |
| 7ª e 8ª Emissões | Captações de ~R$ 109 mi (7ª, distribuição parcial) e ~R$ 320 mi (8ª) levam PL a R$ 1,42 bi. Carteira passa de ~50 para 56+ CRIs. |
| 9ª Emissão cancelada | Oferta de R$ 400 mi (41,5 mi de cotas) registrada em 11/10/2024 é revogada em 29/10/2024 por 'alteração imprevisível das condições de mercado' — Selic subindo de volta, IFIX em queda. Sinal de disciplina do gestor. |
| Adaptação à Resolução CVM 175 | Fundo passa a ser 'Valora CRI CDI FII Responsabilidade Limitada' (antes Valora RE III), Classe Única de Cotas, com responsabilidade limitada dos cotistas. Mudança regulatória sem impacto na política de investimentos. |
| Estado atual | PL R$ 1,41 Bi, 266.512 cotistas, 56 CRIs CDI+ (93,8% do PL), DPS R$ 0,12/mês (acumulado 12m R$ 1,53, rentabilidade líquida CDI+1,9% a.a.), cota patrimonial R$ 9,68 e P/VP ~0,99. Volume médio diário R$ 4,6 Mi; integra o IFIX (carteira mai–ago/2026). Sem default reportado em quase 8 anos. |
Financia construtoras residenciais com empréstimos imobiliários em CDI e distribui os juros como renda mensal