VISC11 Dividendos: Histórico, Yield e Sustentabilidade

Quanto o VISC11 paga de dividendos por cota?

O VISC11 — Vinci Shopping Centers FII — distribuiu R$ 0,84 por cota em maio de 2026, com pagamento realizado em 15 de junho de 2026. Esse valor vem sendo mantido de forma consistente desde janeiro de 2026, após uma queda pontual para R$ 0,8123 em dezembro de 2025 — o único mês em que o dividendo ficou abaixo do piso do guidance oficial. O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses é de 8,97% ao ano, calculado sobre a cotação de R$ 104,84 (17/06/2026).

O rendimento é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que eleva o retorno equivalente bruto para aproximadamente 10,2% ao ano na comparação com uma aplicação tributável à alíquota de 15%. O fundo paga dividendos mensais de forma ininterrupta desde o IPO público em agosto de 2017, com exceção do período pandêmico de 2020. A data-com costuma cair no último dia útil do mês de referência, e o pagamento ocorre por volta do dia 15 do mês seguinte.

Histórico de dividendos do VISC11: de 2017 ao pico de R$ 1,00

A trajetória do dividendo do VISC11 passou por três fases nítidas desde o IPO. Na estreia em novembro de 2017, o fundo pagou R$ 0,61/cota — patamar que se manteve estável até 2019, quando o portfólio ganhou escala com novas emissões e aquisições. Em 2019, o fundo começou a elevar os pagamentos, chegando a R$ 0,92/cota em agosto e setembro.

A pandemia de COVID-19 interrompeu essa trajetória de forma abrupta. O fechamento temporário dos shoppings derrubou o dividendo de R$ 0,63/cota em fevereiro de 2020 para um mínimo histórico de R$ 0,15/cota em agosto de 2020 — uma queda de cerca de 76% em poucos meses. A recuperação foi gradual: R$ 0,20 (set/20), R$ 0,55 (dez/20), R$ 0,60 (jan/21), chegando ao patamar pré-pandemia ao longo de 2022.

O pico histórico de R$ 1,00 por cota em 2023

De março a setembro de 2023, o VISC11 atingiu seu pico histórico de R$ 1,00/cota por mês, com a soma anual chegando a R$ 10,62/cota em 2023 — o melhor resultado da história do fundo. O contexto era favorável: NOI dos shoppings em forte crescimento, ocupação consolidada acima de 94% e alavancagem ainda controlada.

A 10ª emissão de cotas, que captou R$ 875 milhões em 2024, diluiu o dividendo mensal para a faixa de R$ 0,89/cota durante 2024. Em 2025, a reavaliação patrimonial negativa de R$ 205,9 milhões e a aquisição do Midway Mall via CRI (dezembro/2025) pressionaram o resultado mensal, recuando o dividendo para a faixa de R$ 0,80 a R$ 0,84. Desde janeiro de 2026, o VISC11 estabilizou as distribuições em R$ 0,84/cota, piso do guidance oficial.

O dividendo do VISC11 é sustentável?

Os dados públicos da CVM indicam que sim, dentro da faixa atual. O Informe Trimestral Estruturado do 1T2026, entregue em maio de 2026, confirmou que o resultado financeiro acumulado no trimestre foi de R$ 80,9 milhões frente a rendimentos declarados de R$ 72,6 milhões — um payout de 89,79%. Na média de janeiro a março de 2026, o fundo gerou R$ 0,94/cota e distribuiu R$ 0,84/cota, deixando o excedente na reserva.

No segundo semestre de 2025, o ITR 4T2025 confirmou resultado acumulado de R$ 133,96 milhões versus R$ 128,29 milhões distribuídos, um payout semestral de 95,76% — dentro da faixa legal de 95 a 100% exigida pela Lei 8.668. O colchão acumulado está estimado em R$ 1,47/cota (incluindo o FII Paralela), o que cobre o dividendo atual por cerca de 11 meses mesmo sem geração adicional.

Por que o dividendo de dez/25 ficou abaixo do guidance?

O informe mensal oficial de dezembro de 2025 (entregue à CVM em 22/05/2026) registrou distribuição de R$ 0,8123/cota — levemente abaixo do piso de R$ 0,84. Foi o único mês com descumprimento documentado em fonte primária. A causa foi uma combinação de menor geração naquele mês específico (sazonalidade pós-natal, acréscimo nas obrigações por securitização de R$ 95,3 milhões entre dezembro/2025 e janeiro/2026) e a reavaliação patrimonial negativa do ano. Em janeiro de 2026, o dividendo voltou ao piso com R$ 0,8424/cota.

O que pode pressionar o dividendo no futuro?

O principal risco é a alavancagem de R$ 1,07 bilhão em obrigações por aquisição — equivalente a 32% do patrimônio líquido. A despesa financeira mensal chega a R$ 4 milhões (R$ 0,14/cota), consumindo parte relevante da geração. Adicionalmente, o SSS (vendas mesmas lojas) caiu -0,5% em fevereiro de 2026 e o fluxo de veículos recuou -2,8%, sinal de consumo mais fraco. Se esse quadro se aprofundar ou se houver nova despesa pontual significativa, o dividendo pode ser ajustado para baixo — embora a gestão mantenha o guidance de R$ 0,84 a R$ 0,90 por cota até dezembro de 2026.

Dividend yield de 8,97%: compensa em relação à Selic?

Com a Selic em 14,5% ao ano (abril/2026) e o DY do VISC11 em 8,97%, o spread bruto é negativo em -5,5 pontos percentuais. Levando em conta a isenção de IR para PF, o retorno equivalente sobe para cerca de 10,2% ao ano — mas ainda abaixo do custo de oportunidade da renda fixa básica.

A lógica do investidor que compra VISC11 pelo dividendo hoje é a queda da Selic projetada pela Focus para 11% em 12 meses: nesse cenário, o hurdle de retorno dos FIIs de tijolo comprimiria, os fundos precificariam o ciclo de cortes e a cota tenderia a subir. Além disso, quem compra a R$ 104,84 trava um yield de 8,97% em um ativo com patrimônio líquido de R$ 116,64/cota — ou seja, com 10% de desconto sobre o valor intrínseco, o que abre espaço para ganho de capital se o P/VP voltar a 1,0.

Para comparar com o setor: o HGBS11 negocia com DY próximo de 10%, o XPML11 em torno de 9,5% e o HSML11 em torno de 10,8%. O VISC11 entrega um yield ligeiramente menor, mas com a maior diversificação geográfica do segmento (32 shoppings em 15 estados) — uma combinação que pode ser atrativa para quem quer expor a carteira ao consumo brasileiro sem concentrar em um único operador ou região. Mais informações sobre se o VISC11 vale a pena estão na nossa página de análise.

Histórico completo de dividendos do VISC11 (103 meses)

CompetênciaRendimento/cotaDY no mêsPreço-baseData-comPagamento
2026-05R$ 0,840,784%R$ 107,092026-05-292026-06-15
2026-04R$ 0,840,762%R$ 110,212026-04-302026-05-15
2026-03R$ 0,840,766%R$ 109,682026-04-15
2026-02R$ 0,840,742%R$ 113,22026-02-272026-03-13
2026-01R$ 0,840,773%R$ 108,692026-02-13
2025-12R$ 0,810,743%R$ 109,052026-01-15
2025-11R$ 0,810,737%R$ 109,92025-12-12
2025-10R$ 0,810,751%R$ 107,792025-11-14
2025-09R$ 0,810,751%R$ 107,792025-10-14
2025-08R$ 0,810,765%R$ 105,832025-09-12
2025-07R$ 0,810,79%R$ 102,532025-08-14
2025-06R$ 0,810,767%R$ 105,612025-07-14
2025-05R$ 0,80,778%R$ 102,82025-06-13
2025-04R$ 0,80,774%R$ 103,342025-05-15
2025-03R$ 0,80,798%R$ 100,32025-04-14
2025-02R$ 0,80,793%R$ 100,942025-03-18
2025-01R$ 0,80,845%R$ 94,72025-02-14
2024-12R$ 0,80,829%R$ 96,552025-01-15
2024-11R$ 0,80,87%R$ 92,02024-12-13
2024-10R$ 0,80,801%R$ 99,882024-11-14
2024-09R$ 0,80,77%R$ 103,922024-10-14
2024-08R$ 0,830,759%R$ 109,312024-09-13
2024-07R$ 0,850,753%R$ 112,912024-08-14
2024-06R$ 0,850,744%R$ 114,242024-07-12
2024-05R$ 1,00,893%R$ 111,992024-06-14
2024-04R$ 1,00,825%R$ 121,192024-05-15
2024-03R$ 1,00,818%R$ 122,32024-04-12
2024-02R$ 1,00,826%R$ 121,12024-03-14
2024-01R$ 1,00,827%R$ 120,932024-02-16
2023-12R$ 1,00,832%R$ 120,142024-01-12
2023-11R$ 1,00,842%R$ 118,82023-12-14
2023-10R$ 1,00,838%R$ 119,32023-11-16
2023-09R$ 0,920,783%R$ 117,522023-10-16
2023-08R$ 0,920,736%R$ 125,032023-09-15
2023-07R$ 0,850,725%R$ 117,182023-08-14
2023-06R$ 0,850,71%R$ 119,732023-07-14
2023-05R$ 0,820,738%R$ 111,052023-06-15
2023-04R$ 0,820,728%R$ 112,682023-05-15
2023-03R$ 0,820,764%R$ 107,342023-04-17
2023-02R$ 0,80,784%R$ 102,062023-03-14
2023-01R$ 0,820,799%R$ 102,682023-02-14
2022-12R$ 0,850,808%R$ 105,172023-01-13
2022-11R$ 0,760,744%R$ 102,162022-12-14
2022-10R$ 0,750,694%R$ 108,012022-11-16
2022-09R$ 0,740,668%R$ 110,862022-10-17
2022-08R$ 0,720,657%R$ 109,562022-09-15
2022-07R$ 0,710,679%R$ 104,542022-08-12
2022-06R$ 0,70,695%R$ 100,672022-07-14
2022-05R$ 0,70,69%R$ 101,482022-06-14
2022-04R$ 0,70,702%R$ 99,72022-05-13
2022-03R$ 0,680,657%R$ 103,572022-04-14
2022-02R$ 0,680,701%R$ 96,972022-03-15
2022-01R$ 0,680,685%R$ 99,32022-02-14
2021-12R$ 0,810,799%R$ 101,392022-01-14
2021-11R$ 0,610,63%R$ 96,82021-12-14
2021-10R$ 0,620,639%R$ 97,032021-11-16
2021-09R$ 0,240,228%R$ 105,052021-10-15
2021-08R$ 0,550,541%R$ 101,682021-09-15
2021-07R$ 0,50,468%R$ 106,772021-08-13
2021-06R$ 0,420,376%R$ 111,712021-07-15
2021-05R$ 0,350,32%R$ 109,462021-06-15
2021-04R$ 0,250,227%R$ 110,162021-05-14
2021-03R$ 0,180,166%R$ 108,472021-04-15
2021-02R$ 0,550,507%R$ 108,582021-03-12
2021-01R$ 0,60,517%R$ 116,142021-02-12
2020-12R$ 0,550,473%R$ 116,382021-01-15
2020-11R$ 0,450,406%R$ 110,842020-12-14
2020-10R$ 0,3750,329%R$ 113,852020-11-16
2020-09R$ 0,20,172%R$ 116,092020-10-15
2020-08R$ 0,150,132%R$ 113,62020-09-15
2020-07R$ 0,180,168%R$ 107,172020-08-14
2020-06R$ 0,190,181%R$ 104,772020-07-14
2020-05R$ 0,230,212%R$ 108,362020-06-15
2020-04R$ 0,270,29%R$ 93,22020-05-15
2020-03R$ 0,30,308%R$ 97,42020-04-14
2020-02R$ 0,630,575%R$ 109,662020-03-13
2020-01R$ 0,630,477%R$ 131,972020-02-14
2019-12R$ 0,770,554%R$ 139,072020-01-15
2019-11R$ 0,630,476%R$ 132,352019-12-13
2019-10R$ 0,630,469%R$ 134,312019-11-14
2019-09R$ 0,920,761%R$ 120,952019-10-14
2019-08R$ 0,920,786%R$ 117,062019-09-13
2019-07R$ 0,650,593%R$ 109,662019-08-14
2019-06R$ 0,550,505%R$ 109,02019-07-15
2019-05R$ 0,560,535%R$ 104,692019-06-14
2019-04R$ 0,490,47%R$ 104,312019-05-15
2019-03R$ 0,60420,561%R$ 107,732019-04-12
2019-02R$ 0,60420,561%R$ 107,772019-03-18
2019-01R$ 0,60420,565%R$ 106,872019-02-14
2018-12R$ 0,60420,558%R$ 108,242019-01-15
2018-11R$ 0,60420,573%R$ 105,352018-12-14
2018-10R$ 0,610,588%R$ 103,782018-11-16
2018-09R$ 0,610,608%R$ 100,392018-10-15
2018-08R$ 0,610,629%R$ 96,962018-09-17
2018-07R$ 0,610,6%R$ 101,582018-08-14
2018-06R$ 0,610,599%R$ 101,872018-07-16
2018-05R$ 0,610,634%R$ 96,22018-06-14
2018-04R$ 0,31880,301%R$ 105,862018-05-15
2018-03R$ 0,610,556%R$ 109,662018-04-13
2018-02R$ 0,610,546%R$ 111,782018-03-14
2018-01R$ 0,610,561%R$ 108,772018-02-16
2017-12R$ 0,610,563%R$ 108,422018-01-15
2017-11R$ 0,610,612%R$ 99,692017-12-14

Perguntas frequentes

O VISC11 paga dividendos mensais?

Sim. O VISC11 distribui rendimentos mensalmente desde o IPO em agosto de 2017. O único período de interrupção significativa foi durante a pandemia de 2020, quando os shoppings fecharam e o dividendo recuou temporariamente para R$ 0,15/cota. O pagamento ocorre por volta do dia 15 de cada mês.

Qual o último dividendo do VISC11?

O último dividendo foi de R$ 0,84/cota, referente a maio de 2026, pago em 15 de junho de 2026. O fundo mantém esse valor desde janeiro de 2026, com guidance oficial de R$ 0,84 a R$ 0,90/cota por mês até dezembro de 2026.

Qual o dividend yield do VISC11?

O DY acumulado nos últimos 12 meses é de 8,97% ao ano, calculado sobre a cotação de R$ 104,84 (17/06/2026). Como o rendimento é isento de IR para PF, equivale a cerca de 10,2% bruto em uma aplicação tributável à alíquota de 15%.

O dividendo do VISC11 é isento de Imposto de Renda?

Sim. Os rendimentos do VISC11 são isentos de IR para pessoas físicas, pois o fundo tem mais de 50 cotistas (343.939 em março de 2026) e nenhum cotista detém 10% ou mais das cotas. Essa isenção torna o yield nominal de 8,97% equivalente a cerca de 10,2% bruto.

Qual foi o maior dividendo já pago pelo VISC11?

O pico histórico foi de R$ 1,00/cota por mês, atingido entre março e setembro de 2023. A soma anual de 2023 chegou a R$ 10,62/cota — o melhor resultado da história do fundo.

O dividendo do VISC11 pode cair?

É possível. O payout no 1T2026 foi de 89,79% (fundo gera mais do que distribui no agregado), mas a margem é apertada. R$ 1,07 bilhão em obrigações por aquisição gera despesa financeira de R$ 4 milhões/mês. O colchão acumulado de ~R$ 1,47/cota protege por cerca de 11 meses no pior cenário. A gestão mantém o guidance de R$ 0,84–0,90 até dez/2026.

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