Nota 3.0/10 — FRACA
Core Asset Management tem 1 fundo analisado (ASMT11). Nota média 3.0/10 (FRACA).
A Core Asset Management foi uma gestora de fundos imobiliários brasileira responsável pelo CORM11 – Core Metrópolis, fundo de lajes corporativas lançado em maio de 2021 com proposta voltada a investidores qualificados. A gestora encerrou sua trajetória independente em agosto de 2022, quando a Asa Investments adquiriu a Core e assumiu a gestão do fundo, renomeado para ASMT11 (ASA Metrópolis) a partir de 24/08/2022. Não há registros de outros produtos sob o guarda-chuva Core Asset além deste único FII.
O histórico operacional da Core Asset Management é curto — pouco mais de um ano de gestão independente (maio/2021 a agosto/2022) antes da transferência para a Asa Investments. Durante esse período, o fundo foi estruturado com administração da BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM, taxa de administração de 1,20% a.a. e taxa de performance de 20% sobre IPCA + yield IMA-B5. A carteira era composta por imóveis corporativos em São Paulo (Souza Aranha I e II) e Rio de Janeiro (Edifício Flamengo), além de ativo em Porto Alegre. A troca de controle em 2022 evidencia que a Core não conseguiu consolidar sua posição no mercado — a aquisição pela Asa foi, na prática, uma saída pela via da venda, sem registro de problemas regulatórios CVM identificados publicamente. Após a transição, o administrador passou para o Banco Daycoval S.A.
O único produto da Core Asset Management foi o CORM11/ASMT11, um fundo híbrido de tijolo com foco em lajes corporativas. A estratégia centrava-se em edifícios de padrão médio-alto em mercados secundários de São Paulo e Rio de Janeiro — um segmento que sofreu intensamente com a crise de vacância pós-pandemia e a consolidação do trabalho remoto. O fundo nunca atingiu escala relevante: chegou ao mercado com apenas 1.017.316 cotas e patrimônio de R$ 85,6 Mi na troca de gestão, e hoje, sob Asa, apresenta:
A trajetória demonstra que a proposta original da Core — fundo qualificado de lajes corporativas de menor porte — não encontrou demanda suficiente para se sustentar de forma independente.
A Core Asset Management não existe mais como gestora independente — sua análise é relevante apenas como contexto histórico do ASMT11. O fundo herdado pela Asa Investments não é adequado para nenhum perfil convencional de investidor no momento: sem renda, com desconto extremo e liquidez mínima. Investidores que detêm cotas do ASMT11 devem acompanhar a estratégia da Asa para desinvestimento ou reestruturação patrimonial do fundo. A Core Asset, como gestora, é um caso de prateleira — não há novos produtos nem perspectiva de continuidade da marca.
Segmentos de atuação: Híbrido (Tijolo)