Recomendação: MANTER · Nota 5,9/10
O RZAK11 é o maior FII de papel multiestratégia da Riza Asset e oferece exposição a 8 núcleos de gestão simultâneos (Real Estate, Infra, Securitização, Agro, Direct Lending, Allocation, Renda Fixa). Em vez de um FII de papel "clássico" focado em CRI corporativo IPCA+, o RZAK11 combina CRIs de incorporação (Mitre, Direcional, MRV), de infraestrutura (energia solar, portos), pulverizados (Helbor, Galleria) e cotas de FIIs irmãos da casa Riza (RZAT11, RZLC11, BRL Direcional, etc.).
A tese funciona em três frentes: (1) Renda alta com diversificação de risco de crédito — DY de 16,0% com 49% IPCA+ a 10,11% e 31% CDI+ a 3,34%, distribuído por 51 ativos; (2) Originação proprietária Riza — 8 núcleos da casa originam CRIs e estruturas que outros gestores não acessam; (3) Hedge IPCA/CDI explícito — a carteira é desenhada para ter ganho patrimonial em curva fechando E carrego mais alto em SELIC alta. O guidance R$ 1,00-R$ 1,10/mês aponta DPS estável até pelo menos jul/2026.
R$ 6,54 milhões da posição original de R$ 50,2 milhões em CRIs Starbucks (III, IV e V — emitidos pela SRC 6/Southrock) estão em recuperação judicial há 28 meses. A Zamp adquiriu a operação Starbucks no Brasil em jun/2024 por R$ 101,8 mi, mas o valor foi para dívidas trabalhistas e fornecedores — os CRIs ficaram fora do escopo. A garantia hoje é cerca de R$ 3 mi em recebíveis de cartão de crédito retidos judicialmente. Saldo segue sendo negociado por acordo parcelado plurianual condicionado ao sucesso da recuperação.
Em 2025 fechado o fundo teve resultado caixa de R$ 107,8 mi (R$ 12,24/cota) e distribuiu R$ 110,5 mi (R$ 12,55/cota) — payout 102,5%. O excesso veio de sobras retidas dos meses anteriores. Em janeiro/2026 isolado o payout foi de 161% (R$ 0,68 gerado, R$ 1,10 distribuído), com a queda de receita FII por postergação de eventos de ganho de capital. O ritmo só é sustentável porque o fundo retém parte dos meses bons em sobras — em fev/26 ainda há R$ 0,42/cota retidos.
O fundo zerou a alavancagem via compromissadas reversas ao longo de mar-mai/2026 (antes: 102,87% do PL em fev/2026; agora: 96,04% em mai/2026). A desalavancagem é positiva para o NAV mas reduz ligeiramente o carrego, contribuindo para a queda da distribuição de R$ 1,10 → R$ 1,05/cota a partir de jun/2026. O guidance do RG mais recente mantém o intervalo R$ 1,00-R$ 1,20.
Apesar do nome "multiestratégia", o fundo é concentrado em núcleo Real Estate (42,92% do PL), seguido de Securitização e Carteiras (24,80%) e Infraestrutura (21,75%). Um ciclo ruim para incorporadoras (que dominam o devedor de Real Estate) afeta desproporcionalmente o fundo — exemplos atuais: CFL Inc. (Sul), Mitre (SP), Direcional, MRV. A diversificação de 35 CRIs reduz, mas não elimina, esse risco setorial.
O fundo cobra 15% sobre o que excede CDI (sem benchmark de IPCA, ao contrário do RZAT11). Com SELIC a 15% a.a., o benchmark é exigente — em dez/2025 a taxa de performance foi de R$ 1,46 mi (R$ 0,17/cota), reduzindo as sobras disponíveis. Em 2025 inteiro foram R$ 1,46 mi pagos, ou seja, a taxa só dispara em meses excepcionais.
O Banco Central sinalizou início de ciclo de corte da SELIC (atualmente em 15% a.a.) — a gestora cita explicitamente em fev/2026. 31% da carteira é CDI+ a spread médio de 3,34%, então uma queda de SELIC de 200-300 bps reduziria diretamente o carrego do fundo. A mitigação é a alta exposição IPCA+ (49%), mas o impacto pode ser visível em 2027 caso o ciclo se materialize.
O RZAK11 é uma boa opção de FII de papel para investidor que quer exposição multiestratégia com gestão Riza, sem precisar montar 4-5 FIIs separados. A combinação de 8 núcleos (Real Estate, Infra, Securitização, Agro, Direct Lending, Allocation, Renda Fixa) num único veículo é genuinamente diferenciada — a casa Riza tem originação proprietária que outros gestores não acessam.
O DPS atual R$ 1,10/mês está sustentável no curto-médio prazo (sobras de R$ 0,42/cota + caixa de R$ 23 mi cobrem 2-3 trimestres mesmo com payout 105%). O guidance do gestor é R$ 1,00–R$ 1,10 para os próximos 3 meses, e o P/VP de 0,94 oferece pequeno desconto sobre o valor patrimonial. A cotação de R$ 83,39 (01/06/2026) está abaixo do preço justo estimado de R$ 92, com upside de ~10% em cenário-base.
Os principais riscos são concentração em Direcional (~14%) e Mitre (~7,5%) via look-through, exposição residual aos CRIs Starbucks (R$ 6,5 mi em recuperação judicial desde dez/2023) e a alavancagem de 102,87% via compromissadas reversas. Para perfil de investidor moderado-arrojado (perfil 3,6/5,0 no nosso modelo) que aceita complexidade, é uma das melhores opções da casa Riza.
Recomendação atual: MANTER. Nota 5,9/10. Atenção: uma fatia pequena da carteira (menos de 1% do total, R$ 6,5 mi) envolve títulos de dívida de uma empresa que operava lojas Starbucks no Brasil e entrou em crise em 2023 — o caso está em negociação judicial e é o principal risco do fundo. O RZAK11 empresta dinheiro a…
Nossa leitura atual do RZAK11 é “MANTER”. Nota 5,9/10. Avalie conforme seu perfil de risco e os pontos de atenção listados acima.
Os principais pontos de atenção do Riza Akin FII incluem: CRIs Starbucks em recuperação judicial desde dez/2023; Payout 2025 de 102,5% — distribuiu acima do que gerou; Desalavancagem concluída — impacto no carrego; Concentração no Real Estate (43% do PL).
O RZAK11 é indicado para: Investidor que quer exposição a CRI multiestratégia com gestão ativa Riza Quem aceita complexidade (8 núcleos, 51 ativos) em troca de DY alto e diversificação interna Perfil que quer hedge implícito IPCA/CDI sem precisar montar dois FIIs separados