(FIP-IE de transmissão de energia elétrica — gestão Perfin Administração de Recursos)
Segmento: FIP-IE · Transmissão de Energia Elétrica · Cotação R$ 61,9 · P/VP 0,5717 · VP/cota R$ 108,27 · Patrimônio 1830000000 · 4.317 cotistas
O PFIN11 (Perfin Apollo Energia Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura) é um fundo imobiliário do segmento FIP-IE · Transmissão de Energia Elétrica. (FIP-IE de transmissão de energia elétrica — gestão Perfin Administração de Recursos)
Dono de participações em sete empresas de transmissão de energia elétrica que recebem da ANEEL uma receita regulada garantida, repassada como dividendos. Fique atento: os pagamentos são irregulares — o fundo pode ficar meses sem distribuir e concentrar tudo em vendas de ativos.
Esta página é a ficha do PFIN11 em 2026: o que o fundo é, no que investe, quanto cobra, quem administra e como chegou até aqui. Opinião, nota e recomendação ficam na análise; calendário e projeção de rendimento ficam em dividendos.
Gestão: Perfin Administração de Recursos.
A Perfin Administração de Recursos é uma gestora independente brasileira com atuação consolidada em renda variável e em ativos reais/infraestrutura. No PFIN11, a casa estruturou um portfólio de 7 transmissoras de energia elétrica abrangendo ~2.000 km de linhas de transmissão sob contratos de disponibilidade regulados pela ANEEL — um segmento que entrega um dos fluxos de caixa mais previsíveis da economia (RAP contratada e indexada à inflação, com baixa correlação ao volume de energia efetivamente transmitido).
O ponto forte é a especialização setorial: estruturar e gerir participações em SPEs de transmissão exige conhecimento técnico de regulação, leilões da ANEEL, CapEx de linhas e estrutura de project finance. A taxa de administração de 0,60% a.a. é competitiva para um veículo de gestão ativa de participações em infraestrutura. O contraponto é a natureza do produto: a entrega ao cotista depende de eventos de desinvestimento (venda das transmissoras), o que torna o resultado mais lumpy e a gestão mais difícil de avaliar trimestre a trimestre do que a de um FII tradicional. A nota 7,0 reflete uma gestora competente e especializada, em um produto de nicho cuja performance será julgada, em última instância, pela qualidade e pelo timing das saídas dos ativos.
| Ativo | Localização | % do PL | Ocupação |
|---|---|---|---|
| TME — Transmissora (Mato Grosso) | — | — | — |
| EDTE — Transmissora (Bahia) | — | — | — |
| ETB — Transmissora (Bahia) | — | — | — |
| TPE — Transmissora (Bahia / Minas Gerais) | — | — | — |
| TCC — Transmissora (Minas Gerais / Espírito Santo) | — | — | — |
| TSM — Transmissora (Rio de Janeiro / São Paulo) | — | — | — |
| CGI — Transmissora (Paraíba / Pernambuco) | — | — | — |
Cota a mercado (R$ 61,90, 17/06/26) versus VP/cota (R$ 108,27) = P/VP 0,57x, deságio de 43%. É um dos maiores descontos da bolsa entre veículos de ativo real. Mas atenção: o VP de um FIP-IE é uma marcação a valor justo das participações (laudo de fluxo de caixa descontado das RAPs), não um preço de liquidação imediata. Parte do deságio reflete iliquidez do ativo-base, incerteza sobre o prazo do fundo e a base de cotistas minúscula (4.317). O destravamento depende de eventos concretos — venda das transmissoras próximo ao laudo, como sugere o especial de R$ 28,14 de mai/26.
último fechamento R$ 61,9 · mínima histórica R$ 56,26 · máxima R$ 125,00 · valor patrimonial por cota R$ 108,27.
Volume médio diário (21 pregões) de R$ 2.100.000 · média de 12 meses de R$ 2.100.000.
Liquidez BAIXA. Uma posição de R$ 1 milhão leva ~0,5 dia útil de volume médio para liquidar, mas com apenas 4.317 cotistas o impacto real no preço pode ser bem maior que o cálculo teórico sugere.
Desde o registro na CVM em novembro de 2019, o PFIN11 construiu um portfólio de 7 transmissoras de energia com ~2.000 km de linhas, entregando rentabilidade total de +36,01% e ~30% nos últimos 12 meses (média de fontes divergentes). A volatilidade total de 19,76% e o Sharpe negativo (-0,26) refletem o comportamento de uma cota cronicamente descontada e de baixa liquidez. O grande marco recente foi a distribuição especial de R$ 28,14/cota em mai/2026, sinalizando o início (ou continuidade) de um ciclo de desinvestimentos — o evento que define a tese de amortização do capital com desconto sobre o VP.
| Período | O que aconteceu |
|---|---|
| REGISTRO CVM | Constituição e registro na CVM do Perfin Apollo Energia FIP-IE, sob gestão da Perfin Administração de Recursos, com objetivo de investir preponderantemente em transmissão de energia elétrica (até 30% em geração). |
| PRIMEIRAS DISTRIBUIÇÕES | Início do ciclo de distribuições aos cotistas, incluindo a primeira amortização (R$ 0,60 em set/2021) e pagamentos regulares conforme as transmissoras entram em operação e geram RAP. |
| DISTRIBUIÇÕES ELEVADAS | Ano de distribuições robustas: R$ 3,87/cota em jun/2022 e R$ 3,00/cota em out/2022 — sinais de geração de caixa relevante das transmissoras em operação plena e/ou realização de resultados. |
| REGIME DE CRUZEIRO | Distribuições mais moderadas e espaçadas (R$ 0,90 a R$ 2,10), refletindo o caráter irregular e dependente de eventos típico de FIP-IE — a RAP é estável, mas a distribuição ao cotista depende do timing de realização. |
| DISTRIBUIÇÃO ESPECIAL R$ 28,14 | Pagamento extraordinário de R$ 28,14/cota (data ex 04/05, pago 11/05) — ~45% do preço da cota. Leitura mais provável: venda de um dos ativos do portfólio ou desinvestimento parcial, com distribuição do resultado. Inflou o DY 12M para 51,10%. |
| ATUAL | Cota a R$ 61,90 contra VP de R$ 108,27 (P/VP 0,57, desconto de 43%). PL de R$ 1,83 Bi, 16,94 mi de cotas, apenas 4.317 cotistas. Portfólio de 7 transmissoras com ~2.000 km de linhas sob RAP ANEEL. |
Dono de participações em sete empresas de transmissão de energia elétrica que recebem da ANEEL uma receita regulada garantida, repassada como dividendos. Fique atento: os pagamentos são irregulares — o fundo pode ficar meses sem distribuir e concentrar tudo em vendas de ativos.