- O tombo: Ibovespa caiu 13,8% e IFIX recuou 5,7% no primeiro dia pós-eleição.
- A defesa: Nossa carteira subiu 2,3% no dia graças à alocação de 70% em proteção (Caixa, Dólar e TLT).
- Transparência: Lançamos hoje o registro público e inalterável de alocação via blockchain do Bitcoin.
Os dados de fechamento da B3 e do Yahoo Finance confirmam que o mercado financeiro brasileiro viveu um dia de pânico neste 26/10/2026. O Ibovespa derreteu 13,8%, mas a nossa carteira por setores, que já havia migrado para uma postura defensiva em 18/10, conseguiu fechar o dia no positivo.
O que aconteceu com o Ibovespa e o mercado hoje?
O mercado precificou um cenário de incerteza absoluta. Segundo o fechamento do pregão de 26/10/2026, o Ibovespa encerrou em 176.608 pontos, uma queda brutal de 13,8% em relação aos 205.083 pontos anteriores. O IFIX, que mede os fundos imobiliários, não ficou imune e caiu 5,7%, fechando em 3.763,9 pontos.
Queda de 28,4 mil pontos no dia.
FIIs sofreram com a abertura de juros.
A moeda americana saltou para R$ 5,39.
Proteção em juros americanos e câmbio.
Enquanto os ativos de risco locais (ações e FIIs) desabavam, as proteções dispararam. O dólar subiu 8,7%, atingindo R$ 5,39, e o TLT (Treasury de longo prazo) em reais acompanhou o movimento com alta de 9,1%. Foi esse descasamento que salvou quem estava posicionado fora do risco Brasil.
O que fizemos em 18/10 e por quê?
Nós reduzimos o risco pela metade antes do resultado das urnas. Em 18/10/2026, ainda sem saber quem venceria o segundo turno, identificamos que o prêmio de risco da bolsa e dos FIIs já não compensava a incerteza política. O Ibovespa acima de 200 mil pontos e o IFIX perto das máximas deixaram de ser "baratos".
A nossa decisão foi clara: triplicar o caixa (de 10% para 30%) e aumentar a exposição ao juro longo americano (TLT de 10% para 15%). Para isso, cortamos pela metade a exposição em Ibovespa, FIIs e imóveis de leilão. O objetivo não era "adivinhar" o vencedor, mas garantir que, se o mercado reagisse mal, o capital estaria protegido. E ele reagiu.
O efeito medido: quanto a mudança protegeu seu bolso?
A diferença entre a carteira nova e a antiga foi de 1,7 ponto percentual em apenas um dia. Segundo apuração própria via script apurar_dia.py, a carteira com os pesos atuais (definidos em 18/10) teve alta de 2,3% neste pregão de 26/10. Se tivéssemos mantido a alocação anterior, a alta seria de apenas 0,6%.
É importante ressaltar a metodologia: usamos os mesmos preços de fechamento para ambas as simulações. O caixa rende o CDI, enquanto dólar, TLT e Ibovespa seguem as cotações oficiais. Ativos como imóveis de leilão e IPCA+ entram como estáveis por não terem cotação diária. Este resultado de um único pregão mostra que a alocação de ativos é muito mais importante do que a escolha de um ativo específico.
Como conferir? O novo registro público e inalterável
A partir de hoje, cada mudança na nossa carteira é gravada para sempre no Bitcoin. Criamos a página /transparencia/ para que ninguém possa dizer que "mudamos a carteira depois que o fato aconteceu". Cada arquivo de alocação é encadeado ao anterior por um hash SHA-256 e carimbado via OpenTimestamps.
Queremos ser 100% transparentes sobre os limites: o registro foi criado hoje, 26/10/2026. Por isso, as alocações anteriores (de janeiro até 18/10) foram reconstituídas do nosso histórico interno e aparecem com o selo "reconstituído". A prova de data delas começa hoje. Daqui para frente, cada movimento será registrado no exato dia da mudança. O registro de hoje, "Pós-eleição: alocação mantida", é o primeiro gravado de forma nativa e imediata.
E agora? O que faremos com a carteira?
Nós vamos manter a alocação exatamente como está. Embora o dólar e o TLT tenham subido cerca de 10% e agora ocupem um espaço maior na carteira pelo efeito da valorização, não pretendemos reduzir essas posições agora. A nossa visão é que o dólar ainda pode buscar a faixa de R$ 5,50 a R$ 5,60 até o fim do ano.
Tendência de manutenção no curto prazo pela incerteza fiscal.
Ainda esperamos momentos ruins para ativos de risco locais.
Pessoalmente, o dono do canal já está aumentando o caixa em CDI na própria carteira. Acreditamos que o cenário para ações e fundos imobiliários ainda pode piorar antes de melhorar. Portanto, não há motivo para pressa em "rebalancear" vendendo o que subiu para comprar o que caiu.
Cuidado com a "oportunidade" de comprar a queda
Uma queda de 13,8% não é uma simples correção; é uma mudança de patamar. Para quem olha o Ibovespa a 176 mil pontos e pensa que "está tudo barato", deixamos um alerta: o mercado precificou um cenário ruim sem perspectiva de melhora imediata. A abertura de juros e o câmbio mostram que o risco Brasil subiu de degrau.
Se você seguiu a nossa alocação por setores, hoje você dorme mais tranquilo. Se você está 100% em bolsa, o momento é de paciência e não de desespero. Não tente adivinhar o fundo do poço; foque em ter caixa para quando a poeira baixar de verdade.
Este artigo reflete a opinião do canal Rico aos Poucos e não constitui recomendação de investimento. Resultados passados não garantem retornos futuros. Confira nossa carteira em /setores/ e nossa prova de transparência em /transparencia/.