O RZAK11 recebeu nota 6,6 de 10 na avaliação comparativa do Rico aos Poucos — dentro do bucket de papel multicategoria de alto risco — com recomendação de ACUMULAR. A nota absoluta, sem considerar os pares, é 7,2, com veredicto de compra para perfil que aceita papel high yield. A diferença entre as duas notas reflete que, no segmento de alto risco, há concorrentes mais bem posicionados — mas isso não invalida a tese do RZAK11.
O que torna o RZAK11 interessante é a combinação genuinamente diferenciada: 8 núcleos de gestão da Riza Asset num único fundo — Real Estate, Infraestrutura, Securitização, Agronegócio, Direct Lending, Allocation, Renda Fixa. Em vez de precisar montar quatro ou cinco FIIs separados para ter essa diversificação, o investidor acessa tudo de uma vez. O DY de 15,8% isento de IR supera o CDI e a maioria dos FIIs de papel do mercado, mas não é de graça: o fundo carrega algum risco de crédito adicional, sobretudo pela presença de CRIs de incorporação e securitização de carteiras pulverizadas.
O RZAK11 é indicado para:
O RZAK11 não é indicado para:
O risco mais relevante e concreto do RZAK11 é a exposição aos CRIs Starbucks. O saldo atual é de R$ 6,54 milhões — o remanescente de uma posição original de R$ 50,2 milhões em CRIs emitidos pela SRC 6/Southrock. Após a Zamp adquirir a operação Starbucks no Brasil por R$ 101,8 mi em junho de 2024 (valor que foi absorvido por dívidas trabalhistas e de fornecedores), o saldo residual ficou sem cobertura adequada e entrou em recuperação judicial em dezembro de 2023. A garantia atual é de cerca de R$ 3 milhões em recebíveis de cartão de crédito retidos judicialmente. O risco de perda é real, mas o impacto no DPS — mesmo em cenário de perda total — seria de apenas R$ 0,02-0,03/cota, dado o tamanho residual da posição.
Além dos CRIs Starbucks, há dois pontos de atenção estruturais: (1) o payout de 102,5% nos últimos 12 meses, que significa que o fundo distribuiu levemente mais do que gerou — sustentável por 4-6 meses com as reservas atuais, mas que exige recomposição do carrego ao longo de 2026; (2) a desalavancagem concluída — o encerramento das compromissadas reversas (que chegaram a 102,87% do PL em fevereiro/2026) é positivo para o patrimônio, mas reduz ligeiramente o carrego e explica por que o DPS ajustou de R$ 1,10 para R$ 1,05 a partir de junho de 2026.
A cotação atual do RZAK11 é de R$ 78,47 (referência: 6 de agosto de 2026), enquanto o valor patrimonial por cota (VP) de junho de 2026 é de R$ 87,88. O P/VP resultante é de 0,89 — você compra R$ 100 de ativos reais do fundo pagando apenas R$ 89. Para um fundo multiestratégia com risco moderado-alto, esse desconto é expressivo.
Na última referência de histórico disponível, a mínima foi de R$ 69,81 em 19 de dezembro de 2024, e a máxima de R$ 90,01 em 16 de fevereiro de 2024. O preço justo estimado pelo Rico aos Poucos no cenário-base é em torno de R$ 88-92, o que sugere um upside potencial de 12-17% em relação à cotação atual, além do dividendo mensal. Parte desse desconto é justificado pelos riscos (Starbucks, payout levemente acima de 100%), mas outra parte é simplesmente o movimento geral de compressão dos FIIs de papel no ciclo de juros altos de 2024-2025. Para investidor com horizonte de 3+ anos, o ponto de entrada atual é favorável.
A recomendação é ACUMULAR — com os olhos abertos para os riscos. O RZAK11 entrega uma proposta genuína: 8 frentes de gestão proprietária da Riza, DY de 15,8% isento de IR, P/VP de 0,89 e um portfólio diversificado em 53 ativos. Para o investidor que quer renda alta e aceita a complexidade de um fundo multiestratégia, o RZAK11 é uma das melhores opções da casa Riza.
A principal ressalva é o perfil de risco: o RZAK11 não é um fundo conservador. A presença de CRIs de incorporação (Mitre, Direcional, MRV), securitização de carteiras e o caso Starbucks colocam o fundo numa categoria de risco acima do XPCI11 ou do KNCR11, por exemplo. Para um investidor com perfil moderado-arrojado, uma posição de 5-8% da carteira de FIIs no RZAK11 faz sentido — preferencialmente construída aos poucos, aproveitando quedas de cotação como a atual. Para cotação ao vivo e mais dados sobre o fundo, acesse a página principal do RZAK11.
Vale para o perfil certo: DY de 15,8% isento de IR, P/VP de 0,89 e gestão Riza com 8 núcleos proprietários. A ressalva é o risco de crédito acima da média (CRIs de incorporação, Starbucks residual) e payout ligeiramente acima de 100%.
Sim, para investidor moderado-arrojado. Nota 7,2 absoluta, gestora Riza com R$ 14 bi AuM, dividendo estável acima de R$ 1,00/mês desde o IPO em 2020. Não é indicado para quem quer FII de papel simples e conservador.
Recomendação é ACUMULAR. Com P/VP de 0,89 e cotação de R$ 78,47 (abaixo do VP de R$ 87,88), o preço de entrada é favorável. Não há motivo para vender para quem já tem posição.
É high yield. A carteira combina CRIs de incorporação (Mitre, Direcional), securitização de carteiras pulverizadas e infraestrutura — com risco de crédito acima do padrão high grade. Em contrapartida, o DY é de 15,8%, acima da maioria dos FIIs de papel.
O principal risco é a exposição residual a CRIs Starbucks em recuperação judicial (R$ 6,5 mi, impacto máximo de R$ 0,02-0,03/cota). Outros riscos: payout de 102,5% nos últimos 12 meses e sensibilidade a queda abrupta do IPCA/Selic.